"A jornada da vida não serve para se chegar ao túmulo em segurança, em um corpo bem preservado, mas sim para se escorregar para dentro, meio de lado, totalmente gasto, berrando ... Puta merda, Que Viagem !!!" ( George Carlin )
Nem todo Mercure é bom, nem todo Íbis é ruim (ou básico, digamos). Fiquei num Mercure ruinzinho em BH: velhinho, carpete manchado, decoração feia, meio acabadaço. Em compensação, fiquei num Íbis (perto da Praça da Liberdade) excelente. Os quartos eram normais, padrão Íbis... mas a área social era ótima, numa casa antiga... E esses bouganvilles? Nossa! Davam um charme todo especial. Para ver mais fotos que eu fiz do Íbis de BH, clique aqui.
Ah, por falar em Mercure bom: o do Ibirapuera bate os recordes! Excelente! Decoração bacana. E tem até café da manhã japonês!
Um tempo atrás, eu tava falando pro Migas: - Ai, Migas... eu sou muito panaca. Penso sempre primeiro nos outros. Faço sempre as vontades dos outros, nunca as minhas... Sempre prefiro agradar o outro (mesmo que isso venha a me desagradar), etc... Ele respondeu: - E tem diferença entre "tu" e "o outro"?
Tóim! Era o que eu precisava ouvir...
Me dei conta de que, embora eu faça mais pro outro que pra mim, o universo sempre me recompensa regiamente... Fazer pro outro e fazer pra si são a mesmíssima coisa.
Comprei uma mesa bonita pra cozinha. Pés cromados, tampo de vidro, cadeira branca de plástico e cromado (de design, sabe?). A Clarinha já se apossou. É uma gata que gosta de mesas e cadeiras. A da sala de jantar já é dela. Propriedade privada.
- Você conhece um compositor chamado Geraldo Rocca? - Não... - Ele fez uma canção que é a sua cara:
Moça deixe que eu ligue meu olhar em você Você é mesmo uma cigana bonita Mochileira deite comigo essa noite E conte alguma boa e velha história De umas noites de mágica em Machu Pitchu E os dias dourados na Califórnia
O encanto se foi Mas você diz acreditar No bem, na revolução,no amor, No pé na estrada, no zen Sua vida é um trem indo embora Trens, estradas, cidades Que a mim já não empolgam meu bem A minha alma adoece No Rio ou no Nepal O meu mal nenhuma certeza o seu mal é certeza total
Dança Mochileira Que eu toco a guitarra Dança Mochileira E aquece a minha alma
Mochileira deite comigo essa noite E conte alguma boa e velha história De umas noites de mágica em Machu Pitchu E os dias dourados na Califórnia
Você tem o dom de viver em qualquer lugar Mesmo quando o medo vem Uma noite nos Andes é fria Mas o frio, ele é fácil de se espantar Os Deuses sabem Que a estrada ainda é uma farra E depois o trovão não assusta Alguém com essa marra de ser Do tipo de cigarra Que canta na chuva
Dança Mochileira E aquece a minha alma Dança Mochileira Que eu toco a guitarra
Mochileira deite comigo essa noite E conte alguma boa e velha história De umas noites de mágica em Machu Pitchu E os dias dourados na Califórnia
Os Deuses sabem Que a estrada ainda é uma farra E depois o trovão não assusta Alguém com essa marra de ser Do tipo de cigarra Que canta na chuva
Dança Mochileira E aquece a minha alma Dança Mochileira Que eu toco a guitarra
Eu havia decidido não ir ao Caraça. Por medo de dirigir sozinha, como já falei... 'Mas uma força misteriosa acabou me levando até lá. Logo no começo do Caminho, parei num posto da Polícia Rodoviária Federal. Estacionei no carro, entrei no postinho. Havia muitos homens lá, uns dez. Quando entrei, um veio me atender. Novinho, bonito. Foi super simpático. Depois vieram outros, todos solícitos, me explicar como chegar no Caraça. As explicações foram excelentes. No final, o primeiro que me atendeu disse, de forma super carinhosa:
- Por favor, dirija com cuidado. Eu: - Tá tendo muito acidente? - Té tá... mas se você for a 80, nada vai te acontecer. Dirija devagar, por favor.
Achei tão bonito o diálogo! Me aqueceu o coração. Segui confiante.
Quando estava chegando no Caraça, avistei um monte de placas interessantes no caminho. Fotografei. Falavam algo como "vc está chegando num lugar de liberdade", ou "as árvores têm sentimentos"... Eram como placas do DNER, iguaizinhas. Ar super oficial. Enfim, adorei.
A primeira vista que tive do Colégio do Caraça foi num mirante, bem de longe... Aquela igreja gótica (a primeira e uma das únicas do Brasil, construída em 1774) no meio do nada, ou melhor, no fundo de um vale rodeado de montanhas verdes e lindas... Puxa, que sensação! E havia ali um casal mais ou menos idoso admirando a vista. Puxei conversa. O senhor era um ex-aluno do Caraça. Entusiasta do local.
- Quanto tempo eu preciso pra conhecer o Caraça? - Um ano, pra começar... (...) - Quanto tempo o senhor estudou aqui. - Estudei um ano... que valeu por uma vida!
Nossa... Nem tenho palavras pra descrever o sentimento dele em relação àquele lugar. Eu, no fundo, já sabia de tudo. Intuitivamente, eu sabia. Aquele lugar tamb[em era muito imporante para mim. Por isso eu sempre quis ir lá.
A conversa com eles foi muito legal, agradabilíssima. Mas eu não tinha muito tempo. Segui meu caminho.
Quando entrei na igreja do Caraça, me arrepiei toda. E confirmei todos os meus presságios. Eu tinha qualquer coisa com aquele lugar. Tinha, não. Tenho. E vou voltar lá.
O Caraça foi construído em 1700 e pouco. Começou como um lugar de pregrinação. Reza a lenda que o Irmão Lourenço é o Távora que se salvou do massacre ordenado pelo Marques de Pombal. Veio pro Brasil escondido num navio. E adotou o nome de Irmão Lourenço. E construiu o Caraça, que depois se transformou numa escola onde foi educada grande parte da elite mineira. Dois presidentes brasileiros estudaram ali. O lugar tem turismo ecológico (trilhas, cachoeiras), religioso e cultural. Os quartos dos alunos do Caraça viraram hotel. Padres vivem ali e hospedam as pessoas. Há sempre missas. É como um mosteiro. E tem o tal espetáculo do lobo guará... À noite, de vez em quando, os lobos aparecem pros turistas... Eles são alimentados por um dos padres.
Entrei na igreja, rezei um pouco. Passeei pelo pequeno claustro (não é exatamente um claustro... sei lá, é um jardim interno, como dizer?). Fui até o lugar onde ficam as cruzes (isso tem um nome), à parte que pegou fogo... Assisti a um pequeno documentário sobre o Caraça. Quando estava indo embora, encontrei de novo o casal aquele, do início da história:
- Gostou? - Amei! - E já está indo? - Tenho de ir, mas volto!
O senhorzinho ficou compadecido, eu senti pelo tom da voz. Com um ar muito paternal, ele disse: - Puxa, você vai sozinha... Eu respondi: - Não, não! Deus vai comigo! Deus está comigo sempre!
Os dois sorriram e eu me fui, sem olhar pra trás...
Quase pânico. Foi o que eu senti com a perspectiva de dirigir um carro sozinha em BH. Eu adoro alugar carros. Acho que é o melhor jeito de conhecer qualquer lugar. Você tem liberdade de locomoção, de horário, de tudo... Acho que é uma excelente relação custo-benefício. Às vezes, vale mais a pena que comprar passeios, por exemplo.
Mas sempre que eu alugo, conto com a ajuda prestimosa de alguma boa alma. Em Cuba, por exemplo... o Migas dirigiu, foi divertidíssimo, demos carona pros cubanos, conversamos com o povo. No Panamá, idem. Migas e eu cruzamos a Panamericana, vendo cidades de montanha, praias do Pacífico e do Caribe... Em Sampa, a motora é sempre a Raphinha, minha irmã, que é uma "pilota" de primeiríssima categoria! No Pantanal, foi a Renata a responsável pelo nosso safári pela Transpantaneira, pelas aventuras na Chapada, pela epopéia de ir a Nobres, enfim... Sempre tem alguém que me salva da fobia de dirigir fora de casa.
Só lembro de duas ocasiões em que quebrei o protocolo: uma vez, quando era bem novinha, mal sabia dirigir, aluguei um carro e desbravei o litoral norte da Bahia, até Mangue Seco. E, noutra vez, em que eu queria muito ir a Fátima, em Portugal, e o Migas estava com a carteira vencida. Daí venci meu medo e segui adiante. Até bloguei a respeito.
Agora, no carnaval, tive, outra vez, que enfrentar o bicho. Um amigo que estava comigo adiantou seu vôo pro Rio. Eu me senti completamente sem chão. Tentei mudar meu vôo e voltar antes pra Floripa. Não deu. Pensei até em ir pro Rio com ele e voltar pra Floripa no dia seguinte, mas a coisa acabou não rolando. Tentei contato com um amigo de BH, não consegui. Enfim, eu estava sozinha.
Dormi em BH com o firme propósito de voltar pra Floripa na manhã seguinte. Eu teria de levar o carro pro aeroporto de Confins. Rezei bastante: ia dar certo, eu ia encontrar o caminho, tudo correria bem... ufa!
No dia seguinte, acordei cedo, conversei um pouco com Deus, tomei café, peguei o carro, pedi informações sobre o caminho... e fui. De repente, vi uma placa para Sabará. E o meu carro foi, como que, puxado naquela direção... Senti uma confiança absoluta. Nenhum medo havia dentro de mim. É pra lá que eu vou, pensei.
A frase que veio à minha cabeça foi: "dinheiro não é o problema e Floripa não é a solução." De fato, uma diária a mais da locação do carro não iria desequilibrar meu orçamento. E ir pra Floripa não iria representar nada de especial pra mim naquele dia...
Rumei pra Sabará e, no caminho, vi uma placa indicando o Caraça. O detalhe é que há anos e anos eu quero ir pro Caraça (né, Migas?). Todo mundo me fala desse lugar. Estava na minha listinha de lugares "pra visitar antes de morrer". Enfim, um amor antigo. O detalhe é que no dia anterior eu havia tentado ir pro Caraça, sem sucesso. Eu tinha ficado meio frustrada, mas me resignei.
Bom, quando eu vi a placa do Caraça, uma luzinha acendeu. Juntada à confiança que eu havia sentido minutos antes... Pisei fundo, segui feliz. Lá pelas tantas, me perdi. Estava numa BR, entrei numa MG. Rapidinho notei que estava perdida, mas a estrada era tão linda... e eu sou tão sagitariana... Segui pela estrada linda rumo a Caeté. A estrada parecia de sonho. Eu fui curtindo aquilo, entrei no espírito. Até que vi uma placa indicando "Santuário da Piedade". Senti como se um ímã me puxasse praquele lugar.
Fui subindo, subindo, subindo numa estrada que não acabava nunca. Era uma montanha muito íngreme, com desfiladeiros enormes. A estrada serpenteava a montanha à beira do precipício. Coisa alucinante. O carrinho alugado, um pálio 1.0, quase nem aguentava o tranco. Eu ia em primeira, segunda marcha, no máximo. Estradinha estreita. Visual de tirar o fôlego.
Cheguei lá em cima e dei de cara com um dos lugares mais bonitos que meus olhos já puderam ver. 360 graus de vista, um milhão de montanhas, cidades, estradas. Tudo longe, lá embaixo, distante. Quase 1800 metros de altitude. Pedras que pareciam feitas de massa folheada. Muitas, muitas flores. De todas as cores! Caminhos por percorrer, labirintos de pedra. A gruta do Eremita (o Irmão Jerônimo, que fez esse lugar...). Sensação de estar perto de Deus.
O Santuário da Piedade é um antigo centro de peregrinação. E eu, de alguma forma, peregrinei até lá. Foi a minha peregrinação do carnaval. Chorei muito, senti uma alegria indescritível no coração. Foi como se Deus tivesse me levado até lá. Aliás, tive certeza disso. Certeza absoluta. Senti Deus em mim. Senti a Sua presença.
Passei horas naquele lugar. Agradeci por tudo e por todos.
Logo que cheguei, uma senhorinha negra sorriu pra mim e disse, como se já me conhecesse: - você está charmosa hoje, hein? Eu sorri, agradeci, puxei conversa. Encontrei também três homens muito alegres conversando. Eram padres, de certeza. Embora estivessem sem hábito, eu podia sentir claramente que eram religiosos. Vi um estrangeiro, a quem pedi uma foto, que não prestou muito. Ia encontrando pessoas pelos caminhos onde andava. Fiz fotos, rezei. Entrei na igreja, fui até o sacrário e me ajoelhei. Chorei desalmadamente. Mas era um choro bom.
Desci o morro chorando de alegria. Um sentimento enorme de gratidão enchia meu coração. Eu havia vencido o medo. E Deus, como sempre, estava comigo.
Eu vou seguir uma luz lá no alto eu vou ouvir Uma voz que me chama eu vou subir A montanha e ficar bem mais perto de Deus e rezar Eu vou gritar para o mundo me ouvir e acompanhar Toda minha escalada e ajudar A mostrar como é o meu grito de amor e de fé Eu vou pedir que as estrelas não parem de brilhar E as crianças não deixem de sorrir E que os homens jamais se esqueçam de agradecer Por isso eu digo: Obrigado Senhor por mais um dia Obrigado senhor que eu posso ver Que seria de mim sem a fé que eu tenho em Voce Por mais que eu sofra, Obrigado Senhor mesmo que eu chore Obrigado Senhor por eu saber Que tudo isso me mostra o caminho que leva a Voce Mais uma vez Obrigado Senhor por outro dia Obrigado Senhor que o sol nasceu Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor Por isso eu digo: Obrigado Senhor pelas estrelas Obrigado Senhor pelo sorriso Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor Mais uma vez Obrigado Senhor por um novo dia Obrigado Senhor pela esperança Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor Por isso eu digo: Obrigado Senhor pelo sorriso Obrigado Senhor pelo perdão
- Carnaval em Minas? Que você veio fazer? - pergunta um amigo mineiro. - Retiro espiritual, respondi. - Retiro espiritual em Ouro Preto??? Conta outra!!!!!
Como diz o Monge Marcos, se você não vai ao Carnaval, o Carnaval vai até você... Mesmo lá no alto da montanha, fazendo zazen, a gente ouvia o baticum.
Cadernos de Guerra era o nome dos rascunhos de Guimarães Rosa. E é também o nome do blog do Max, praticante zen muito sangue bom das Minas Gerais. Vale a pena conferir.
Pra quem vai descansar, que descanse pra valer e recobre as energias! Pra quem vai buscar contato com a natureza, que se esbalde, que curta o máximo e que aprecie sem qualquer moderação! Pra quem vai viajar, que desfrute das novidades (ou velhidades)! Pra quem vai prum retiro, que aproveite bem, reze muito, medite, busque e alcance a luz, que consiga aliviar o sofrimento (seu e do mundo)! Para quem vai ficar com a família, que dê e receba muito amor! Pra quem vai estudar, que o estudo renda! Pra quem vai trabalhar, que não se revolte... trabalhe com amor. Tempos melhores virão. Pra quem vai festar, que se cuide no trânsito bastante, pois a época é meio perigosinha, a gente sabe. Que não beba demais, pois bebedeira costuma trazer arrependimento e dor de cabeça. E aquela velha e triste recomendação de carnaval: se for, por acaso, fazer algum sexo eventual, que se proteja direitinho.
Situação inédita: eu, cama, notebook, três gatos à volta. O normal são dois. A Clarinha é muito arredia, fica na dela, numa das cadeiras da sala de jantar. Não se mistura. Eu sempre penso que é porque os dois outros dominam. E ela é alijada... Mas hoje ela apareceu aqui. Fiquei pasma. Ela foi se aproximando, me olhando com aqueles olhinhos verde-água... Ai, ai!
Até que se quebrou o encanto: iogurte natural! Eu estava com um potinho de iogurte natural! A Clara é louca por iogurte natural!
Um amigo me escreveu da Suíça pedindo que eu alardeasse o caso da brasileira que estava sendo "injustiçada" na Suíça. Não alardeei, mas fiz um post. E me arrependo. Como disse a Ila e a minha irmã, Gra, a gente tem de verificar antes... Pra uma advogada, como eu, foi um erro imperdoável. A gente tem sempre de ver o outro lado... Não pode ir atrás de uma primeira versão. Foi ingênuo da minha parte. E burro, até. Sorry, leitores amados.
Nos últimos tempos, recebi dois pedidos de casamento. De um guri com quem fiquei uma única vez e que, meses depois, vim a saber, era um milionário (Quando eu desconfiei, tive de perguntar:- Você é um milionário? E ele respondeu: - Sou.) E de uma mulher. Mais ou menos da minha idade. Executiva, talentosa, super gente fina.
Quer saber? A minha vida, às vezes, parece um filme. Nem eu consigo acreditar nas coisas que me acontecem. Se eu colocasse aqui no blog um décimo...nossa! Talvez aumentasse a audiência. Ou, talvez, a galera deixasse de acreditar em mim...
Hoje eu estava saindo da terapia (estou experimentando PNL) e cruza, na frente do meu carro, uma pessoa que foi bem impactante na minha vida, tempos atrás. Ele e mais dois advogados (suponho que eram advogados, mas não sei...). Buzinei, ele olhou, eu chamei: - Vem cá que eu quero te dar um beijo!!!
Conversamos rapidamente, cada um seguiu seu rumo. Fui almoçar sozinha. A Renata e a Hildoca haviam tentado me localizar, mas meu celular estava sem bateria. Estacionei e fui andando pela Bocaiúva. Um moço me perguntou as horas. Eu virei e disse: - Devem ser dez pra uma...E ele: - Você é muito bonita! Eu agradeci e segui andando, bem feliz.
Saindo do almoço, escuto:- Giorgia!!!! Era uma amiga bem querida. E na camiseta dela lia-se: "Angels exist."
Minha mãe me convidou para dar um curso de Reiki nesse findi. Aceitei. Ela convidou na quinta ou sexta. E o curso foi no domingo. Na verdade, dividimos o curso: ela, eu e minha tia Beti. Foi bem bacana. Acho que as pessoas saíram de lá entusiasmadas. Eu também! Fiquei bem feliz.
Saudade é o Amor que Fica Recebi por email, amei e repasso:
No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças,que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu: - Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondida nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei: - E o que morte representa para você, minha querida? - Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.) - É isso mesmo, e então? - Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é? - É isso mesmo querida, você é muito esperta! - Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação. - E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela. Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço,perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida? - Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas,roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existem saudades! O amor que ficou é eterno.
A Alda me colocou na lista de emails dela. Tenho recebido sempre coisas bonitas, muitas das quais publico aqui no blog. Aí vai mais uma delas:
"O pão que para ti sobra é o pão do faminto. A roupa que guardas mofando é a roupa de quem está nu. Os sapatos que não usas são os sapatos dos que andam descalços. O dinheiro que escondes é o dinheiro do pobre. As obras de caridade que não praticas são outras tantas injustiças que cometes.Quem acumula mais que o necessário pratica crime"
(São Basílio, 330-379; Comentário a Mateus 25,31-46).
Vocês viram a história do ataque xenófobo a uma brasileira grávida na Suíça?!?! A história é estarrecedora. A menina que foi torturada estava grávida de gêmeos. Perdeu os bebês. Rafael informa que um jornal suíço chega a dizer que a polícia cantonal de Zurique não descarta a possibilidade dela ter se auto flagelado.
Ontem foi um dia bom, cheio de acontecimentos. À noite, fui ao sushi com uma galerinha legal: Graziela, Júlia, Lívia, Eduardo e Fabrício (duas amigas, a irmã de uma delas, um conhecido e um provável futuro amigo). Ficamos conversando até uma e meia da manhã. O sushi rendeu boas gargalhadas, conversas malucas, coisa e tal. O sushi, em si, não era grande coisa. Nem o atendimento. Foi no sushi da Barra, que fica na marina. Lotadíssimo.
Antes do Sushi, fui na casa da Papa e do Mar. A casa da Papinha é sempre um ninho acolhedor. A forma como ela trata a gente... nossa. É uma linda. A mãe ligou quando eu tava lá. Eu contei: - Acabo de ganhar um doce de banana da Raphinha, ela fez agora...
E a mãe: - Ai, como é linda essa minha filha!
É mesmo. A Rapha é linda. Em todos os sentidos. Todos. Eu amo tanto aquela criatura! Ela até me manda uns recadinhos (torpedos) queridos de vez em quando! Nossa, tão amorosa, tão boa irmã, tão boa filha, tão boa mãe, tão tudo...
A Maricota tá absolutamente linda. Agora ela engatinha por tudo!!!!! Nossa! Tão ágil! A Papa já a ensinou como descer do sofá. E ela desce! Ela parece uma fotocópia da Rapha quando pequena. Eu lembro bem disso porque sou nove anos mais velha que ela.
Maria Clara esta numa escolinha, já. Aos nove meses!!! Está em fase de adaptação. Antes ia meia hora por dia, agora vai uma hora. Na escolinha, ela até tem aula de violão! São oito alunos por classe, com duas professoras.
Já aprendi muitas coisas sobre viagem com esse cara (Ricardo Freire). Muitas mesmo. Ele tem um livro chamado Viaje na Viagem que é divertido e bastante último. Esse último é menos engraçadinho e mais prático, mas continua sendo últil. O cara é bem legal, bem viajado (experientíssimo no assunto) e tem umas sacadas ótimas. Gosto dele. Recomendo o livro.
Ontem recebi uns amigos queridos para meditar lá em casa. O fim de tarde estava lindo. O céu estava rosa, o mar estava rosa. Eles ficaram na sacada, caladinhos, apreciando. Estava uma coisa do outro mundo. Nunca vi entardecer igual. Foi um presente de Deus.
Mudamos o dia de prática (meditação) no Somossan Dojô: agora é às terças-feiras às sete e meia da noite. Os amigos estão convidados (tá, Oliveira?). Mas é preciso avisar antes.
Essa reflexão volta e meia me volta à mente: a infelicidade é o combustível da sociedade de consumo. Se as pessoas fossem mais felizes,consumiriam menos. O consumo é uma forma de aliviar momentaneamente a dor. As pessoas pensam que, comprando mais, serão mais felizes. Mas aquela alegria dura pouco. E logo logo há algo novo pra comprar, que, agora sim, as fará felizes. É uma espiral infinita dor-consumo-dor-consumo... É muito mais fácil acreditar que dinheiro traz felicidade (consumir traz felicidade) do que enfrentar os nossos verdadeiros problemas existenciais. É muito mais fácil trabalhar mais para comprar mais. Mergulhar dentro de si mesmo é uma experiência mais difícil e mais dolorida...mas com resultados mais duradouros. Só que, nesse mundo fast-food, preferimos respostas mais rápidas... ainda que efêmeras. Preferimos condicionar a felicidade a fatores que estão fora de nós.
Se eu quiser fumar eu fumo Se eu quiser beber eu bebo Eu pago tudo que consumo Com o suor do meu emprego Confusão eu não arrumo Mas também não peço arrego Eu um dia me aprumo Eu tenho fé no meu apego.
Eu só posso ter chamego Com quem me faz cafuné Como o vampiro e o morcego É o homem e a mulher O meu linguajar é nato Eu não estou falando grego Eu tenho amores a amigos de fato Nos lugares onde eu chego
Eu estou descontraído Não que eu tivesse bebido Nem que eu tivesse fumado Pra falar da vida alheia Mas digo Zeca sinceramente Na vida a coisa mais feia É gente que vive chorando de barriga cheia É gente que vive chorando de barriga cheia É gente que vive chorando de barriga cheia
A Mia tem o péssimo hábito de morder e rasgar papéis. Como se faz pra educar um gato, hein? Ou melhor, como se faz pra educar uma siamesa muito, muito, muito folgada?
Atento ao sofrimento causado pela fala imprópria e pela inabilidade de escutar aos outros, eu juro cultivar a fala amorosa e a escutar profundamente de modo a trazer alegria e felicidade para outros e assim aliviá-los de seu sofrimento. Sabendo que as palavras podem criar tanto felicidade como sofrimento, eu prometo aprender a falar sinceramente, com palavras que inspirem autoconfiança, alegria e esperança. Eu estou empenhado a não divulgar notícias que eu não saiba serem corretas e a não criticar ou condenar coisas das quais eu não estou seguro. (Thich Nhat Hanh)
Eu já tinha separado um monte de livros pra comprar. Um monte mesmo, sem exagero. E tentava a todo custo que uma vendedora me atendesse. Queria comprar o da Immaculée pra minha tia e um outro pra Elena. Eu pedia com jeitinho, mas não adiantava muito. Elas estavam ocupadérrimas com a volta às aulas. Livraria Catarinense lotada. Toda vez que passava uma por perto, eu pedia (sentadinha no meu banquinho): - por favor, quando vc estiver livre, poderia me atender? Todas diziam que sim, mas nenhuma voltava. Até que eu resolvi rezar: - Meu Deus, faz com que apareça uma boa pessoa, que mereça ganhar a comissão dessa livrarada toda. Então veio uma mocinha no computador, perto de mim. Pedi os livros. Ela encontrou, buscou. Me entregou o cartãozinho com a senha da comissão. E eu mostrei pra ela tudo o que ia passar com o número dela. Ela ficou toda feliz.
Às vezes eu esqueço que moro do lado do shopping (onde há livrarias...) e fico em casa, enfurnada da internet. Esqueço também que posso caminhar olhando o mar, ganhar mais saúde física e mental, mais bem estar... Esqueço que tenho montes de amigos amados que me querem bem e que aceitariam convites para coisas bacaninhas...Deixo a vida passar e fico no msn...
Eu tirei dez na redação do vestibular da UFSC. Confesso. E era um teminha tão ridículo: a mudança da capital catarinense para Curitibanos! Nossa Senhora! Aliás, deve ter sido mesmo ela... porque só por milagre, tirar leite de pedra com um tema tão interessante desses... hehehehe
Fui hoje na Livraria Catarinense e cometi umas excentricidades. Ai, que feliz eu fico quando faço isso! Nossa! Como é bom comprar livro! Aquece o coração, a alma, tudo...
Minha mãe me ligou e me deu uma bronca: filha ausente, que não procura a família. "A Gra, que mora longe, visita mais a Maria Clara que tu." Daí liguei pra Rapha pra reclamar da mãe, pra ganhar apoio, solidariedade...
- Raphinha, a mãe me deu bronca! E ela: - Ah, que bom! Porque tu mereces mesmo!
Entrei no msn e um monte de gente começou a me adicionar. Achei muito estranho. Algumas pessoas com nicks assim "predador", "kasal...", etc. Não entendi nada. Mas autorizei uma pessoa e perguntei: - Como vc sabe o meu msn? Ele respondeu: - Você me deu! Eu: - Quando? Ele: - Agora, numa sala de bate-papo! Eu: - Mas eu não estou em nenhuma sala de bate-papo! Ele: Está sim! Eu: - De jeito nenhum! Ele: - Olha... então tem alguém dando o teu msn. E, te digo: é uma sala de sacanagem. No grupo de sexo do uol, "casais de SP (2)". E o nick que a pessoa usa é gata-cam.
Que tal, hein? Fiquei curiosa e pasma. Curiosa pra saber quem é. E pasma com a maldade.
Quero deixar aqui meus parabéns pelo aniversário de uma leitora-amiga-ex-colega-de-CIC-e-de-Yoga que eu adoro, acho linda, amada, querida, descolada, inteligente, sensível, artista e tudo de bom: a Marli Henicka!
Felicidades, queridona! Deus te abençoe e proteja sempre! E que São Miguel te livre de todos os males hoje e sempre!
Hoje ouvi pela primeira vez Aline Muniz. Gostei. A música que ouvi foi essa:
Me chamam de madame Que eu acordo com champanhe Caviar já enjoei faz tempo Minha decepção é não constar na certidão meu sangue blue Sou filezinho, fui criada por artista Simpatizante da vida naturalista Eu sou a nora que a minha sogra quer E passo o fim de ano olhando a maré do meu apartamento que é duplex, cobertura lá na zona sul Já viajei, conheço a Disney, o Louvre e Istambul Me embriaguei por Mauá e por Mogi Guaçu E descobri que o gostoso na vida é amar! E isso nem todo o cash do (papi) vai poder comprar Deus me deu tudo, quase tudo menos paciência e mais ainda um dom pra confusão! Se me injurio vou sambar no meio-fio e de manhã eu vou correr no calçadão Eu bem que tento controlar a rebeldia, mas quando vejo lá se foi um palavrão Eu sou da pá virada e tenho no quintal de casa um jacaré de estimação...! (...) Mas brigo pelo meu E toda aquela educação que minha mãe me deu Vá pras cucuias, vá pra pqp! e se vier me perguntar eu mando esquecer...
Agora que tenho cozinha... aproveitei, inaugurei: fiz sushi. Sushi vegetariano. Denise, Migas e eu. Tava bom. E de sobremesa, hagen daaz de maracujá com manga. Nham!
Hoje não fui à praia. Fiquei em casa nos trabalhos de confecção do meu manto budista e do meu novo rakusu (uma espécie de mini-manto), que o Mestre Tokuda me mandou fazer. O Migas também está aqui fazendo o rakusu dele, pra ordenação leiga. Estamos nos ajudando. O Mestre Tokuda diz que pode pedir ajuda.
Quando o julgamento é lúcido, as dúvidas desaparecem; as forças do mal se dispersam, como as nuvens empurradas pelo vento. Não se deve agir com violência ou estardalhaço, o sucesso está no esforço constante, orientado numa única direção.
Detesto o dia 5.Dia de pagar cartões de crédito, unimed, condomínio, etc... Não detesto pagar, só detesto ir ao banco. O que eu posso, coloco em débito em conta.
"Algum dia, em algum lugar, hás de encontrar-te contigo mesmo. E só de ti depende que seja a mais amarga das tuas horas ou o teu momento melhor". M. Combi
Um dia a Elena me disse que não queria que um perfume que ela tinha acabasse. Daí eu peguei o gancho e falei pra ela da impermanência. Mas falei de leve, bem de leve. Sem ficar dando muito sermão. Outro dia ela me disse que passou a pensar nisso da impermanência depois daquele dia. E conseguiu pensar em várias situações, que se deu conta de que a gente sofre por não aceitar a impermanência, coisa e tal...
Adorei. Lembrei da minha mãe. Ela fala que a gente nunca deve perder a oportunidade de passar alguma palavrinha boa pro outro. Pode ter efeitos. No caso da Elena, com certeza teve. Mas...tenho de considerar que a Elena é solo fértil pra essas paradinhas.
Hoje ia ser a inauguração do Terminal de Ônibus com o nome do meu avô. Outra vez cancelada. Da primeira vez, foi por conta de um piquete. Agora, porque um ex-prefeito, marido da vice-prefeita, tá mal no hospital...
Um pouco antes do natal, o Nando me deu uma caixinha de chá Zen do Starbucks. Isso mesmo, o chá se chamava Zen. Delícia de chá! Um dos melhores que eu já experimentei (e olha que eu só tomo chá bom...hehehe). Mas acabou. Acabou de acabar. Maldita impermanência.
No comecinho do livro Conversando com Deus, na parte dos agradecimentos, lembrei do Monge Marcos. O autor dizia que o pai dele falava sempre "É fácil". O Monge Marcos também. Nada ele diz que é complicado. E ensina as coisas tornado-as fáceis. Eu amo o Monge Marcos.
Cariocas são bonitos, cariocas são bacanas Cariocas são sacanas, cariocas são dourados Cariocas são modernos, cariocas são espertos Cariocas são diretos, Cariocas não gostam de dias nublados...
Cariocas nascem bambas, cariocas nascem craques Cariocas tem sotaque, cariocas são alegres Cariocas são atentos, cariocas são tão sexies Cariocas são tão claros, cariocas não gostam de sinal fechado...
Ontem fui, finalmente, ver "Se eu fosse você 2" com a Elena. O Michael não foi porque ele ainda não entende português o suficiente. Nos divertimos um monte. Rimos do começo ao fim. Dividimos uma pipoca gigante. Glória Pires e Tony Ramos estão mesmo sensacionais.
Recebi um email cujo assunto era "a verdade sobre Herbalife". Bem, nada que eu não soubesse. Nunca caí nessa história do marketing de rede. Sempre me cheirou muito, muito, muito mal.
Ontem foi um dia tão grande! Trabalhei um monte, fui ao inglês, ao personal trainer, ao cinema e, por fim, fui buscar uma amiga no aeroporto. Ficamos conversando até duas horas da manhã. Foi um dia quase sem fim.
Morreu o criador dos playmobil. Nossa, como eu adorava Playmobil! Tão divertido! Eu tinha vários... mas nunca tive o dos médicos, que eu queria muito, mas calhou de não ter, não encontrar, sei lá... Os bonequinhos nasceram em 1974, praticamente junto comigo. Parece que são comercializados até hoje.
"A omissão é pecado que se faz não fazendo", pois o tempo não tem restituição alguma. Uma das coisas de que se devem acusar e fazer grande escrúpulo aos ministros é dos pecados do tempo. Porque fizeram o mês que vem o que se devia fazer o passado; porque fizeram amanhã o que se havia de fazer hoje; porque fizeram depois o que se devia de fazer agora; porque fizeram logo o que se havia de fazer já".
Antônio Vieira, no Sermão da Primeira Dominga do Advento, pregado na Capela Real, em 1650
Outro bilhetinho da mami, dessa vez da Bíblia, a que ela se refere expressamente no outro bilhetinho que eu acabei de postar. Isso daí é Primeira Carta aos Coríntios, versiculos 51 e seguintes do capítulo 15:
51. Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, 52. num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. 54. Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade, e quando este corpo mortal estiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura: 55. A morte foi tragada pela vitória (Is 25,8). Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão (Os 13,14)? 56. Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57. Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo! 58. Por conseqüência, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor. Sabeis que o vosso trabalho no Senhor não é em vão.
Ontem tinha um convite bacana. Lelê et allii. Pra ir a um bar. Mas cheguei da praia e capotei. Ca-po-tei. De biquini mesmo. Cheguei às sete da noite. Caí na cama de maiô e tudo. E só fui acordar às duas da manhã. Entrei no msn e encontrei a Lelê, que havia me ligado e mandado torpedos...assim como o meu profe de inglês. Não consegui sequer ouvir o celular tocando. Por que praia cansa tanto, hein?
Um dos caras mais interessantes que eu conheci desde que separei foi um professor da UFSC. Mais ou menos quarenta anos. Não era bonito, nem nada. Digamos assim: não era o meu tipo, fisicamente falando. Mas foi uma das pessoas que mais me atrairam: super intelectual e analisado. Gosto desse tipo de gente. Gosto de homem mais culto que eu. E gosto, principalmente, da parte do "analisado". Adoro gente que olha pra dentro. Achei o cara interessantíssimo. A única coisa que aconteceu entre nós foi um café na loja do Guga. Nada mais. Embora tenha havido uma atração recíproca, ele tinha um grave defeito: era casado. Mas agiu de forma bastante digna. Foi sincero: "olha, estou separando e não quero te meter na minha confusão... por isso vou sumir até resolver isso tudo." Adorei.
Minha tia Beti é professora aposentada de um colégio de freiras. Ela admirava muito a Madre Superiora desse colégio. Outro dia ela me contou que sempre que alguém fazia alguma "cagada" (eu ia escrever burrada...), a Madre perguntava: - Quantos anos tem?
A pergunta era bondosa. A idéia é que todos nós, naquela idade, já havíamos cometido mancadas similares... E isso servia para professores e alunos.
Achei tão bonito. Fiquei com isso na cabeça: - Quantos anos tem?