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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Andei lendo por aí que no Japão, as mulheres agora preferem os nerds. Ser nerd está em alta entre a mulherada japa. Elas cansaram dos metrossexuais. Cansaram de homem que olha mais pro espelho que pra elas.  E resolveram atacar noutro nicho de mercado. Segundo as japas, um nerd nunca vai te trocar por uma mulher mais nova! Mas pode te trocar por um comutador mais novo... hehehehe

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E no oitavo dia, Deus disse:
- Ok, Murphy, agora é com você!

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Uma amiga foi comprar ar condicionado. Procurou em todas as principais lojas de eletrodomésticos de Floripa. Não encontrou. O artigo está em falta. Entrega? Só daqui a três meses!

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Na minha academia, todo mundo tem personal trainer... A pessoa "sem personal" até se sente meio esquisita! Eu resolvi, este ano, ficar sem. Porque é mais fácil: dá pra ir à academia a qualquer hora...

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Você sabia que a pimenta do reino veio do Japão?
(deve ser por isso que eu a-do-ro pimenta do reino...)

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Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã. Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.Levante-se com calma. Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum. Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem. Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe.

Trecho do livro: Sinal Verde.
(Recebi por email da Aldaneire)

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sexta-feira, a Raphinha me ligou no final da tarde, convidando para ir à praia. Ela estava levando a Maricota pra tomar um banho de mar. Maricota é muito branquinha e a Rapha, muito cuidadosa com esses assuntos do sol.

Eram seis e meia e eu ainda estaa na Procuradoria, trabalhando. Me joguei! Convidei a Elena. Ficamos as quatro tomando banho, brincando com a Maria, fazendo "pizza" de areia... Enfim, foi super divertido. Depois a Raphinha foi embora e ficamos, Elena e eu, até nove da noite tomando banho lá em Jurerê. A água estava muito gostosa, o clima quente... Enfim, a única vantagem do famigerado aquecimento global.

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Fiz umas coisas bem bacaninhas findi passado... Passei a noite de sábado conversando e olhando o mar no Sambaqui, num banquinho à beira mar... E no domingo, fui ver a lua nascer na Ponta das Almas, na Lagoa da Conceição. A lua estava linda, grande, cheia e amarela.

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Eu tenho de prestar mais atenção nos sinais.
Eu tenho de prestar mais atenção nos sinais.
Eu tenho de prestar mais atenção nos sinais.

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Vi uma comédia romântica chamada "O amor pede passagem". Bem legalzinha. Nos divertimos. Tem até monges budistas na história (de leve, de leve).

Comentário fútil: a Jennifer Aniston, no filme, está feíssima. Não dá pra acreditar...

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Hoje tomei sorvete de butiá! Nham!
Butiá! Você conhece? Já comeu?
Isso me faz lembrar minha avó Góia. Ela faz suco de butiá!

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Sábado a Elena teve uma idéia sensacional. Genial. Que deveria ser patenteada!!!!!  Um jeito de aproveitar bem a praia sem torrar, nem se expor tanto aos UVA e UVB dos piores horários.

Seguinte: a gente vai à praia pela manhã. No horário do almoço, sai da praia e vai pro shopping aproveitar o ar condicionado. Almoça no shopping, pega um cineminha leve. Assim, passa o horário de pico do sol no fresquinho. E, depois do cinema, pode voltar pra praia feliz e faceira...

Fizemos isso e adoramos! Nem ficamos cansadas do sol. Um dia de praia rendeu por dois. Chegamos em casa com tanta energia que ainda fomos pra balada... e ficamos por lá até quatro, quatro e pouco da manhã.  Se fosse um dia inteirinho na praia, chegaríamos mortas, tomaríamos um banho e cama...


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Hoje teve show da Maria Gadú na beira da Praia. Cinco da tarde. Acho que o horário foi muitomal escolhido, pois ainda estava um sol de rachar. E o palco deveria ser de frente para a praia. Ficaria muito mais legal! Eu ouvi o show, mas não vi. Porque o palco era de lado e eu fiquei debaixo do guarda-sol, sentadinha na cadeira de praia...

Maria Gadú me pareceu tímida, sem muita presença de palco. Mas com um vozeirão de arrepiar! É uma grande intérprete. E compõe coisas fofas.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sozinha na Patagônia

Fim de Ano no Fim do Mundo

Não sabia bem o que fazer no fim de ano. Só não queria ficar em Floripa. A cidade enche, o trânsito fica infernal, falta água, enfim... Tudo, tudo, tudo, menos Floripa!

Uma opção era ir pra Imbituba e fazer os rituais de fim de ano com a minha mãe. Fiz isso na passagem de 2008 para 2009 e foi muito legal. Minha mãe aprendeu um ritual indígena do Equador (ou seria da Nicarágua? Nem sei!) e sempre faz isso na virada. É bacana. E a gente também reza muito, reza por todos. É bacana. Mas eu não estava muito a fim de repetir. 2008 foi o ano da minha separação. E aquela virada teve um gosto meio amargo.

Outra opção era Ilha Grande. Eu havia convidado a Elena pra ir pra lá de carro. Revezaríamos na estrada. Seria um fim de ano na praia. Eu pensava em fazer a volta à Ilha, uma trilha que povoa meus projetos há muitos anos. E a Elena é uma amiga e tanto, companheira mesmo. Costumamos ficar filosofando e discutindo o sentido da vida, chorando as pitangas até não poder mais. Elena é uma pessoa instigante, inteligente, criativa. A idéia de viajar com ela era bacana.

Ainda influenciada pela Elena, tinha um plano “B” (ou C, D...) que era ir pra Londres. A idéia de um fim de ano urbano, cosmopolita. E eu não conheço Londres, lacuna terrível no meu currículo andarilho.

Se eu quisesse um fim de ano romântico (ops, romântico é um certo eufemismo), poderia ir pras Canárias. Tinha um namorico por lá. E ele havia me convidado efusivamente. Não seria ruim passar a virada com ele. Mas me soava um pouco aventureiro demais da conta. Não sei se um flerte eventual é a melhor companhia para passar um fim de ano.

Com a cabeça vagando entre essas opções, liguei o rádio enquanto dirigia rumo à Procuradoria. E, na Itapema FM, a propaganda era “Restaurante Patagônia.”

- Pronto! Ta decidido! É pra lá que eu vou!

Fiz uns cálculos rápidos na cabeça. Verão, época certa pra Patagônia! E eu tinha de aproveitar o recesso!

- Não vou ter férias em 2010, foi o que pensei. Elas estão comprometidas com outro projeto, um projeto não viajante. Então a hora é agora, é pegar ou largar, Giorgia!” – disse euzinha pra mim mesma.

A Patagônia não ta disponível pra trekking o ano inteiro e eu tinha de aproveitar o recesso. TINHA. Lembrei que o câmbio estava favorável e que iria ser uma viagem barata (ledo engano!). Lembrei dos vídeos que o Vadinho fez no Perito Moreno. Lembrei dos glaciares e icebergs. Lembrei do velho projeto de ir a Torres Del Paine. Lembrei de Ushuaia, Antártida. E fiz um slogan na minha cabeça: - Fim de Ano no Fim do Mundo!

Traidora!

Movida pelo meu convidativo slogan, entrei no site da Gol, comprei passagem pra Buenos Aires. Fui nas Aerolíneas e, com menos facilidade, comprei um vôo Buenos Aires Ushuaia. E, depois, Ushuaia – El Calafate. De El Calafate, eu seguiria por terra pra Torres Del Paine. E voltaria por terra para El Calafate. Por fim, outro trecho aéreo: El Calafate – Buenos Aires. Pronto, esse era o projeto inicial.

Eu tava pronta. Mantive a viagem em segredo. Contei apenas para a Renata, que ficou chateadíssima.

- Giorgia, sua traidora! Não acredito que você vá sem mim!

Ela queria ir junto, mas não podia. Estava com a casa cheia de visitas. A verdade é que eu preferiria ir com ela. Renata é uma das melhores companhias de viagem que alguém pode ter. Animada, viajante e viajada, topa todas. E faz fotos sem reclamar. Repete quando eu não gosto. E tem energia de monte. Não pára.

Mas a diferença entre mim e a Renata, é que ela tem muito mais férias. Tem licenças-prêmio por gozar e se aposenta em um ano (aos cinqüenta, com cara de quarenta, cabeça de 30 e corpitcho de 20). Tem todo o tempo do mundo pra viajar. Eu tenho os meus míseros 30 dias, que faço render. Cuido desses dias como quem cuida de um bem muito precioso. Invisto cada segundinho da melhor forma.

E o pulo do gato era que essa viagem não comprometeria um único dia de férias. Seria apenas o recesso da Justiça, devidamente acordado na Procuradoria. Com dois dias extras, negociados com o chefe e compensados previamente.

Pra mim, parecia pechincha, liquidação. Um negócio da China. Ou melhor, de Ushuaia.

Corajosa!

- O quê? Sozinha?
- Fui...
- Nossa! Que corajosa!

Perdi a conta do número de vezes que ouvi isso. Ouvi de todo mundo, até da minha irmã, que está muito habituada ao meu estilo ligeiramente despirocado... ops, solto.

Não sei bem os riscos que passavam na cabeça das pessoas. Mas, na minha, estava tudo muito certinho. Não haveria problema de espécie alguma e eu me daria bem na minha viagem. Eu sabia que haveria um ou outro bodinho, of course! A solidão ia bater. Esse era o meu maior medo. O resto? Ah, tava tudo dominado!

Destemida eu sou só nos processos judiciais. De regra, sou um pouco medrosa. Assusto-me com ameaças imaginárias. Nutro alguns medos bobos, de riscos improváveis, remotos. Quando os riscos são reais, uma força me arrebata.

Distraída!

As pessoas me consideram um pouco atrapalhada. Eu caio, esbarro, perco as coisas. Bato o carro por distração. Não encontro o cartão de crédito na bolsa, atrasando as filas. Sou motivo de chacota. Meu cunhado, numa viagem que fizemos pelo Chile/Argentina, fez até um rap, o rap da Daia. Eu sou a Daia. E o rap era sobre perder as coisas, o passaporte, os óculos, o gorro, o dinheiro, tudo...

Um dia, num tempo distante, desabafando, eu disse à Renata:
- Ai, Rê... eu perco tudo, né? Até o juízo...
E ela:
- Não, só o juízo você não perde!

Pois bem. Para viajar sozinha, seria preciso mais cuidado. Não só o juízo (garantido, segundo a Renata, que é muito, muito ajuizada), mas o passaporte também não podia ser perdido. Nem o cartão. Nem o dindim. Eu precisaria ficar triplamente atenta. Quadruplamente, quintuplamente, sextuplamente...

E essa foi a tônica. Eu acordava às vezes no meio da noite, pra conferir meu dindim, passaporte e iphone, os bens mais preciosos. Felizmente eles ficaram sob controle. Ou quase. Eu gastei umas cinco vezes mais do que previ. Mas ao menos não fui roubada. Nem deixei a carteira por aí...

Aventureira!

Chamei o táxi. Diante daquele estilo mochilão, bandeirinha do Brasil costurada (ta, eu sou meio ufanista), bota de trekking, o taxista engrenou um papo:
- Tu estás indo pra alguma competição de aventura?
- Não, nada... só turismo mesmo.

Ele não se convenceu muito e insistiu no papo. Contou várias peripécias suas em corridas de aventura - até conseguir uma confissão minha. Confissão de que, como ele, eu também era uma aventureira com alguma estrada.

Contou que tinha sido campeão em uma corrida de aventura que estava praticamente perdida. Foi me contando detalhes animados e entusiasmantes em plena madrugada, a caminho do aeroporto. Até descobrimos um conhecido em comum, o Tavinho, que tinha participado de um reality show do SBT, do qual foi finalista.

Resumo da ópera: uma mochila abre caminhos. Nem que seja pra conversas. E olha que em Floripa o povo não é muito de puxar papo. Eu adorei ser confundida com uma aventureira profissional.

Parecia um bom presságio.

Senti um tremendo bem estar em mochilar. Me senti mais jovem, mais viva. Lembrei de aventuras passadas. Naquele momento, senti que mochilar era mesmo a minha praia, o meu estilo, meu jeito de ser e, até mesmo, o meu look. Iria mudar radicalmente de idéia no final da viagem...

Atrasada!

Não, dessa vez não sou eu. É a companhia aérea. As Aerolíneas Argentinas, parece-me, têm o mau hábito de se atrasar. Invarivalmente. Todos os vôos que tomei em terras argentinas se atrasaram. Sem qualquer justificativa ou explicação. Só se atrasam e pronto. Coisa de louco!

A demora dos vôos me fez lembrar os não-saudosos tempos do caos aéreo brasileiro.

Minhas primeiras anotações no diário de viagem que comecei em 26 de dezembro de 2009 diziam respeito a isso. Eu queria chegar cedo para aproveitar meu dia na cidade mais austral do planeta (segundo os Argentinos, por lo menos!). Mas as Aerolíneas insistiam em frustrar meus projetos...

No diário: “meu vôo pro fim do mundo já deveria ter decolado. Estou calma, lendo os guias. Mas não deixo de me sentir irritada por desperdiçar meu precioso tempinho. Já começo a pensar em ficar mais tempo por lá. O lugar parece bem interessante.”

Aproveitei a demora no Aeroparque e fui atrás de um cortavento. Na verdade, uma campera (uma jaqueta) bem quentinha, larga e fofinha, resistente à água e ao vento. Comprei por um precinho quatro vezes menor do que se encontra no shopping, em Floripa.

O tempo de espera serviu, também, pra que eu ficasse um tiquinho preocupada. Os guias diziam que era preciso reservar hotel na Patagônia no verão. Tudo costuma lotar. E é difícil conseguir hospedagem.

Bem, eu não tinha tido tempo de reservar. Na verdade, o que eu não tenho é o hábito. Fui pra Índia numa viagem de 40 dias sem uma única reserva. E pra Guatemala, pro Panamá, pra Cuba, Honduras, Peru, Venezuela, Nova York, Chile, Bolívia, África do Sul, Europa, Brasil, etc e tal. E nunca dormi na rua. No máximo, dentro de uma igreja, no norte da Espanha...

Fiz uma observação no meu diário: escrever diário de viagem normalmente é possível quando a viagem não está boa, quando você está sozinha, quando não há muito o que fazer, quando o tempo não colabora, quando os aviões atrasam...

Poliana!

Bom chegar em Buenos Aires e ganhar uma hora! Embora estejam no mesmo fuso, não estão no horário de verão.

Bom chegar no país e sacar dindim. Até ter um dinheirinho em moeda local, me sinto sem chão. E eu não costumo carregar dólares, nem travelers. Só o visa electron, pra sacar nos ATMs locais. Então chego em terra estrangeira absolutamente dura. O que é, convenhamos, uma atitude, no mínimo inconseqüente. E se o cartão desmagnetiza? E se você perde o cartão? E se a máquina come o cartão? Já me aconteceu tudo isso... E eu sigo insistindo no erro... Por acaso, dessa vez, eu levei uns reais. Não sei como, mas eu tinha uns mil reais em espécie. E também bolívares, que ganhei da minha mãe. Se bem que bolívares não servem pra nada fora da terra do Chávez...

Bom fugir do calor! Buenos Aires estava fresca. E chuvosa. Diferente do calor abafado que fazia em Floripa. Eba!

Bom falar espanhol! E ganhar elogio! Aliás, bom falar a língua local, qualquer que seja ela. Os brasileiros insistem em falar portunhol. E acreditam piamente que são compreendidos. Ledo engano. Não adianta. Os de fala espanhola não conseguem entender português. Embora a gente os entenda com facilidade, por alguma razão fonética, a recíproca não rola. Exceto em Bariloche, ou melhor, Brasiloche. É tanto brasileiro, que o povo do turismo se obrigou a falar português. No Chile também essa é uma tendência bastante forte.

Bom ter Buenos Aires tão perto! Logo ali, uma hora e meia de vôo da minha casa! Acho que é um dos poucos vôos diretos, além de São Paulo. Ops, acabo de lembrar que Brasília, Porto Alegre e Curitiba também têm. Mas ficam por aí as nossas conexões rápidas.

Bom escrever num moleskine. Tão compacto, tão bonitinho! Jeito de livro. Folhas que não descolam. Bom de pegar e tocar. Mesmo que seja um moleskine fake, cor de laranja, cheio de gatos coloridos na capa (Peter Pauper Press).

Bom comer medialuna. Medialunas me fazem lembrar a Grá, minha irmã, que adora os croissants argentinos (também chamados facturas, o que sempre me causa estranheza). Medialunas são tão presentes no café da manhã argentino quanto o feijão com arroz no almoço brasileiro.

Bom lembrar de casa! Serviram pra me aquecer o coração as lembranças da tarde de natal na casa da mami, fazendo absolutamente nada com a Gra, o Fredinho e a Bebé.

Passagem rápida por Buenos Aires.

Madrugadinha, bem cedo. Frio e chuva, ao contrário do calorão abafado que fazia em Floripa. Tinha tempo para ir do aeroporto de Ezeiza para o Aeroparque, de onde saem os vôos domésticos. Descobri o ônibus que faz o traslado, comprei a passagem e fui a um café chic.

Pedi o tradicional (e fraco) café da manhã argentino: 1 xícara de café com leite ou 1 xícara de chá, um croissant doce, uma fatia de pão, geléia, manteiga e um copinho (um tantinho maior que o nosso copinho de cachaça) com suco artificial de laranja. Só isso.

A atendente veio me informar que não havia suco e que, apesar disso, também não havia desconto no valor (alto) do café da manhã. Era assim e pronto. Eu ainda não havia atinado que era aquele mísero suquinho artificial (minha cabeça estava funcionando ainda em modo brasileiro e eu imaginava um copão de suco de laranja natural, espremido na hora) e lamentei internamente a falta de suco.

- Não tem nada para substituir?
- Não.
- Não tem desconto.
- Não.
- Então tá.

Fazer o quê? Resignei-me. Normalmente fico indignada com as lesões aos direitos do consumidor. Mas resolvi não brigar. Excepcionalmente. Dali a pouco, a mocinha veio com o copo de suco.

Incrível. Às vezes precisamos mudar de estratégia. Rever conceitos. Como seria se eu tivesse brigado, sido antipática ou arrogante? Será que ela teria me trazido o suquinho?

Anotação no diário: O aeroparque é uma gracinha (bom, eu já conhecia o aeroparque, não sei porque escrevi isso!). O transporte entre os aeroportos é eficiente. O preço é ótimo e o câmbio está muito favorável.

Bom, essa história de câmbio favorável foi uma grande armadilha para mim. Eu me entusiasmei com o câmbio bom e me excedi nos gastos. Gastei muito mais do que deveria.

Eba! É o fim do mundo!

É impactante chegar a Ushuaia. Fim do mundo, fim de linha, última cidade do planeta. A pontinha da América do Sul! Só de lembrar do mapa, me dava uma alegria. Puxa vida, olha onde eu estou! Meio mágico, meio mítico. Divertido e diferente. Único.

Senti uma coisa gostosa que parecia me unir aos aventureiros e navegadores de antanho, que chegavam aos últimos confins da terra, depois de muitas agruras, mares revoltos, grandes tempestades...

Hoje Ushuaia é cidade de fácil acesso. Uns dez vôos diários das Aerolíneas ligam a cidade a Buenos Aires. E há ligações com outras cidades argentinas.

Perto, Ushuaia não é. Definitivamente, não: são três horas e meia de vôo direto, sem escala. Três horas e meia dentro de um mesmo país. Não é moleza. Quantos países do mundo comportam uma distância dessas?

Do aeroporto à cidade de Ushuaia, tomei o taxi com uma taxista. Mulher. Pra mim, é pouco usual ver taxistas mulheres. Mesmo em cidades grandes. Sempre me espanto, me surpreendo. É quase tão raro quanto pilotos de avião do sexo feminino. São profissões ainda dominada pelos homens.

Vários taxis depois, me dei conta de que, em Ushuaia, ser taxista é profissão de mulher. No fim do mundo, elas dominam!

Eu estava meio chateada com o atraso no meu vôo, mas isso logo foi solucionado. Cheguei tarde a Ushuaia, mas pude aproveitar muito bem o que me restava do dia. No verão, o sol se põe muito tarde no fim do mundo. À meia noite ainda tem claridade!

Encontrei um hotel chamado Islas Malvinas. Os argentinos têm uma coisa muito mal resolvida com as Malvinas. Não se conformam por terem perdido a guerra. Em muitos lugares, vê-se pichado: As Malvinas são argentinas! Em outros: “Piratas Ingleses”. Há praças, monumentos, homenagens. Para eles, as Malvinas ainda se chamam Malvinas. Vi discussões sobre isso. Não há nada de Ilhas Faulkland! E ai de quem se atrever a falar o contrário!

Deixei as coisas no Hotel e me picoteei pro Glaciar Martial. A dica foi do Osvaldo, procurador, meu colega. Peguei um taxi, paguei baratinho. E fui para as aerosillas (teleférico). A paisagem de subida das aerosillas é de tirar o fôlego. Idílica. Paisagem de folhinha de Padaria. Um riacho, uma floresta de lengas, montanhas nevadas ao fundo. Nossa! E o teleférico sobe sobre rio, entre as árvores. Atrás fica o Canal de Beagle.

Pra mim, o mais impressionante de Ushuaia é o encontro dos Andes com o mar! Já andei muito pelos Andes, conheço bem a cordilheira. Mas Andes com mar, era a primeira vez! Explicaram-me que Ushuaia é a única cidade trasandina da Argentina, o que significa que ela fica do outro lado dos Andes. A ordem natural das coisas é Argentina, Andes, Chile. Nesse caso, seria Argentina, Andes, Argentina (Ushuaia).

A biodiversidade no fim do mundo é pequena. Ínfima, pra quem ta acostumado com o padrão Mata Atlântica, onde se podem encontrar mais de 400 espécies de árvores em um hectare de floresta. Espécies, não falo de indivíduos!

Lá no finzinho da Patagônia, o clima é tão inóspito que nem inseto eles tem. Cobra, muito menos! Anfíbios não sobrevivem ao clima. Árvores têm uns três ou quatro tipos. O que mais tem são aves, pois há muitas espécies de aves marinhas migratórias que tem seu ciclo passando por aquelas bandas.

(continua...)

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Sim, claro, eu já li a autobiografia de um yogue. Li em 1992, quase vinte anos atrás, quando comecei a fazer Yoga. Minha professsora adorava. E todos são unânimes em incensar esse livro. Mas vou ser franca: não me tocou muito. Não sei a razão, só sei que não tocou. E eu realmente não lembro de todos os santos citados no livro. Menos ainda da genealogia de cada um, de quem foi mestre de quem, enfim... Não faço a menor idéia. Só posso dizer que quando fui a Varanasi, fiquei lembrando do santo que se escondia (ou vivia) nos ghats...(as escadarias do Ganga).

Quanto ao comentário "como você se diz espiritualizada e não leu a Autobiografia de um Yogue?", eu respondo:

1) Eu não me digo espiritualizada. De onde você tirou isso? Pode me mostrar um único post?
2) Eu li a autobiografia de um yogue;
3) Eu não lembro do inteiro teor do livro;
4) Eu não acho que ler a autobiografia seja sinal ou condição para qualquer coisa...

Quanto aos demais comentários, obrigada pelos esclarecimentos! Acho que vocês têm razão! Hoje fui falar pra minha colega e ela não conseguia acreditar! Disse que ia olhar no livro. Ela tem fotos desse guru na sala dela! E sempre acreditou que ele houvesse trabalhando na Estrada de Ferro da Índia.

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Hoje fiz a avaliação física na academia. E foi uma surpresa tremenda. Eu fui logo falando pro avaliador que eu queria perder "apenas"20 kg, porque assim já estava bem. Ele disse que achava que eu estava errada. Eu insisti que me bastavam 20 kg, que eu sabia que ficava bem. Daí ele fez as contas no computador e concluiu que, de excesso de peso, eu tenho 9,5 kg. Só!!!!! Nem acreditei. Ele disse que com menos 9.5kg eu fico no peso saudável. Que coisa...

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sempre costumo fazer um balanço do mês que passou. Como foi o seu mês de janeiro? O meu foi chatérrimo! Poderia ter pulado direto pra fevereiro, que não iria fazer falta alguma...

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Tenho uma colega de trabalho muito boa gente que é devota de Sri Yukteswar. Ela me explicou: ele era um santo hindu que era também funcionário público. E conseguiu conciliar o trabalho dele com a sua prática espiritual. Ela o tem como inspiração. Tem até uma foto dele na sala dela. Acho que também vou ficar devota de Sri Yukteswar.

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Sábado passado, andando com a Sinara pelo shopping (no Floripa Shopping), descobri uma loja bonitinha que vende uns sabonetes legais:  tem sabonete de sal grosso com ervas (pra fazer uma espécie de limpeza espiritual), tem de água de arroz (pra tirar manchas da pele)... Tem vários interessantes. São meio caros. Mas são bons.

Outra coisa que aprendi com ela: batom nude serve pra quando você pinta bem os olhos. Daí o nude fica neutro. Outra finalidade é hidratar os lábios, proteger. E fica mais bonito que andar sem batom. Até comprei um do Boticário que chama Terra do Sol. Bem bonito. Enfim, me convenci (eu achava a coisa mais esquisita do mundo essa moda nude...).

Dia desses (antes do nude, inclusive), minha mãe estava aqui em casa, e me puxou a orelha: - Filha, não pode sair de casa sem um batonzinho!!!!! Então comprei um "vermelho diva"(não preciso dizer que ainda nem usei, né?) e um "melancia". Na verdade, sou adepta dos gloss. Batom não é muito a minha praia.

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Uns dez anos atrás, uma secretária que trabalhava comigo, me ensinou uma reza (me deu uma folhinha) que dizia o seguinte: "Maria, passa na frente". Nunca esqueci disso. Hoje voltou às minhas mãos. É uma oração linda e reconfortante, um grande pedido de proteção. Nossa Senhora nunca deixa a gente na mão. Nunca.

Maria passa na frente e vai abrindo estradas e caminhos. Abrindo portas e portões. Abrindo casas e corações. A Mãe vai na frente e os filhos estão protegidos seguem Seus passos.  Ela leva todos os filhos sob sua proteção. Maria, passa na frente e resolve tudo aquilo que não podemos resolver. Mãe, cuida de tudo o que não está ao nosso alcance. Tu tens poder para isso! Mãe, vai acalmando, serenando e tranqüilizando os corações. Vai acabando com o ódio, os rancores, as mágoas e as maldições. Vai terminando com dificuldades, trisezas e tentações. Vai tirando teus filhos das perdições. Maria, passa na frente e cuida de todos os detalhes, cuida e protege a todos os teus filhos. maria, tu és mãe e também a porteira. Vai abrindo o coração das pessoas e as portas nos caminhos. Maria, eu Te peço: Passa na frente! Vai conduzindo, ajudando e curando os filhos que necessitam de Ti. Ninguém foi decepcionado por Ti depois de haver-te Te invocado e pedido a Tua proteção. Só Tu, com o poder de Teu Filho, podes resolver as coisas difíceis e impossíveis. Amém!

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Parece que com a crise ecônomica mundial, os americamos aderiram ao minimalismo.  Existe, por lá, uma onda anti-consumismo. A moda agora é ter uma "minimal list": uma lista com cem coisas. E só. Possuir apenas cem coisas. Os livros não contam. Parece que eles também tiraram os utensílios de cozinha. De qualquer forma, 100 coisas é realmente muito pouco. É uma lista pequena.

Mais sobre o assunto, aqui. (em inglês)

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Ontem, depois da canseira com o homem da oficina, resolvemos ir pra Lagoa relaxar. Chegando lá, me dou conta de que deixei o iPhone no carro!!!! É pedir pra ser roubada, né? Tenho o mau hábito de esquecer coisas no carro.

Perdi a conta do número de vezes (né, Migas?) que tive a porta arrombada. Eu tive um corsinha que já estava habituado a isso... O Marinho, dono da oficina, já até sabia, quando eu chegava... Uma vez, estava fazendo aquela "promessa" japonesa dos 1000 tsurus. Deixei um envelope pardo no carro. Estava escrito "1000 tsurus". Acho que o ladrão pensou que tsuru era uma moeda de um país asiático...heheheeh E arrombou meu carro! O preju era grande, sempre. Fora a chatice de ter de ficar sem carro. E de perder o que estava dentro do carro.

Pois bem, mais do que depressa, me joguei - de taxi - da Lagoa pra Beira Mar (onde estava o meu carro) e consegui resgatar o meu lindinho (o iPhone). Uffffff!!!!!

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Vi em algum lugar e anotei na agenda. Frase atribuída a Bob Marley: "O homem bom é aquele que topa qualquer parada e não o que para em qualquer topada."

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Lembretes (anotados por mim, pra mim mesma,  hoje na agenda) para emagrecer (que funcionam pra valer):

1) Comer cinco vezes por dia para deixar o estômago sempre em situação confortável - e nunca morrendo de fome;
2) Tomar muita, muita, muita água;
3) Ir pra academia. Nem que seja pra fazer um pouquinho;
4) Caminhar;
5) Escrever o diário alimentar;
6) Ler o livro de terapia cognitivo-comportamental;
7) Ler o Escreva e Emagreça;
8) Pensar antes de comer;
9) Ir ao supermercado e ter comidinhas saudáveis em casa. Náo deixar a geladeira vazia.
10) Fazer escolhas inteligentes.
11) "Eu posso comer de tudo, mas nem tudo me convém"
12) Mastigar, Mastigar, Mastigar, Mastigar e Mastigar.
13) Carregar uma maçã na bolsa. Ou uma barrinha. Ou um pacotinho individual de bolachinha salgada integral. Algo com menos de 100 calorias, pra comer entre as refeições e não chegar faminto à mesa.

E, nos Vigilantes do Peso, os quatro elementos do sucesso:
a) assistir às reuniões (assim, você não está sozinha... e tem o água mole em pedra dura... Quando falta, fica sem aquela dosezinha semanal de motivação)
b) comer bem (se come pouco, não emagrece. Passei por isso. A tendência da gente é comer nada para emagrecer rápido, mas é burrice. Tem é de comer certo e pouco, mas tem de comer)
c) Pensar antes (fundamental! é tomar consciência)
d) Mexer-se mais (Ser mais ativo: atividade física ajuda muito. esse eu tou na luta pra incorporar...)

Hoje a Indira, orientadora lá do VP, muito gente boa (adoro ela!) disse uma coisa: tem de emagrecer cm alegria. É isso. Não pode ser um sofrimento. Senão não rola.

Uma coisa que eu não faço (até comprei um moleskine lindo pra isso, mas nunca faço) e que sei que funciona muito mesmo, é o diário alimentar (nos VP, chamado de jornal pessoal). Aquilo é um absurdo! Funciona mesmo porque dá consciëncia. Você se obriga a anotar e sabe exatamente o que está comendo. Na semana que faz o tal "jornal pessoal", as coisas acontecem. Acaba mesmo emagrecendo.

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"Descobri que, se amamos a vida, a vida nos retribui com amor."
Arthur Rubinstein

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Om Kyalonika Sowaka.

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Aprendi a lição: levar diretamente na concessionária poupa dor de cabeça.

Acreditei na boa-fé do homem do guincho e segui a sugestão dele. Levei numa oficina que ele disse ótima. E o homem fez serviço que não precisava. Trocou a bomba de gasolina. E não era bomba. Mas, pelo que consta, a bomba do Picasso é muito difícil de trocar, tem de tirar o tanque de gasolina, coisa e tal. Só depois de trocar, o homem viu que não era bomba... Daí, já era. Ele incluiu a bomba E os serviços certos. Não aceitei e levei pra Citroen. Lá fizeram o serviço certo. Na verdade, eu dancei com a bomba. Paciência. É o preço a ser pago pela ingenuidade/burrice de acreditar.

Doravante, prometo (a mim mesma) ficar esperta.

Outra coisa: acho que TODA mulher deveria fazer um curso de mecânica. Já ouvi falar que isso existe...

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ontem, eu estava pagando contas no caixa eletrônico e vi que havia uma mulher atrás de mim. Os outros caixas estavam vazios, o que indicava que ela, por alguma razão, precisava especificamente do meu. Imediatamente juntei meus papéis, fui pro caixa ao lado e falei pra ela:

- Pode vir neste caixa, por favor.

A mulher ficou super agradecida. Nem acreditei. Foi um gesto simples, que não me custou nada. Apenas prestei atenção na necessidade dela e dei um passo ao lado (mudei pro caixa do lado). Nada mais. E fez toda a diferença pra ela, pois eu estava cheia de coisas pra resolver (desbloquear cartão, agendar pagamentos, sacar, pegar extrato, pagar com código de barra manual...). Enfim, economizei um pouco o tempo dela. E me senti muito feliz por poder fazer isso. Ela deu um sorrisão e disse: - Puxa, como você é gentil!  Depois fiquei matutando sobre o assunto. É tão simples fazer o bem... basta prestar atenção nas necessidades dos outros!

Outra coisa que me aconteceu recentemente, que segue o mesmo raciocínio: estava caminhando na Beira-Mar (onde moro) e vi um casalzinho de turistas estrangeiros esticando o braço para fazer uma foto juntos, com o mar ao fundo. Perguntei se eles queriam uma foto. Eles queriam! E ficaram super contentes! (Lembra, Telinha, que estávamos juntos no Corcovado e você também fez isso?) Acho que isso da foto devemos fazer sempre que pudermos! Assim contribuímos para que as pessoas levem boas lembranças (em todos os sentidos) dos lugares que visitam!

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A diferença entre uma pessoa sedentária e uma ativa são apenas 30 minutos diários de atividade física.
(A Sinara leu numa revista e disse que a frase literalmente mexeu com ela!)

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Andando na rua hoje, sob um sol inclemente (e um calorão insuportável), imaginei uma cena: o povo todo passando gel criogênico (daqueles com cânfora, pra celulite) no corpo para se refrescar...

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Hoje eu não sabia o que fazer. A Denise apareceu na porta do meu quarto em prantos, desesperada, chorando feito criança... Contou que um cachorro matou o Tobi, o cachorrinho dela.

Denise ama esse cachorrinho. Uns tempos atrás, fez das tripas coração para salvar o Tobi, que tinha sido atropelado... Mesmo sem poder, pagou veterinária, internação, cirurgia... coisas que estão completamente fora do orçamento dela, que é empregada doméstica.

Fiquei consternada. Mas não soube o que dizer. O que se diz numa hora dessas?

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Minha amiga Ieda Ialamov passou no vestibular da UFSC!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Essa é a notícia do ANO!!!!! Fiquei muito, muito, muito feliz!!!!! Estava andando na Beira-Mar e recebi a notícia da Renata.

Bom, a Ieda é uma lutadora. É casada, tem filho adulto. A vitória dela não é uma "simples" vitória. Não é "apenas" passar na Federal (o que já seria uma daquelas grandes vitórias da vida de alguém...). Não, é muito mais que isso. A Ieda é um exemplo de superação. Venceu todas as dificuldades. Começou numa época em que a maioria das pessoas já desistiu, já jogou a toalha. Mas não a Ieda! Com sua garra e determinação, ela chegou lá!
Ieda, amiga querida, estou arrepiada. E emocionada. E feliz. E sem palavras Estou muito orgulhosa de você, Ieda! Você é um exemplo para mim. E para todos!

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Olha só que massa: Tania Faga, advogada de São Paulo, organizadora do Livro "Julgamentos e Súmulas do STF e STJ" e responsável pela elaboração dos informativos jurídicos do Curso Jurídico Flávio Monteiro de Barros encontrou um texto antigo aqui do blog sobre o que fazem os procuradores (e os diferentes tipos de procuradores) e me pediu pra publicar no Informativo. O texto era bem informal, para o público leigo, mas ela curtiu. E publicou lá como "Artigo Imperdível".

E a Tânia franqueia o acesso para quem quiser receber o informativo gratuitamente em seu e-mail. Basta se cadastrar no site em INFORMATIVO FMB. Para visualizar os informativos de 2010 acesse o site e clique em "INFORMATIVOS FMB", em seguida clique em Informativos 2010.

(o artigo de que falei está no informativo 02/2010)

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Hoje foi o dia mais estressante do ano. Sem dúvida alguma. Dificílimo. Duríssimo. Problemas chatos. O César me ajudou. A Elena também.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Falando com a minha avó, bisavó da Maricota, sobre esta última:
- Ela é demais, Daia! Ela é demais!

(Era só que a minha vó falava... Acho que bisavó é mais babona qu avo, até!)

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Luiza é a minha sobrinha que vai nascer. Uns meses atrás, eu sonhei que ela iria ser menina. E nunca tive dúvidas disso, pois o sonho pareceu muito real, quase uma aparição. Tenho a nítida impressão que foi ela, em pessoa, que veio me contar!!!!!

Vai ser linda. E educada. E gente fina. Tenho certeza!

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Luiza
Tom Jobim

Rua,

Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza

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domingo, 31 de janeiro de 2010

Bem mais de um milhão de pessoas já visitaram este blog.

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Descobri sem querer esse site muito legal, que dá o significado do nome. Adorei. Experimenta aí!

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Cada vez mais eu confirmo uma coisa que venho percebendo há anos: as pessoas que lêem este blog são pessoas com quem eu tenho grande afinidade (ou que têm grande afinidade comigo, o que acaba dando no mesmo). É uma coisa impressionante! Quando conheço mais a fundo algum leitor ou leitora, noto isso claramente. É como se fosse realmente um irmão de alma! Rola uma conexão tremenda, é um verdadeiro encontro.

Digo isso porque ontem passei umas oito horas com a Sinara. As horas voaram. E foi fantástico! Foi super divertido. A gente não parava de falar um segundo sequer. E o assunto era sempre bom, sempre agradável, divertido, enriquecedor. Aprendi um monte com ela, guria antenada, culta, inteligente e cheia de dicas.

Mas o mais impressionante (que quase me fez cair pra trás) foi quando ela me contou que reza o terço todos os dias (como pediu Nossa Senhora de Fátima), porque aprendeu com a avó. E vai à missa todos os domingos.

Enfim, leitor é sempre um amigo. Mesmo que seja um amigo que você ainda não conhece...

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Ao ver o filme Invictus, não pude deixar de pensar em Lula. Não pude deixar de comparar Mandela com Lula, pelo aspecto conciliador... Acho que os grandes líderes mundiais buscam a paz e a conciliação. Não buscam a vingança, mas o perdão. Em vez de usar do poder para subjugar os inimigos de outrora (provando que estes estavam certos), usam o poder para mostrar uma outra visão de mundo. Poderiam agir com arrogância, movidos por sentimentos de vingança contra o opressor... mas fazem o contrário.

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Invictus
William E Henley

Fora da noite que me cobre,

Negra como um poço de alto a baixo,
Agradeço quaisquer Deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.

Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas erecta.

Além deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E contudo a ameaça dos anos
Encontra e encontrar-me-á, sem temor.

Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o pergaminho,
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão de minha alma.


Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.


Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.


Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.


Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

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"Sou o senhor do meu destino; / Sou o capitão da minha alma."


- William Ernest Henley
 
(Trecho de poema que inspirava Mandela quando ficava deprimido na prisão)

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Assista, Assista, Assista, Assista: Invictus! É sobre a relação entre Mandela e o Capitão da Seleção de Rugby da África do Sul.

Filme absolutamente SENSACIONAL! Sobre perdão, transformação e tolerância. Chorei o filme todo. De emoção. Serve como lição, ajuda a pensar, a refletir sobre a forma como costumamos sentir e agir.

Estreou neste findi. Quem me levou pro cinema foi a Sinara! Estou devendo essa pra ela.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Todo mundo tá se queixando que está difícil comentar aqui no blog... Tenho de dar um jeito. Urgentemente. Não sei bem o que fazer. Talvez a única saída  fácil seja trocar prum template pronto... Mas eu gosto tanto desse! Que dilema!

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Hoje um processo meu foi notícia na Voz do Brasil!!!!!! Eram sete e meia da noite e eu estava saindo da Procuradoria. Fiquei emocionada!  Conseguimos que a Companhia de Saneamento daqui realize estudos detalhados para o tratamento do esgoto do Campeche. Foi uma grande vitória. A decisáo saiu em dezembro, mas hoje é que foi parar na Voz do Brasil!!!

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Uma amiga minha dos tempos da faculdade (do Direito, mas de uma turma anterior), muito gente boa, me encontrou há uns dias pelo blog e me mandou um email bem querido. Ela agora é Juíza do Trabalho em São Paulo. Nossa! Fiquei tão, tão feliz por ela! Ela é uma das lembranças legais daqueles tempos. Ver que ela está bem, super realizada na profissão, muito bem casada e com uma filhinha linda foi algo que realmente me aqueceu o coração. Fiquei tão feliz e emocionada! Feliz como se fosse comigo...

Os meus tempos de faculdade foram ótimos. Mas não dentro da sala de aula. Foram ótimos porque eu tinha muitos amigos em outros cursos. E alguns em outras fases do curso de Direito. Cheguei a ser eleita representante do Direito para um Congresso da UNE no RJ, com votação recorde... Eu gostava da UFSC. Gostava dos eventos culturais, gostava (mais ou menos) da política estudantil, dos trotskistas, do Rock no Bosque, dos malucos do Mestrado em Direito, das festas, da internet (que eu comecei a usar em 1991, antes de quase todo mundo), dos cursos, da diversidade de gentes e de saberes que aquele ambiente proporciona... Enfim, eu amava a UFSC.

Mas na minha turma, mesmo, a vida era terrível. Era um inferno. E quando eu falo inferno, entendam: era inferno mesmo. Era uma turma extremamente competitiva, agressiva. Eram pessoas muito metidas, arrogantes. Gente que se achava. Gente muito, muito mauricinha. E que se sentia superior a tudo e a todos. Era um povo tão esquisito, mas tão esquisito, que nem houve festa de dez anos de formados, por exemplo... Uma pessoa que era super enturmada naqueles tempos me disse são poucos os que se encontram, que pouca coisa realmente restou daquela turma...

Toda aquela gente competia entre si. Era como se fossem inimigos. Eram amigos, festavam juntos. Mas parecia que se odiavam secretamente. Eu nunca entendi a dinâmica deles. Eu estava fora, não sacava. E não era aceita, nem que eu tentasse (mas eu não tentava). Me dói só de pensar o que eu sofri naquela época...sempre que tinha trabalho em equipe, eu tremia, porque não tinha equipe. E sofria bullying direto. Era só eu abrir a boca, para eles começarem a vaiar, como se eu tivesse dito a coisa mais imbecil do mundo. Era muito duro entrar na sala de aula. Muito. Eu me sentia um peixe fora d'água, completamente inadaptada. A última das pessoas... Eu não entendia, na época, que não fazer parte daquele grupo era, na verdade, um bom sinal. Eu me culpava por não ser como eles.

Então eu tinha duas vidas: uma quando entrava na sala de aula, e outra quando saía dela. Era morrer e nascer. Todo dia. A aula era o meu quociente diário de martírio e dor. Eu ia me arrastando pra lá, com a alma em frangalhos. Cada dia de aula era uma batalha que eu tinha de vencer. Mas sabia que era só acabar a manhã (eu estudava de manhã) que uma vida nova começava, a minha vida de verdade, onde eu podia ser eu mesma, sem vaias.

Os professores gostavam de mim, me achavam inteligente e boa aluna. Mas eu não era uma CDF típica, não era super estudiosa, muitas vezes nem ia às provas... Eu não me identificava com aquilo lá, só queria fugir. Não era super certinha. Gostava mesmo era de estudar idiomas (quatro ao mesmo tempo), jogar xadrez, curtir o clima da universidade, a vida cultural, os amigos doidões... Mas tirava notas bem boas e era interessada (embora meio conversadeira - com os poucos amigos que tinha ali).

Uma vez eu não estava na aula e um professor de Direito Comercial (muito erudito, inteligente e dedicado) falou pra turma: "- Essa prova da Giorgia tá tão, tão, tão boa que se eu pudesse eu dava onze!" Esse tipo de coisa inflava os ódios daquela turma. Acrescente-se a isso o fato de que eu também não era a mais "fácil" das criaturas: às vezes eu, sofregamente, tentava enfrentá-los... dentro dos limites das minhas fragilidades de adolescente (entrei na UFSC com 17 anos recém feitos e acabei a faculdade aos 22, em janeiro de 96, por ta das greves).

Pois bem, nesse contexto, eu podia contar nos dedos meus amigos do Direito. Não eram gente normal. Eram de outras cidades, sempre. Normalmente cidades maiores. Eram do tipo inteligente (e gauche na vida, sempre), meio anti-establishment, diferentes, muito ligados no que estava acontecendo no mundo, com preocupações sociais. Eram os não-mauricinhos, não-fúteis, tão raros. Iam de ônibus pra facul (coisa também rara no curso de Direito).

Pois bem, o email da Ana me fez lembrar disso tudo. E meio que me lavou a alma. Fico feliz em ver os meus amigos bem. E fico mais feliz ainda em ver aqueles que não eram os "típicos" estudantes de direito exercendo cargos importantes, com grande potencial de transformação social. São pessoas com conteúdo e que podem mudar o mundo. Que Deus cuide delas. E as mantenha sempre idealistas.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Oie, Anna Elisa!

Seus comentários são muito enriquecedores! Obrigada! Sinto como um presente quando alguém se dispõe a comentar. E, no seu caso, é realmente um grande presente. Obrigada pelo tempo que você despende, pela atenção, pelo carinho e pelas dicas.

Adoro sugestões de livros, fico muito agradecida! Já me tinham recomendado "A Cura de Schopenhauer". Acho que minha ex-profa de Yoga estava lendo e amando. Agora vou olhar com muito mais carinho! Obrigada pela ênfase! De Schopenhauer, li "A Arte de Escrever" e amei!!!

Eu não conhecia Os quatro acordos! Foi realmente um presente que ganhei de Deus no aeroporto de Buenos Aires! Acho que Miguel Ruiz conseguiu sintetizar TUDO. Tudo o que importa. Outro dia, minha mãe me ligou dizendo que concluiu que estará satisfeita se consiguir "apenas" cumprir aquilo. Ela chegou à mesma conclusão que eu: tá tudo ali. Ou melhor, o que tá ali resolve as intempéries da vida.  Quero ler outros livros dele. Já baixei um em inglês da internet... mas vi que foi publicado em português também.

No final do ano passado, eu estava lendo o livro das Terças Feiras, que em português se chama A Última Grande Lição. Confesso que não chegou a me impressionar. Tenho um outro livro de autoria do professor de "A Última Grande Lição". Ainda não li.

Por favor, deixe o seu email nos comments, para que possamos nos comunicar.

Um abraço,
Giorgia

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Sim, Teresinha, você tem toda a razão. Eu não queria generalizar e acabei generalizando. Sempre houve bons e maus servidores. Excelentes e péssimos. De tudo. Acho que agora, com concurso, está um pouco melhor. Eu mesma sou do tempo em que o serviço público não era valorizado como é hoje. Sou servidora pública há 15 anos. E servidora pública federal há 13 anos. Naquela época, não havia essa febre de concurso. Os salários nem eram tão bons. Eram os tempos da Cláudia Costin... Inclusive, também sou vítima da generalização: os procuradores que entram hoje se sentem superiores, porque, segundo eles acreditam, o concurso de agora é mais difícil... (discordo disso, acho que tudo é proporcional ao seu tempo... vestibular, concursos, tudo, enfim...)


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"Estamos construindo um mundo no qual a diversidade é uma virtude; tanto a individualidade como a coletividade são fontes de crescimento; onde as relações fluem sem barreiras; onde a palavra, o canto e os sonhos florescem. Esse mundo considera a pessoa humana como uma das riquezas mais preciosas. Um mundo no qual reinam a igualdade, a liberdade, a solidariedade, a justiça e a paz. Este mundo nós somos capazes de criar." (Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade)


Da assinatura do email da Pola Karlinski, amiga da Denise.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Este é o post mais importante do ano. Por favor, leia.

Estava euzinha no aeroporto de Buenos Aires e dei de cara com esse livro. Chama-se "Los Cuatro Acuerdos: libro de la sabiduria tolteca", de Miguel Ruiz.  O título me chamou a atenção e eu comprei. Foi um dos melhores livros que li na vida. Muito direto, preciso.

Até agora não escrevi este post porque queria ter as palavras certas, evitando reducionismos. Sempre que eu tenho uma coisa muito boa, fico cheia de dedos para falar... Mas agora posso falar porque a Sinara o encontrou na internet. E assim eu posso compartilhar o texto na íntegra com você. Assim, não ficamos somente nas minhas impressões...

Eu achava que não havia em português e estava até disposta a traduzi-lo para poder compartilhar com as pessoas!

É um livro merece a maior atenção. Não é só uma recomendação, é "a recomendação".Ele trata, mais ou menos, da "receita da iluminação" (ele não fala isso, eu que estou falando...rs). Os quatro acordos (ou compromissos) são os seguintes:

1) Ser impecável com as palavras
2) Não tomar nada como pessoal
3) Não fazer suposições
4) Fazer o seu melhor

Só isso. Pronto! Simples assim!
Sugiro copiar os quatro acordos em uma fichinha e ler sempre para lembrar e praticar.

Para entender o contexto, leia o livro. São 51 páginas e estão aqui.  Há também uma outra tradução aqui.

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Ontem reiniciamos o Somosan. Convidei a Sinara. Ela aceitou de pronto. E chegou meia horinha antes. Super aplicada. :)

Conheço a Sinara desde quando ela era pirralhinha, do ônibus, de Imbituba pra cá. E o irmão dela, há bem mais de vinte anos, quando íamos estudar em Laguna, de ônibus também (ele, o Cleyton, o César e eu). Nos reencontramos algum tempo atrás na net, por conta do blog. Até caminhamos na Beira Mar. Eu a apresentei prum outro leitor do blog e eles ficaram amigos. Enfim... E ontem tive a idéia (ótima) de chamá-la pro zazen (coisa que quase nunca faço).

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Quase não tenho recebido comentários aqui no blog. Recebi alguns (muito interessantes, por sinal!) da Anna Elisa (obrigada, Anna!) no sistema de comentários antigo, que ressuscitou meio que milagrosamente e apareceu no blog, antes do meu nome, no final dos posts... Mas no blogger, a coisa está meio parada. Minha mãe, quando eu estava na Argentina, deixava comentários... que eu nunca conseguia ler, pois sequer apareciam... Hoje recebi um da Lu M., outro da Chris, tia do Vy e um sobre Epiteto.

Se você deixou algum comentário aqui no blog nos últimos tempos e esse comment não apareceu publicado, pediria que me avisasse no sistema de comentários antigo (Comments) ou no email giorgia@gmail.com. Assim eu posso ter certeza de que há algo errado... e posso tomar alguma providência.

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A Rapha me recomendou uma médica muito legal para costurar a orelha (tenho a orelha rasgada do brinco). Chegando lá, a médica me alertou que eu não poderia ir à praia, tomar sol... Eu pensei que era por causa da cicatriz. Ela esclareceu:

- Não só! Há risco de câncer. Os raios UVA são tão cruéis que passam até a barriga da mãe e atingem o bebê... E eles não estão só na praia não! Estão nas ruas, em qualquer lugar... Então se você fizer a cirurgia, vai ter de evitar qualquer sol. E praia das dez às quatro, nem pensar!

Então desisti. Vou fazer a cirurgia no inverno. Mais fácil. Assim não fico com essa restrição de praia no verão 2010!

(Adorei a médica! Muito gente fina, com formação em medicina ayurvédica! Ela até me recomendou uma receitinha para as manchas de pele: mamão papaia não muito maduro)

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

“O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas”. Bertrand Russell

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ontem fomos à Chuvisco da Beira-Mar tomar um café... e presenciamos um show de horrores. Pra começar, o ar condicionado não vencia o calor. Depois, eles não tinham gelo (pode uma coisa dessas?) nem sucos de fruta. A atendente ficou neurótica com a Maria Clara, a ponto de tirar todos os envelopinhos de açucar e adoçante, ao argumento de que a Maria iria quebrar e a "dona iria colocar a culpa nela. O atendimento estava horrível, mal educado, deplorável (mas isso a gente já tá mais que acostumado quando se trata de Floripa).  Só que o pior ainda estava por vir! Moradores de rua começaram a invadir o café! E os atendentes não faziam nada. Além de ficar pedindo, xingavam e rogavam pragas para aqueles que não davam. Batiam boca com os clientes, xingavam, esbravejavam... Uma delas, era uma mulher que, na semana passada, disse para a Renata que ela iria morre debaixo de um carro... Além disso, cheiravam mal, muito mal, contaminando o ambiente daqueles que queriam comer uma coisinha...

Pedi aos atendente que fizessem alguma coisa e eles me disseram que era impossível. Que a dona sabia e não fazia nada, que eles tinham medo de expulsar os mendigos, porque estes iriam atacá-los na rua... que não havia nada a ser feito, que a única saída seria a dona colocar um segurança na porta... e que isso ela não queria fazer.

O fato até gerou uma breve discussão entre nós. A Gra dizia que ninguém podia impedi-los de entrar. Fredinho e eu tínhamos opinião contrária: - Ninguém pode impedí-los de entrar... mas se pode impedir de perturbar a clientela, xingar, pedir dinheiro, essas coisas...

Portanto, meu conselho aos navegantes: evite a Chuvisco da Beira-Mar... a menos que seja masoquista!

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Comprei uma bolsinha na feirinha do SEBRAE que tem no shopping Beira Mar. Observação da Rapha:
- Sabe com quem essa bolsinha se parece?
- Com quem?
- Com a menina girassol!

Achei muito fofo o jeito como ela se referiu à Elena.

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Fico de cara quando leio algo assim: "não precisamos de novas leis, o que precisamos é pedir o cumprimento das leis existentes no país." Isso é o óbvio ululante! É claro que a lei precisa ser cumprida! Mas também precisamos de novas leis, óbvio que precisamos! Evolução legislativa nunca é demais! E quanto mais leis protegendo o cidadão, tanto melhor para toda a sociedade!

É a mesma coisa quando dizem: "com tanta coisa bonita no Brasil, tem de primeiro conhecer o Brasil!"  Que burrice! O cara pode, por exemplo, gostar de arte e querer ver o Louvre! E daí? Tá errado? Tem de primeiro conhecer todo o Brasil pra obter a permissão pra entrar no Louvre?  E, outra coisa, o Brasil é lindo de morrer, mas não é pré-requisito pra nada! O cara pode ir pro Japão e não ir pra Noronha, uai! Cada um vai pra onde gosta. E não tem ordem de preferência, não. Não é porque nasceu aqui que tem de obedecer um roteiro turístico pré-determinado sabe-se lá por quem!

Outra coisa muito boba: - Como é que estão protegendo os animais com tanta criancinha morrendo de fome?  Ora, cada um encampa a causa que quiser, a causa com a qual sentir mais afinidade! Enquanto alguém estiver defendendo uma causa legítima, ótimo! Não importa qual seja ela! Imagina se a gente fosse estabelecer uma ordem de preferência, impedindo a defesa de outros direitos, estabelecendo uma espécie de ditadura das boas ações?  E quem estabeleceria essa ordem? O que é mais importante? Meio ambiente? Liberdade de Expressão? Direitos dos Trabalhadores? Direitos Indígenas? Liberdades democráticas? Menores de Rua? Violência contra a Mulher? Combate à Pedofilia? Reinserção dos presos na sociedade? Liberdade religiosa? Combate aos maus tratos aos animais? Etc, etc, etc...

É importante que tenha gente defendendo cada uma dessas causas. E ao defender uma parcela da sociedade, estamos defendendo a sociedade como um todo! Estamos todos interligados umbilicalmente! A defesa da parte é a defesa do todo!

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Queria tanto ter ido ao show do Lenine!!! Mas fui buscar minha mãe no aeroporto com a Rapha e acabou não dando tempo. Eu devia ter ido direto pra praia... Minha mãe não iria se importar, tenho certeza. Lamento profundamente ter perdido esse show...

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Eu adorava o Lobão, achava ele uma pessoa interessante. Mas deixei de achar. Por completo. O cara parou no tempo. Tá anacrônico. Faz umas análises muito furadas sobre tudo e mais alguma coisa. Palpiteiro, que manda mal pra caramba. E a entrevistadora Maria Cândida (não confundir com a atriz), pobrecita, fez um papelão, babando ovo pra ele. Burra, a moça achava que tinha de concordar com o entrevistado para ser aceita, pra parecer inteligente...

Foi uma entrevista longa. Começou bem: ele contou que está resgatando o passado, a relação com os pais. Contou que era muito doente, que tinha nefrose, que sofreu bullying na escola, etc e tal. Ele está escrevendo uma biografia. Ainda está em 1972 e já escreveu 800 páginas!

Mas a coisa começou a piorar quando ele começou a falar do samba de raiz, da Bossa Nova... Críticas virulentas, viscerais e sem sentido. Nenhum argumento que pudesse ser objeto de reflexão por parte do interlocutor.

Mas duro mesmo foi ouvi-lo afirmar (com a concordância enfática da entrevistadora) que era o fim da picada que boa parecela dos jovens brasileiros quisessem prestar concurso público, que isso era falta de perspectiva, de empreendedorismo, de inciativa. Disse que o serviço público deveria ser a última opção de um ser humano, que era algo como "o lixo do lixo". Nossa! Ele deu exemplos bem antigos, de uma concepção pra lá de ultrapassada do funcionalismo...

O cara parou na ditadura. Na verdade, a concepção de funcionário público tem muito a ver com a concepção de Estado. Num Estado autocrático, a visão era outra. Alguns eram beneficiados com certos cargos, os quais ganhavam de mão beijada, sem fazer esforço algum... e passavam a vida nesses cargos, sem fazer nada, sem prestar contas à sociedade... Eram outros tempos. O Estado carecia de legitmidade e os funcionários também.

Com a Constituição de 88 e a obrigatoriedade de concurso público, a coisa começou a mudar. Devagarzinho, mas começou. Os funcionários mais antigos começaram a se aposentar, os novos foram entrando, o Estado foi ganhando novas feições. No Estado Democrático de Direito o servidor público existe para servir ao público e não aos interesses politiqueiros do governante de plantão. Uma nova idéia de sociedade começou a nascer.

Mas ainda eram tempos de Sarney, Collor, caras que vinham com os vícios do velho regime, que tinham ligação direta e umbilical com o passado... Assim, as coisas caminhavam a passos lentos.

Depois veio o FHC, mais moderno, rompendo com velhos vícios. Mas, com uma visão bastante liberal. Estado mínimo. Nesse contexto, os funcionários entravam por concurso, mas ainda não eram valorizados. É a influência ideológica do liberalismo. Eram os tempos das privatizações. O Estado não precisava ser forte. Pelo contrário. Assim, achatavam-se os salários, diminuiam-se os benefícios, reduziam-se os direitos do funcionalismo.  Era essa a concepção de Estado vigente, que se refletia na vida do servidor.

Com Lula, a concepção mudou. A idéia foi de fortalecer o Estado. A Advocacia Pública (AGU), que defende o dinheiro público, nunca foi tão valorizada. Lula abriu concursos, ampliou os quadros, deu melhores condições de trabalho, abriu procuradorias no interior, etc e tal. A Polícia Federal ganhou carta branca para trabalhar e isso foi visto pela sociedade nas grandes operações, que atingiram ministros, juízes, empresários, políticos... gente que era antes intocável. O Procurador-Geral da República deixou de ser o arquivador-geral da República... Mais varas federais foram instaladas, o Judiciário contratou mais servidores, mais juízes.  A Justiça ficou mais rápida, instalou-se o CNJ, enfim... A qualidade dos serviços públicos foi melhorando a olhos vistos.

Com bons salários, o serviço público voltou a ser atrativo. Quem se forma em Direito, logo pensa em fazer concurso. E isso vale também para outras áreas. O serviço público não é mais algo de gente acomodada, que não tem outra opção e que, por isso, se pendura no "governo". Nada disso. Hoje em dia, quase dá pra generalizar no sentido de que o serviço público tem conseguido colocar, nos seus quadros, os melhores profissionais...

Servidor público existe para quê? Para atender ao público, a sociedade. E a sociedade merece ser bem atendida. É a sociedade quem remunera esses servidores. Merece a contrapartida à altura. Não faz sentido deixar a sociedade ser atendida pelos piores, por aqueles que não têm qualquer perspectiva.


Hoje em dia, luta-se muito por um cargo público. Os concurso são dificílimos (mesmo os de nível médio). Quem consegue passar, luta pra se manter. São realizadas avaliações, a sociedade fiscaliza. Se o sujeito é mal atendido, reclama, representa contra o funcionário. Ouvidorias, corregedorias, sindicâncias. O mau funcionário não passa incólume. Hoje em dia, o serviço público federal (desse posso falar, porque conheço) funciona muitíssimo bem. Os servidores são super bem preparados. Conhecem o que fazem, conhecem a lei, os direitos do cidadão. Têm consciência do seu papel na sociedade e fazem bem feito. É uma outra concepção de Estado, de cidadania.

Hoje em dia aquela frase: - Sabe com quem está falando?  já não tem tanta força. Hoje em dia, cada um sabe seu papel e sabe que não há esse tipo de hierarquia. Sabe que não tem de se curvar, que deve seu cargo aos seus próprios esforços e que, se estiver dentro da lei, não é obrigado a aceitar indevida ingerência de quem quer que seja.

Lembro que uma vez ligou um assessor de deputado para a nossa procuradoria. A secretária atendeu. Ele pediu umas coisas. Ela respondeu que não podia. Ele disse: - Olha, aqui é o assessor do deputado fulano de tal!!!! E ela respondeu: - Então faça o favor de dizer ao seu deputado que ele precisa cumprir a lei que fez!

Lembro também de uma história que vi na TV. Flagrado numa blitz, um juiz disse para uma policial: - Eu sou Juiz de Direito! E ela respondeu: - E eu sou Policial! Ou seja, cada um no seu quadrado. Cada um exercendo as suas obrigações, conforme manda a lei.

Não digo que a máquina esteja perfeitamente engrenada, funcionando a todo o vapor. Ainda não. Estamos caminhando pra isso, ainda sob influência de velhos padrões. Mas está melhorando, isso é que importa. Ainda há apadrinhamentos, mordomias, coisa e tal. Infelizmente, isso tudo não muda da noite pro dia. Mas há um processo de conscientização em andamento...


Queria que o Lobão se desse conta disso, que fizesse uma análise menos míope de todo o processo... que se livrasse dos preconceitos, que atualizasse suas análises... E parasse de falar besteira!

Por Giorgia Sena :: Comente Aqui :: Volte ao Blog

domingo, 24 de janeiro de 2010

Você já ouviu Maria Gadú?
Nossa Senhora! Essa menina é demais! Ela consegue cantar Ne me quite pas sem ser fossildo! Tem um ritmo, uma ginga...

E as entrevistas? Ela é muito gente boa! Uma querida!

Por Giorgia Sena :: Comente Aqui :: Volte ao Blog

sábado, 23 de janeiro de 2010

Fui ver Avatar. Saí do cinema arrasada. Triste, destruída. Chorei muito no filme. E não foi de emoção (como normalmente me acontece, sou muito emotiva, choro com a beleza das coisas...). Foi de tristeza mesmo. Chorei de dor.

Quando os tratores entraram na floresta, aquilo me cortou por dentro. Porque sei que isso está acontecendo agora, neste momento, enquanto você lê este post... Neste momento, castanheiras de 500 anos estão sendo derrubadas na Amazônia. Neste momento, a Mata Atlântica está sendo dizimada... pássaros estão perdendo seus ninhos, seus filhotinhos, milhares, milhões de insetos, pequenos animais, liquens, fungos, musgos... Muita vida sendo ceifada.  Tratores-esteira adentram a floresta, sem dó nem piedade, derrubando árvores e matando os bichos... Milhares de hectares de floresta estão queimando, tamanduás incendiando (eles andam devagar, não conseguem fugir do fogo),  resultado de incêndios criminosos...

E  não falo isso de ouvir falar. Não. Eu sinto na pele todo santo dia a dor da destruição. É o meu trabalho, meu ganha-pão. Todo dia eu tento evitar danos ambientais, recuperar áreas degradadas, fazer educação ambiental... todo dia tenho de lutar contra a força da ambição desenfreada, contra a especulação imobiliária, contra a ganância humana... É uma luta dura. Dói profundamente. É difícil sensibilizar alguns corações endurecidos... O dinheiro manda.

Lembro de uma força-tarefa de que participei, em defesa da Amazônia... Cada parecer que eu dava cuidava da destruição 1000, 2000, 3000 hectares de floresta destruída, destocada, incendiada... E mesmo que conseguíssemos cobrar as multas (de milhões de reais), as castanheiras de 500 anos levarão 500 anos para ser substituídas por árvores de igual porte... e nesse meio tempo, nos ficamos sem elas... Ou seja, mesmo ganhando os processos, perdemos, perde toda a humanidade. São atos criminosos praticamente irreversíveis... A reparação do dano, se ocorrer, levará centenas de anos... E enquanto isso não acontecer, nós arcaremos com as consequencias... Cada um de nós. E as vidas que se foram não voltarão jamais. E por conta disso tudo muito mais vidas serão perdidas... É uma espiral infinita.

Este post é um desabafo. E eu choro ao escrever isso. Eu faço meus processos com toda a minha alma, o meu coração e as minhas forças. Eu tento o meu melhor. Não perco uma única oportunidade. Não faço apenas o que exigem de mim, tento agregar valor às minhas petições com elementos metajurídicos, na tentativa de que isso toque algum coração...

Eu me sinto exatamente como naquela guerra mostrada no Avatar. Se você não viu o filme, pare de ler o post por aqui, ok? Pra não perder a graça...

Pois bem, em uma determinada hora do filme, pensei que os mocinhos fossem perder a guerra. E talvez se perdessem o filme tivesse uma mensagem mais interessante, até...  Uma mensagem que fizesse refletir um pouco mais.

Na verdade, não se pode dizer que esse filme teve um final feliz. Porque ganhar a guerra, pra mim, também tem um sabor de derrota... pelo passivo ambiental que restou, pelo rastro de degradação, pelas mortes, pelas árvores tombadas... É o que eu sinto na vida também. Não sei se teremos tempo para consertar o que resta, em meio aos destroços. O que precisamos é evitar a guerra. É preciso conscientização, sensibilização, educação ambiental... Matar o infrator não resolve, não ressuscita o que ele já matou.

Pedi a Deus ajuda. Só mesmo Ele...

Por Giorgia Sena :: Comente Aqui :: Volte ao Blog

Cheguei do cinema e fiz uma coisa que eu quase nunca faço: liguei a TV. Como é de costume, me aconteceu uma coisa muito doida.

Quando liguei a TV, estavam aparecendo cenas de uma casa. Na hora, eu tive a certeza:
- É a casa da Virgem Maria.

E era. Incrivel. Era a casa da Virgem Maria. Eu nunca (nunca, nunca, nunca) tinha visto nenhnuma foto da casa dela... Mas eu senti. Senti forte no coração.

Apareceu o Otávio Mesquita. Ele entrou na casa, saiu. E contou que era a Casa da Virgem Maria.

Ufff!

(Só o Migas é capaz de acreditar nessas minhas histórias doidas... porque já presenciou muitas delas, é testemunha)

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