Conheci um pessoal bem legal (um deles, eu já conhecia, é amigo da Gra, minha irmã) que me convidou pra uma festa de música eletrônica hoje. Pensei seriamente em aceitar por conta das pessoas, que são divertidas. Mas música eletrônica é fogo. Vou ficar enlouquecida. Não dá. Não é a minha praia.
Na quinta, conheci uns kiters espanhóis na balada. Os três trabalham na área ambiental: um advogado, um engenheiro e um biólogo. E a coincidência não pára aí: moram em uma ilha - Tenerife. Pediram uma foto. Eu disse que não, que ficava tímida, blá blá blá. Ontem reencontrei os três. Daí conversamos muito e eu os achei muito gente boa. Gostam de Drexler, Lenine e Vinícius de Morais. Dois são irmãos. Gente boa. Falam com um sotaque diferente. Daí topei a foto. Os quatro juntos. Quando eles me mandarem, publico aqui.
Antes eu guardava folders, mapas e prospectos de lugares para onde eu viajava. Agora a coisa tá meio insustentável. Jogo fora mesmo. Até os mais bonitos. Só me falta criar coragem de jogar fora as velharias todas.
Fui ao festival gastronômico de Búzios. É interessante porque dá pra provar a comida dos diversos restauranes. Mas acaba saindo mais caro. A degustação de um prato principal custa 15 reais, entradas custam 10 e sobremesa, 8. A sobremesa vale, mas os outros não. Relação custo-benefício ruim.
Romances pela vida não tive milhões Nem noites mal dormidas com amantes dos bons Não sou desinibida mas vou conseguir Soltar meu lado Blonde Lilly
Que não é tão careta, nem tão rock and roll Nem tão Madre Tereza, nem tão Marilyn Monroe Que já viveu tristezas, mas quer ser feliz Tal qual milhões de Blonde Lillys
Quem sabe de relance eu Dê um pulo ali no dancing Relembrando Lilly Braun Pra encontrar alguém de porte Que me pague um drink forte E se comporte muito mal
Não quero mil promessas Nem juras de amor Não caio nas conversas de qualquer sedutor Apenas me interessa o que eu não vivi Soltar meu lado Blonde Lilly
Que não é tão careta Nem tão rock and roll Nem tão Madre Tereza Nem tão Beyonce Knowles Que já viveu tristezas mas quer ser feliz Tal qual milhões de Blonde Lillys
Quem sabe de relance eu Dê um pulo ali no dancing Relembrando Lilly Braun Pra encontrar alguém de porte Que me pague um drink forte E se comporte muito mal
Não quero mil promessas Nem juras de amor Não caio nas conversas de qualquer sedutor Apenas me interessa o que eu não vivi Soltar meu lado Blonde Lilly
Este blog está cheio de músicas, citações e sem muitos posts autorais porque eu estou trabalhando sem parar. Muita coisa mesmo. Não tem dado tempo pra nada! Mas estou bem satisfeita com essa situação.
Hoje uma pessoa que eu recém conheci disse uma coisa que me fez muito feliz. Foi um elogio assim, de graça... mas que me animou e aqueceu o coração. Ela disse pras outras pessoas: - A Giorgia é do bem!
Tenho recebido, por engano, uns emails românticos de uma francesa! Ela conheceu uma Giorgia, da Itália, em uma praia da França. E se apaixonou pela Giorgia italiana. E escreve pro meu email insistentemente... Agora, depois tanta chateação, resolvi mandar uma respostinha, em francês mesmo, explicando que eu não sou a Giorgia que ela pensa que eu sou... ai, ai! Oh, vida!
A Alda fez um CD pra mim e tinha essa música, que eu não conhecia:
Faça Valer (Letra e Música: RUB)
Durma quando o sono bater Acorde quando Deus quiser Assista menos TV Cante no Chuveiro escreva um livro faça um filme e se apaixone todo dia por você.
Pare tudo ao entardecer Não importa o que tiver pra fazer Veja o Sol se pondo no mar. Ria sem motivo pinte um quadro veja desenho animado e se apaixone de verdade por alguém.
Faça tudo valer a pena a vida é tão imensa e ao mesmo tempo é tão pequena Faça tudo valer a pena Dizer eu te amo não devia ser um problema.
Faça o que quiser fazer Fale o que a voz quer dizer que seja como tiver de ser Jogue o seu relógio fora Conte estrelas Molde Nuvens Se apaixone todo dia pelo mesmo alguém
Até quando você vai ficar usando rédea Rindo da própria tragédia? Até quando você vai ficar usando rédea Pobre, rico ou classe média? Até quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa postura Até quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente A gente muda o mundo na mudança da mente E quando a mente muda a gente anda pra frente E quando a gente manda ninguém manda na gente
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura Na mudança de postura a gente fica mais seguro Na mudança do presente a gente molda o futuro
Aproveitei o feriado do dia do funcionário público (ontem) pra passar o findi prolongado em Búzios. Búzios é, sem dúvida, muitíssimo charmosa e sofisticada. Restaurantes excelentes, ótimas pousadas, lojas descoladas, estilo transadinho, gente bonita, educada e simpática., muita animação, vida noturna.. Mas, em termos ambientais... socorro! Parece que lá não há lei. Ou melhor, há. A lei da grana, aquela que faz e destrói coisas belas...
Quando Brigitte Bardot pôs os pés em Búzios, provavelmente não imaginava que aquilo seria a sentença de morte das praias...que, nos anos 60, deveriam ser paradisíacas.
Temo que Búzios seja o futuro de Floripa: praias lindas, porém completamente detonadas. De-to-na-das. Há praias inteiras com casas em cima da areia, tomando o espaço dos banhistas... e jogando o cocô ou na água, ou no lençol freático... Bares, restaurantes, mansões tomam conta do espaço.
As encostas (que, tecnicamente são áreas de preservação permanente) estão tomadas por casas imensas. Vimos uma única demolição (de uma mansão) no topo de um morro. Até fotografamos.
Há praias enormes (Praia Baía Bonita, por exemplo) tomadas por condomínios fechados, quase sem acesso à praia. Você anda, anda, anda, só vê muros. O dinheiro toma conta. Espaços públicos são raros.
Na Praia do Canto, idem. Casas e mais casas na beira da areia, com muros. E, no cantinho da Praia do Canto, a Praia dos Amores, que se chega por uma trilhinha. Essa praia é cheia de óleo nas pedras e muito lixo na areia. A Praia da Armação é cheia de restaurantes também construídos sobre a areia. Nesses casos, o espaço de areia fica pequeninho, há sombra pros banhistas.
Quando se entra na água, não há a sensação de sair limpo... Pelo contrário, a água parece densa. Acho que é da poluição (enorme!) e do fato de serem baías, águas paradas.
Há uma espécie de "Puerto Madero" de Búzios: Praia de Manguinhos. Construíram uns restaurantes bacanas em cima do mangue. Ficou bonito, elegante. Mas, mais uma vez, sem grande preocupação ambiental.
Um surfista carioca nos recomendou uma praia limpa: Praia Zé Gonçalves. É uma praia com ondas, fica bem distante do centro. Pequenininha, lindinha mesmo. O melhor banho que eu tomei por lá. Também fomos a umas prainhas minúsculas, bem bonitinhas: Praia da Foca, Praia Olho do Boi (de nudismo, que chega por trilha), Prainha da Ferradura (no final da Praia da Ferradura) e Praia da Ferradurinha (parece que estou me repetindo, né? mas são três praias mesmo).
Das praias grandes, a Praia Brava e a Praia da Tartaruga estão um pouco menos detonadas, mas não escapam da cultura local de degradação. Um lugar que achei lindo, de grande beleza cênica, foi a Ponta da Lagoinha. Uma maravilha.
Acho que em Búzios resolveram substituir a beleza do que Deus fez pelo charme arquitetônico. Tudo bem chique, sem dúvida. Mas não me parece que o dinheiro chegue às comunidades locais. A impressão que tive é que a grana é exportada pro Rio, por exemplo... Acho que os locais são explorados. Não há pulverização do dindim que entra prodigamente naquelas bandas...
Acho que Búzios, sob qualquer prisma que se considere, é um retrato dos valores da nossa sociedade. Consumista, hedonista, mais aparência que essência, egoísta e despreocupada com o bem-estar do próximo.
E, pelo andar da carruagem, Floripa está caminhando a passos largos para essa mesma configuração...
Quero escrever aqui algumas coisas interessantes sobre tráfico de animais e criação de animais silvestres, que aprendi (e relembrei) no curso em SP. Este post é um lembrete pra mim mesma.
Outro dia, estava falando com o Monge Marcos ao telefone e ele perguntou como estava a minha mãe. Respondi que ela estava num curso ou num congresso. Ele disse: - Tua mãe tá sempre estudando, né... Eu: - é... sempre estudando mesmo!
Depois pensei: - Puxa... não há melhor definição pra ela. Acho que minha mãe é a pessoa que mais gosta de estudar e aprender que eu conheço.
É melhor tentar, em vez de sentar-se e nada fazer: é melhor falhar, mas náo deixar a vida passar; eu prefiro na chuva caminhar do que em dias tristes em casa me esconder: prefiro ser feliz, embora louco, do que viver infeliz em são conformismo.
Bah, mas que coisa de mau gosto esse blackberry dos milionários! Um blackberry cravejado de diamantes, que custa 200 mil dólares. Nem se custasse 200 dólares! Coisa mais feia, sô! Acho que só conseguem inventar isso com blackberry, pois nenhum usuário de iPhone iria comprar um iPhone de diamantes, pois isso estragaria aquele design lindo de morrer.
Por que eu deixo sempre a mala pra última hora? Sempre pra madrugada anterior à viagem? Por quê? Por que arrumar a mala é um parto pra mim? Por que eu levo horas e enrolo, enrolo, enrolo? Será que no fundo, no fundo, eu não gosto de viajar?
Ela é bem mais gordinha do que parece aí. É a Mia. Gata maluca, em cima do biombo. Pra subir, ela escala. Pra descer, precisa de ajuda...sob o risco de quebrar a mesa de vidro.
Queria muito ter ido à exposição da Cora Coralina no Museu da Língua Portuguesa. Mas não deu! Gastei meu tempo precioso batendo perna na Santa Efigênia (que eu não sabia ser perto da José Paulino!) atrás da tal bateria extendida de toshiba que non egsiste!
Também não consegui fazer comprinhas na Zepa. Primeiro, porque realmente priorizei o Matisse. Segundo, porque ando numa onda não-consumista... Ando numa crise existencial, pensando muito - muito MESMO - em consumo consciente, em não comprar demais, em não comprar aquilo que não preciso, em não consumir recursos naturais à toa... Dia desses, falei pra Elena que queria comprar uma bolsa linda, rosa-antigo com um laçarote, mas me dei conta de que já tinha muitas bolsas e não precisava.
Matisse é um dos meus pintores preferidos de todo o sempre. Passei anos e anos com a sala decorada com quadrinhos pretos feitos de postais dessas obras de Matisse (aí atrás, na foto) que eu comprei em NY... Tenho um livrão (daqueles que decorador adora, sabe?) com as obras dele. Amo, amo, amo.
A exposição (na Pinacoteca) está muito legal! Mas o mais legal MESMO é um documentário de 67 minutos (vale a pena ver inteiro!). Você sabia que Matisse projetou uma capela? Ele se encantou por uma freira e resolveu desenhar a capela, as vestes dos padres, os candelabros, tudo, tudo, tudo. A capela é um primor! Esse documentário é sobre a capela e a amizade entre ele e a freira. A capela fica em Vence, perto de Nice. Quero ir lá!
Picasso ficou "de mal" com Matisse por conta dessa capela. Ficou indignado: - Você agora acredita em Deus? Parece que sim, parece que a freira fez nascer em Matisse uma busca por transcendência...
Uma outra coisa muito interessante: perguntaram a Matisse qual era a principal qualidade de um artista. Ele respondeu: - O trabalho! E disse que não adiantava o talento sem trabalho. Que mesmo o mais talentoso dos artistas tem de trabalhar duro. Adorei.
Estávamos fazendo um trabalho juntas. Minha colega me disse que o prazo era hoje, terça. Eu fiquei ontem até mais tarde trabalhando. Fiquei preocupada em deixar a coisa muito bem feitinha. Hoje ela me disse que o prazo é, na verdade, amanhã. Na semana passada, ela havia me dito que o prazo era segunda...
Se ela tivesse me dito o prazo certo, eu poderia ter ido caminhar ontem (segunda), poderia ter ido ao pilates hoje cedo...
Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?' Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança". De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Fomos ver "Jogando com Prazer", do marido da Demi Moore. Olha, o filme tem cenas de sexo bem ousadas protagonizadas pelo maravilhoso Ashton Kutcher. Mas é ruim, muito ruim. Não vale o ingresso.
"Sexo é sagrado. O sexo nos conecta essencialmente à fonte da Criação. Todos começamos como uma combinação de espermatozóide com óvulo, a união entre um homem e uma mulher. O sexo, portanto, no que tem de melhor, nos leva de volta a esse começo, indo muito além da mera satisfação de nossos desejos epidérmicos e revelando nossa dimensão divina de criadores. O prazer experimentado no sexo pode atingir seu auge ao tornar-se uma busca espiritual tão profunda e inebriante quanto um ritual religioso, cada ato e cada gesto simbolizando e expressando a origem da vida. Dizer que o zen não tem nada a ver com sexo seria o mesmo que dizer que o sexo não é natural. Nada pode estar mais longe da verdade. O sentido do zen é permitir que a natureza se expresse através de todos os nossos atos, quaisquer que sejam. A vida que nos foi dada, o amor que existe dentro de nós, nossa capacidade de êxtase e alegria são manifestações da dimensão divina. Não nos damos conta e vamos vivendo como se tudo isso fosse natural. Nossos sentidos vão ficando embotados e estamos sempre à procura de um elemento excitante fora de nós. No entanto, presente em nosso ser, há uma energia vibrante, uma força sexual de vida. Quando nos sintonizamos com essa energia e tomamos consciência dela ficamos absolutamente maravilhados com a sua dimensão e com seu poder de transformar nossa vida e nossa maneira de fazer amor. Faça amor no sentido mais amplo dessa palavra, sentindo o Poder do Amor em toda a sua glória. Então, na hora do doce descanso, você poderá se recostar em estado de graça, imóvel neste planeta em movimento, respirar fundo e, do íntimo de seu ser, sussurrar no ouvido da pessoa amada: Eu senti a terra se mover."
Você ficaria num hotel só por causa do café da manhã? E se fosse um café da manhã com verduras, arroz e missoshiru?
Pois é, eu fiquei. Fiquei no Bluetree da Peixoto Gomide pra aproveitar o café. Eu já tinha ficado em outros hotéis com café da manhã oriental... mas só experimentei no feriado de 7 de setembro. Bebé e a Gra riram um pouco de mim. Mas o fato é que eu gostei mesmo do café.
Hoje pela manhã (depois de três dias aqui), o garçon até brincou comigo: - Minha japonesinha!
É estranho que cause estranheza, num hotel de 25 andares (ou mais, ou mais), uma hóspede que tome café da manhã japonês...
Sabia que o Fidel Castro era amicíssimo do Roberto Marinho? E até deu flamingos de presente para o dono da Globo? Li isso na entrevista de Lily Marinho que está na revista da Gol deste mês.
Adoro SP, mas tem alguma coisa na cidade que realmente me deixa sem energia. Não sei explicar. Coisa de ir pra cama às 20:00 e só conseguir acordar no outro dia às nove da manhã...
Hoje tomei um susto. Almocei com a Alda na Alameda Santos, num restaurante natural. Logo em seguida, fomos tomar um café na Livraria Cultura, logo ao lado. Na fila do café da Livraria Cultura, resolvi fotografar os bem-casados... e cadê meu iPhone??? Sumiu, desapareceu! Eu olhei, inclusive, no forro da bolsa,pois meus bolsinhos de dentro das bolsas são furados (misteriosamente).
O detalhe é que eu não tinha esquecido o iPhone no restaurante, pois estava muito atenta em relação a ele. Tinha ido, pela manhã, à Vila Olímpia trocar o vidro (aquele vidrinho de 400 reais, sabe?) e havia colocado uma película protetora espelhada. O iPhone ficou lindo de morrer, funcionando como um espelho. Fiquei o tempo todo "namorando" ele no almoço, mostrando pra Alda, coisa e tal... E depois que pagamos a conta, lembro de ter colocado num local específico da bolsa... (coisa que eu nunca faço!).
Pois bem, imaginei que tivesse sido roubada, pois ando sempre com a bolsa meio aberta. E o ladrão teria de estar no restaurante, pra ver o exato momento em que eu pus o iPhone na bolsa... Aliás, tinha de ser um ladrão muito ninja, pois nós levamos uns 3 minutos do restaurante à livraria Cultura... Enfim, enfim... não fazia muito sentido.
A Alda tinha esperança de que o celular tivesse ficado no restaurante, então fomos pra lá correndo feito duas malucas. Chegando lá, o dono do restaurante teve a brilhante idéia de ligar pro meu celular. E não é que ele tocou? Estava mesmo no forro da minha bolsa... Ai, ai! Juro que eu já tinha olhado lá...
Foi um alívio.
Fiquei imaginando a Renata e a Elena rindo de mim... porque comigo essas coisas não param de acontecer!
Andei, andei, andei. Andei pela Santa Efigênia em busca da bateria extendida do toshiba satellite U305, mas não achei. Foi uma canseira. Em algumas lojas, até riam de mim: - Ah, toshiba? Não vai encontrar! Ainda mais essa bateria extendida! Não tem!
Até encontrei uma não extendida, usada, por 300 reais. Mas tive receio em comprar. Se era usada, como eu poderia ter alguma garantia de que não estava viciada? A minha,por exemplo, durou cerca de 2 anos. Eu poderia comprar uma usada que durasse um mês... Então desisti.
A explicação porque não se encontram baterias toshiba (ou peças toshiba) na Santa Efigênia: os notebooks toshiba simplesmente NÃO ESTRAGAM!
Bem que o Fredinho me disse que os toshiba eram mesmo os mais robustos dos notes... (Ah! Não confundir nunca toshiba com semp toshiba. Não tem nada a ver)
Cheguei ao hotel e lembrei da Grá. Ela não usa essas coisinhas de hotel (shampoo, condicionador, espuma de banho, hidratante, cotonetes, touca, engraxador de sapato, etc, etc) e leva pra casa, pra colocar no banheiro de hóspedes. Achei a idéia genial. Tudo pequeninho, embalado individualmente. Ela é mesmo uma boa anfitriã. Pensa nos mínimos detalhes.
Em certas ocasiões eu me sinto a melhor companhia pra mim mesma. Nem sempre, claro. É bom estar com as pessoas. Mas, vez ou outra, estar só é algo bem bacana.
Cheguei em São Paulo por volta das nove da noite. Fui direto ao Sushigen. Há quem diga que é o melhor restaurante japonês de SP (pequeninho, na Brigadeiro, 2367, Loja 13). Se é o melhor de SP, eu não sei. Mas certamente é o melhor que eu fui na vida.
Mês passado estive em SP. Era a Restaurant Week. E sabe onde eu jantei? No Bob's. Porque as pessoas com quem eu estava assim decidiram. E quando a gente tá em grupo, precisa se curvar à vontade da maioria...
Nesse dia, eu fiquei pensando: que desperdício... na cidade que tem os melhores restaurantes do Brasil (e alguns do mundo!), eu aqui, jantando no Bob's...
A conclusão é meio zen: estar sozinha não é bom e é bom. Estar acompanhada é bom e não é.
Levei um tombo terrível no centro de Floripa. Passaram várias pessoas e ninguém ofereceu ajuda. Lembrei de uma vez que caí na Avenida Paulista. Umas cinco pessoas vieram me perguntar se estava tudo bem, se eu precisava de ajuda...
Recebi de um amigo, via twitter, explicando o twitter: "isso aqui é como um rio de informação fluindo. não se preocupe c/a água que passou nem com a que virá, e sim com a água do momento presente."
Encontrei na balada a Renata, irmã da Karen, minha velha e grande amiga do Colégio Catarinense. Daí, conversa vai, conversa vem... lembrei que conheci a Renata quando ela tinha 11 anos! E hoje ela tem 32! Ela era uma criancinha e a nossa diferença etária (de três anos) era enoooorme!
Observação da Marta, que é minha manicure/depiladora: - Nossa, Giorgia... você nunca mais viajou, hein? Eu pensei, pensei: - É... voltei da viagem com o Mestre Tokuda (RJ, MG, BA) em 21 de agosto... Faz, então, um mês e meio... Pensei mais um pouco: - Ô, Marta... um mês e meio nem é tanto tempo assim! E ela: - Ah, mas é que tinha épocas em que você vivia mais no céu do que na terra... Eu: - É... tudo depende do referencial, você está certa...
Depois, pensei um pouco mais e lembrei: - Não, Marta! Faz menos tempo! Viajei no feriado de 7 de setembro pra SP com a minha mãe e minha irmã!!!!!
Fui ver o filme Che 2 - A Guerrilha. Chato, chatíssimo. E lento...muito lento! Pra começar, é um filme que você já sabe o final (o herói vai morrer). Mas nem é por isso. É porque o filme foi mal feito mesmo. Eles passam o tempo todo no mato... e não acontece muita coisa. O filme tem duas horas, mas parece que são dois anos. A evitar.
Quero ver o primeiro, o Che 1. Parece que se chama "Che, o Argentino".
Escolhi ao acaso: óleo essencial de capim-limão (minha mãe me deu muitos óleos de presente). O cheirinho refrescante se espalha por todo o meu quarto neste momento...
Uns tempos atrás, achei um cartão de um designer gráfico. Achei de muito bom gosto. Então resolvi fazer meu cartão com ele. Ele me deu três opções, uma delas, em vermelho escuro, quase grená. Gostei, achei diferente. E topei. Antes confirmei com ele se a cor viria aquela mesma. Ele disse que sim. É que a cor foi a razão da minha escolha. Se ele não garantisse a cor, eu faria o modelo 2, que também era bonito e tinha uns arabescos (o primeiro, tinha uma flor de lótus).
Pois bem, os cartões chegaram ontem. A cor? Quase marrom!
(O Chico vem correndo quando eu chamo o nome dele! E corre atrás de mim. É uma figura... o vira-lata mais simpático da paróquia. Até fala "mamãe", segundo algumas pessoas que frequentam a minha casa...)
Hoje fui ao cinema com a Renata. Vimos um filme horrível: Amantes. Chato, chato, chato. Apesar dos bons atores.
Mas o mais inusitado aconteceu fora do filme. O meu celular "acendeu" (não tocou, mas acendeu a luzinha) porque veio uma mensagem. Então uma adolescente que estava atrás me deu um soco na cabeça! E disse "desliga essa porra!"
Eu virei pra trás calmamente e disse: - Se você fizer isso outra vez, vai levar uma porrada.
Zazen * Duas horas de yoga integrativa * Supermercado * Depilação * 1/2 arrumação de armário com a Elena * Elena pro Aeroporto * Visitas prum café * Cinema
Ontem, numa audiência, disse o juiz: "se a fiscalização de trânsito funcionasse como a fiscalização ambiental, estaríamos perdidos... não haveria possibilidade de transitarmos nas ruas."
Foi legal. Eu estava fazendo um exercício de pilates e a professora veio pra perto de mim e perguntou: - Você não está sentindo? Eu: - Não... Ela: - Então estica a perna. Eu estiquei. Ela: - Ainda não tá sentindo? Eu: - Não. Ela começou a empurrar, empurrar. E concluiu: - Nunca vi disso!
Teresinha já respondeu a Denise por mim: Santo Antônio foi discípulo e seguidor de São Francisco. Embora fosse mais velho que São Francisco, largou sua ordem e virou franciscano. É um dos santos mais populares e milagreiros do mundo inteiro. Fiquei impressionada ao ver, na América Central, imagens dele em absolutamente todas as igrejas que entrei...
Recentemente fui ao show da Mercedes Sosa com minha mãe e meu padrasto. Lembro que falei a ela: - Vamos porque esta, talvez, seja a última oportunidade. De fato, Mercedes estava muito fraca. Mal conseguia ficar de pé. Cantou sentada. Debilitadíssima. Deu dó.
Vi dois filmes antigos no sábado: Lanternas Vermelhas e O Pequeno Buda.
Fiquei emocionada com o segundo. Sempre me emociono quando leio/vejo/ouço a parte que Sidarta partiu para a sua busca. Me toca profundamente, me faz chorar. Também me emocionei na cena em que o pequenino se prostra diante do Lama. E os closes das mãos em meditação? Que coisa linda!
Já em relação ao Lanternas Vermelhas, refleti que há muitas mulheres ocidentais, dos dias de hoje, que vivem situações muito semelhantes...
Eu quero uma mulher que seja diferente de todas que eu já tive, de todas tão iguais que seja minha amiga, amante, confidente a cúmplice de tudo que eu fizer a mais. No corpo tenha o Sol no coração a Lua a pele cor de sonho as formas de maçãs a fina transparência uma elegância nua o mágico fascínio o cheiro das manhãs. Eu quero uma mulher de coloridos modos que morda os lábios sempre que for me abraçar no seu falar provoque o silenciar de todos e seu silêncio obrigue a me fazer sonhar Que saiba receber que saiba ser bem-vinda que possa dar jeitinho a tudo que fizer que ao sorrir provoque uma covinha linda de dia, uma menina a noite, uma mulher.
Queria ir ao show da Rita Lee. Mas o lugar é ruim (Floripa Music Hall) e o ingresso me parece extorsivo. No pior lugar, em pé, custa 120 reais. E nos lugares bons, 250. Não vou.
Depois de um tempinho sem escrever aqui, preciso me redimir com algo bem, bem,b em bom. Assim, gostaria de sugerir um exercício bacana. Chamam-se "páginas matinais". A autora sugeria esse exercício num livro sobre escrita criativa, mas acabou descobrindo que ajudava muito a vida das pessoas, causava verdadeiras transformações. Copiei alguns trechos do livro aqui, pra você!
Páginas Matinais
Autoconhecimento é muitas vezes um primeiro passo em direção à mudança. Você deverá escrever três páginas todo dia de manhã. Essas páginas devem conter exclusivamente fluxos de consciência, nada de arte apurada. Sua missão consiste apenas em colocar no papel tudo aquilo que está sentindo. Ao desbloquear seus sentimentos, terá acesso à energia neles contida. A varinha mágica é, na verdade, sua caneta e com a caneta na mão você será capaz de transformar a sua própria vida. Ao escrever as páginas matinais, nos tornamos pessoas atentas, altamente perceptivas de todos os nossos sentimentos pessoais. Deixamos nossas vidas alienadas para trás. As páginas matinais varrem a casa da nossa consciência.
É preciso coragem para assumir a tarefa de escrever as páginas matinais, mas as próprias páginas nos dão coragem. Na privacidade desse diário, admitimos os segredos que vínhamos ocultando. Uma vez trazidos à luz, esses segredos perdem a faculdade de nos tiranizar. Nossa caneta é o bisturi com o qual lancetamos a infecção psíquica que estava em nós. Uma vez localizada a área problemática, as páginas matinais se apressam em nos oferecer soluções.
Ao escrever as páginas, entramos em contato com uma fonte de sabedoria muito maior que nós. Alforam à consciência respostas que parecem muito mais sábias que nosso próprio pensamento. As páginas matinais são uma forma eficiente de meditação. Constituem um processo de seleção. Primeiro nas páginas, depois em nossas vidas, começamos a colocar as coisas em seu devido lugar.
As páginas matinais apontam em qual direção está nosso crescimento. Elas nos fazem íntimos de nós meses, o que, por sua vez, nos permite uma intimidade mais autêntica com as demais pessoas. À medida que nos arriscamos a ser francos em nossas páginas, torna-se mais fácil comportar-se de maneira franca fora delas. Passamos a ser mais interessantes para nós mesmos. As páginas matinais mostram-nos do que é que gostamos – e do que não gostamos. Linha a linha, elas nos conduzem ao nosso verdadeiro eu. Nas páginas matinais paramos de nos esconder. Mostramo-nos ‘a luz do dia, pelo menos no papel. Sonhos há muito adiados tornam-se realidade. Descobrimos que, ao mover nossas mãos ao longo da página, uma outra mão, a mão superior movimenta-se sobre a superfície de nossa vida.
As páginas matinais são uma fonte de força e companhia. Um exercício espiritual personalizada que mantém o rumo certo e proporcionam equilíbrio. Entramos em contato com o nosso mentor interno. A energia é canalizada para direções novas, mais produtivas. Sonhos considerados inatingíveis começam a parecer realizáveis. À medida que nos desbloqueamos mais e mais, nossas vidas florescem. O ato de escrever pode encorajá-lo a viver de forma mais aventurosa e ampla.
As pessoas sentem-se felizes quando escrevem. O ato de escrever passa a ser tão natural quanto respirar. Ao movimentar a caneta ao longo do papel, concentramos o foco em nós mesmos e a percepção se torna mais clara. Limites se definem. Guiados por nossa própria mão, sem recorrer a anos de terapias caras, começamos a romper com padrões pouco saudáveis e dependências. Nos tornamos mais verdadeiros conosco e com os que nos cercam. As páginas matinais são um roteiro para a felicidade.