Cada vez mais eu confirmo uma coisa que venho percebendo há anos: as pessoas que lêem este blog são pessoas com quem eu tenho grande afinidade (ou que têm grande afinidade comigo, o que acaba dando no mesmo). É uma coisa impressionante! Quando conheço mais a fundo algum leitor ou leitora, noto isso claramente. É como se fosse realmente um irmão de alma! Rola uma conexão tremenda, é um verdadeiro encontro.
Digo isso porque ontem passei umas oito horas com a Sinara. As horas voaram. E foi fantástico! Foi super divertido. A gente não parava de falar um segundo sequer. E o assunto era sempre bom, sempre agradável, divertido, enriquecedor. Aprendi um monte com ela, guria antenada, culta, inteligente e cheia de dicas.
Mas o mais impressionante (que quase me fez cair pra trás) foi quando ela me contou que reza o terço todos os dias (como pediu Nossa Senhora de Fátima), porque aprendeu com a avó. E vai à missa todos os domingos.
Enfim, leitor é sempre um amigo. Mesmo que seja um amigo que você ainda não conhece...
Ao ver o filme Invictus, não pude deixar de pensar em Lula. Não pude deixar de comparar Mandela com Lula, pelo aspecto conciliador... Acho que os grandes líderes mundiais buscam a paz e a conciliação. Não buscam a vingança, mas o perdão. Em vez de usar do poder para subjugar os inimigos de outrora (provando que estes estavam certos), usam o poder para mostrar uma outra visão de mundo. Poderiam agir com arrogância, movidos por sentimentos de vingança contra o opressor... mas fazem o contrário.
Negra como um poço de alto a baixo,
Agradeço quaisquer Deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.
Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas erecta.
Além deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E contudo a ameaça dos anos
Encontra e encontrar-me-á, sem temor.
Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o pergaminho,
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão de minha alma.
Do fundo desta noite que persiste A me envolver em breu - eterno e espesso, A qualquer deus - se algum acaso existe, Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos, Sob os golpes que o acaso atira e acerta, Nunca me lamentei - e ainda trago Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria, Somente o Horror das trevas se divisa; Porém o tempo, a consumir-se em fúria, Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino, Nem por pesada a mão que o mundo espalma; Eu sou dono e senhor de meu destino; Eu sou o comandante de minha alma.
Assista, Assista, Assista, Assista: Invictus! É sobre a relação entre Mandela e o Capitão da Seleção de Rugby da África do Sul.
Filme absolutamente SENSACIONAL! Sobre perdão, transformação e tolerância. Chorei o filme todo. De emoção. Serve como lição, ajuda a pensar, a refletir sobre a forma como costumamos sentir e agir.
Estreou neste findi. Quem me levou pro cinema foi a Sinara! Estou devendo essa pra ela.
Todo mundo tá se queixando que está difícil comentar aqui no blog... Tenho de dar um jeito. Urgentemente. Não sei bem o que fazer. Talvez a única saída fácil seja trocar prum template pronto... Mas eu gosto tanto desse! Que dilema!
Hoje um processo meu foi notícia na Voz do Brasil!!!!!! Eram sete e meia da noite e eu estava saindo da Procuradoria. Fiquei emocionada! Conseguimos que a Companhia de Saneamento daqui realize estudos detalhados para o tratamento do esgoto do Campeche. Foi uma grande vitória. A decisáo saiu em dezembro, mas hoje é que foi parar na Voz do Brasil!!!
Uma amiga minha dos tempos da faculdade (do Direito, mas de uma turma anterior), muito gente boa, me encontrou há uns dias pelo blog e me mandou um email bem querido. Ela agora é Juíza do Trabalho em São Paulo. Nossa! Fiquei tão, tão feliz por ela! Ela é uma das lembranças legais daqueles tempos. Ver que ela está bem, super realizada na profissão, muito bem casada e com uma filhinha linda foi algo que realmente me aqueceu o coração. Fiquei tão feliz e emocionada! Feliz como se fosse comigo...
Os meus tempos de faculdade foram ótimos. Mas não dentro da sala de aula. Foram ótimos porque eu tinha muitos amigos em outros cursos. E alguns em outras fases do curso de Direito. Cheguei a ser eleita representante do Direito para um Congresso da UNE no RJ, com votação recorde... Eu gostava da UFSC. Gostava dos eventos culturais, gostava (mais ou menos) da política estudantil, dos trotskistas, do Rock no Bosque, dos malucos do Mestrado em Direito, das festas, da internet (que eu comecei a usar em 1991, antes de quase todo mundo), dos cursos, da diversidade de gentes e de saberes que aquele ambiente proporciona... Enfim, eu amava a UFSC.
Mas na minha turma, mesmo, a vida era terrível. Era um inferno. E quando eu falo inferno, entendam: era inferno mesmo. Era uma turma extremamente competitiva, agressiva. Eram pessoas muito metidas, arrogantes. Gente que se achava. Gente muito, muito mauricinha. E que se sentia superior a tudo e a todos. Era um povo tão esquisito, mas tão esquisito, que nem houve festa de dez anos de formados, por exemplo... Uma pessoa que era super enturmada naqueles tempos me disse são poucos os que se encontram, que pouca coisa realmente restou daquela turma...
Toda aquela gente competia entre si. Era como se fossem inimigos. Eram amigos, festavam juntos. Mas parecia que se odiavam secretamente. Eu nunca entendi a dinâmica deles. Eu estava fora, não sacava. E não era aceita, nem que eu tentasse (mas eu não tentava). Me dói só de pensar o que eu sofri naquela época...sempre que tinha trabalho em equipe, eu tremia, porque não tinha equipe. E sofria bullying direto. Era só eu abrir a boca, para eles começarem a vaiar, como se eu tivesse dito a coisa mais imbecil do mundo. Era muito duro entrar na sala de aula. Muito. Eu me sentia um peixe fora d'água, completamente inadaptada. A última das pessoas... Eu não entendia, na época, que não fazer parte daquele grupo era, na verdade, um bom sinal. Eu me culpava por não ser como eles.
Então eu tinha duas vidas: uma quando entrava na sala de aula, e outra quando saía dela. Era morrer e nascer. Todo dia. A aula era o meu quociente diário de martírio e dor. Eu ia me arrastando pra lá, com a alma em frangalhos. Cada dia de aula era uma batalha que eu tinha de vencer. Mas sabia que era só acabar a manhã (eu estudava de manhã) que uma vida nova começava, a minha vida de verdade, onde eu podia ser eu mesma, sem vaias.
Os professores gostavam de mim, me achavam inteligente e boa aluna. Mas eu não era uma CDF típica, não era super estudiosa, muitas vezes nem ia às provas... Eu não me identificava com aquilo lá, só queria fugir. Não era super certinha. Gostava mesmo era de estudar idiomas (quatro ao mesmo tempo), jogar xadrez, curtir o clima da universidade, a vida cultural, os amigos doidões... Mas tirava notas bem boas e era interessada (embora meio conversadeira - com os poucos amigos que tinha ali).
Uma vez eu não estava na aula e um professor de Direito Comercial (muito erudito, inteligente e dedicado) falou pra turma: "- Essa prova da Giorgia tá tão, tão, tão boa que se eu pudesse eu dava onze!" Esse tipo de coisa inflava os ódios daquela turma. Acrescente-se a isso o fato de que eu também não era a mais "fácil" das criaturas: às vezes eu, sofregamente, tentava enfrentá-los... dentro dos limites das minhas fragilidades de adolescente (entrei na UFSC com 17 anos recém feitos e acabei a faculdade aos 22, em janeiro de 96, por ta das greves).
Pois bem, nesse contexto, eu podia contar nos dedos meus amigos do Direito. Não eram gente normal. Eram de outras cidades, sempre. Normalmente cidades maiores. Eram do tipo inteligente (e gauche na vida, sempre), meio anti-establishment, diferentes, muito ligados no que estava acontecendo no mundo, com preocupações sociais. Eram os não-mauricinhos, não-fúteis, tão raros. Iam de ônibus pra facul (coisa também rara no curso de Direito).
Pois bem, o email da Ana me fez lembrar disso tudo. E meio que me lavou a alma. Fico feliz em ver os meus amigos bem. E fico mais feliz ainda em ver aqueles que não eram os "típicos" estudantes de direito exercendo cargos importantes, com grande potencial de transformação social. São pessoas com conteúdo e que podem mudar o mundo. Que Deus cuide delas. E as mantenha sempre idealistas.
Seus comentários são muito enriquecedores! Obrigada! Sinto como um presente quando alguém se dispõe a comentar. E, no seu caso, é realmente um grande presente. Obrigada pelo tempo que você despende, pela atenção, pelo carinho e pelas dicas.
Adoro sugestões de livros, fico muito agradecida! Já me tinham recomendado "A Cura de Schopenhauer". Acho que minha ex-profa de Yoga estava lendo e amando. Agora vou olhar com muito mais carinho! Obrigada pela ênfase! De Schopenhauer, li "A Arte de Escrever" e amei!!!
Eu não conhecia Os quatro acordos! Foi realmente um presente que ganhei de Deus no aeroporto de Buenos Aires! Acho que Miguel Ruiz conseguiu sintetizar TUDO. Tudo o que importa. Outro dia, minha mãe me ligou dizendo que concluiu que estará satisfeita se consiguir "apenas" cumprir aquilo. Ela chegou à mesma conclusão que eu: tá tudo ali. Ou melhor, o que tá ali resolve as intempéries da vida. Quero ler outros livros dele. Já baixei um em inglês da internet... mas vi que foi publicado em português também.
No final do ano passado, eu estava lendo o livro das Terças Feiras, que em português se chama A Última Grande Lição. Confesso que não chegou a me impressionar. Tenho um outro livro de autoria do professor de "A Última Grande Lição". Ainda não li.
Por favor, deixe o seu email nos comments, para que possamos nos comunicar.
Sim, Teresinha, você tem toda a razão. Eu não queria generalizar e acabei generalizando. Sempre houve bons e maus servidores. Excelentes e péssimos. De tudo. Acho que agora, com concurso, está um pouco melhor. Eu mesma sou do tempo em que o serviço público não era valorizado como é hoje. Sou servidora pública há 15 anos. E servidora pública federal há 13 anos. Naquela época, não havia essa febre de concurso. Os salários nem eram tão bons. Eram os tempos da Cláudia Costin... Inclusive, também sou vítima da generalização: os procuradores que entram hoje se sentem superiores, porque, segundo eles acreditam, o concurso de agora é mais difícil... (discordo disso, acho que tudo é proporcional ao seu tempo... vestibular, concursos, tudo, enfim...)
"Estamos construindo um mundo no qual a diversidade é uma virtude; tanto a individualidade como a coletividade são fontes de crescimento; onde as relações fluem sem barreiras; onde a palavra, o canto e os sonhos florescem. Esse mundo considera a pessoa humana como uma das riquezas mais preciosas. Um mundo no qual reinam a igualdade, a liberdade, a solidariedade, a justiça e a paz. Este mundo nós somos capazes de criar." (Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade)
Da assinatura do email da Pola Karlinski, amiga da Denise.
Este é o post mais importante do ano. Por favor, leia.
Estava euzinha no aeroporto de Buenos Aires e dei de cara com esse livro. Chama-se "Los Cuatro Acuerdos: libro de la sabiduria tolteca", de Miguel Ruiz. O título me chamou a atenção e eu comprei. Foi um dos melhores livros que li na vida. Muito direto, preciso.
Até agora não escrevi este post porque queria ter as palavras certas, evitando reducionismos. Sempre que eu tenho uma coisa muito boa, fico cheia de dedos para falar... Mas agora posso falar porque a Sinara o encontrou na internet. E assim eu posso compartilhar o texto na íntegra com você. Assim, não ficamos somente nas minhas impressões...
Eu achava que não havia em português e estava até disposta a traduzi-lo para poder compartilhar com as pessoas!
É um livro merece a maior atenção. Não é só uma recomendação, é "a recomendação".Ele trata, mais ou menos, da "receita da iluminação" (ele não fala isso, eu que estou falando...rs). Os quatro acordos (ou compromissos) são os seguintes:
1) Ser impecável com as palavras
2) Não tomar nada como pessoal
3) Não fazer suposições
4) Fazer o seu melhor
Só isso. Pronto! Simples assim!
Sugiro copiar os quatro acordos em uma fichinha e ler sempre para lembrar e praticar.
Para entender o contexto, leia o livro. São 51 páginas e estão aqui. Há também uma outra tradução aqui.
Ontem reiniciamos o Somosan. Convidei a Sinara. Ela aceitou de pronto. E chegou meia horinha antes. Super aplicada. :)
Conheço a Sinara desde quando ela era pirralhinha, do ônibus, de Imbituba pra cá. E o irmão dela, há bem mais de vinte anos, quando íamos estudar em Laguna, de ônibus também (ele, o Cleyton, o César e eu). Nos reencontramos algum tempo atrás na net, por conta do blog. Até caminhamos na Beira Mar. Eu a apresentei prum outro leitor do blog e eles ficaram amigos. Enfim... E ontem tive a idéia (ótima) de chamá-la pro zazen (coisa que quase nunca faço).
Quase não tenho recebido comentários aqui no blog. Recebi alguns (muito interessantes, por sinal!) da Anna Elisa (obrigada, Anna!) no sistema de comentários antigo, que ressuscitou meio que milagrosamente e apareceu no blog, antes do meu nome, no final dos posts... Mas no blogger, a coisa está meio parada. Minha mãe, quando eu estava na Argentina, deixava comentários... que eu nunca conseguia ler, pois sequer apareciam... Hoje recebi um da Lu M., outro da Chris, tia do Vy e um sobre Epiteto.
Se você deixou algum comentário aqui no blog nos últimos tempos e esse comment não apareceu publicado, pediria que me avisasse no sistema de comentários antigo (Comments) ou no email giorgia@gmail.com. Assim eu posso ter certeza de que há algo errado... e posso tomar alguma providência.
A Rapha me recomendou uma médica muito legal para costurar a orelha (tenho a orelha rasgada do brinco). Chegando lá, a médica me alertou que eu não poderia ir à praia, tomar sol... Eu pensei que era por causa da cicatriz. Ela esclareceu:
- Não só! Há risco de câncer. Os raios UVA são tão cruéis que passam até a barriga da mãe e atingem o bebê... E eles não estão só na praia não! Estão nas ruas, em qualquer lugar... Então se você fizer a cirurgia, vai ter de evitar qualquer sol. E praia das dez às quatro, nem pensar!
Então desisti. Vou fazer a cirurgia no inverno. Mais fácil. Assim não fico com essa restrição de praia no verão 2010!
(Adorei a médica! Muito gente fina, com formação em medicina ayurvédica! Ela até me recomendou uma receitinha para as manchas de pele: mamão papaia não muito maduro)
Ontem fomos à Chuvisco da Beira-Mar tomar um café... e presenciamos um show de horrores. Pra começar, o ar condicionado não vencia o calor. Depois, eles não tinham gelo (pode uma coisa dessas?) nem sucos de fruta. A atendente ficou neurótica com a Maria Clara, a ponto de tirar todos os envelopinhos de açucar e adoçante, ao argumento de que a Maria iria quebrar e a "dona iria colocar a culpa nela. O atendimento estava horrível, mal educado, deplorável (mas isso a gente já tá mais que acostumado quando se trata de Floripa). Só que o pior ainda estava por vir! Moradores de rua começaram a invadir o café! E os atendentes não faziam nada. Além de ficar pedindo, xingavam e rogavam pragas para aqueles que não davam. Batiam boca com os clientes, xingavam, esbravejavam... Uma delas, era uma mulher que, na semana passada, disse para a Renata que ela iria morre debaixo de um carro... Além disso, cheiravam mal, muito mal, contaminando o ambiente daqueles que queriam comer uma coisinha...
Pedi aos atendente que fizessem alguma coisa e eles me disseram que era impossível. Que a dona sabia e não fazia nada, que eles tinham medo de expulsar os mendigos, porque estes iriam atacá-los na rua... que não havia nada a ser feito, que a única saída seria a dona colocar um segurança na porta... e que isso ela não queria fazer.
O fato até gerou uma breve discussão entre nós. A Gra dizia que ninguém podia impedi-los de entrar. Fredinho e eu tínhamos opinião contrária: - Ninguém pode impedí-los de entrar... mas se pode impedir de perturbar a clientela, xingar, pedir dinheiro, essas coisas...
Portanto, meu conselho aos navegantes: evite a Chuvisco da Beira-Mar... a menos que seja masoquista!
Comprei uma bolsinha na feirinha do SEBRAE que tem no shopping Beira Mar. Observação da Rapha:
- Sabe com quem essa bolsinha se parece?
- Com quem?
- Com a menina girassol!
Achei muito fofo o jeito como ela se referiu à Elena.
Fico de cara quando leio algo assim: "não precisamos de novas leis, o que precisamos é pedir o cumprimento das leis existentes no país." Isso é o óbvio ululante! É claro que a lei precisa ser cumprida! Mas também precisamos de novas leis, óbvio que precisamos! Evolução legislativa nunca é demais! E quanto mais leis protegendo o cidadão, tanto melhor para toda a sociedade!
É a mesma coisa quando dizem: "com tanta coisa bonita no Brasil, tem de primeiro conhecer o Brasil!" Que burrice! O cara pode, por exemplo, gostar de arte e querer ver o Louvre! E daí? Tá errado? Tem de primeiro conhecer todo o Brasil pra obter a permissão pra entrar no Louvre? E, outra coisa, o Brasil é lindo de morrer, mas não é pré-requisito pra nada! O cara pode ir pro Japão e não ir pra Noronha, uai! Cada um vai pra onde gosta. E não tem ordem de preferência, não. Não é porque nasceu aqui que tem de obedecer um roteiro turístico pré-determinado sabe-se lá por quem!
Outra coisa muito boba: - Como é que estão protegendo os animais com tanta criancinha morrendo de fome? Ora, cada um encampa a causa que quiser, a causa com a qual sentir mais afinidade! Enquanto alguém estiver defendendo uma causa legítima, ótimo! Não importa qual seja ela! Imagina se a gente fosse estabelecer uma ordem de preferência, impedindo a defesa de outros direitos, estabelecendo uma espécie de ditadura das boas ações? E quem estabeleceria essa ordem? O que é mais importante? Meio ambiente? Liberdade de Expressão? Direitos dos Trabalhadores? Direitos Indígenas? Liberdades democráticas? Menores de Rua? Violência contra a Mulher? Combate à Pedofilia? Reinserção dos presos na sociedade? Liberdade religiosa? Combate aos maus tratos aos animais? Etc, etc, etc...
É importante que tenha gente defendendo cada uma dessas causas. E ao defender uma parcela da sociedade, estamos defendendo a sociedade como um todo! Estamos todos interligados umbilicalmente! A defesa da parte é a defesa do todo!
Queria tanto ter ido ao show do Lenine!!! Mas fui buscar minha mãe no aeroporto com a Rapha e acabou não dando tempo. Eu devia ter ido direto pra praia... Minha mãe não iria se importar, tenho certeza. Lamento profundamente ter perdido esse show...
Eu adorava o Lobão, achava ele uma pessoa interessante. Mas deixei de achar. Por completo. O cara parou no tempo. Tá anacrônico. Faz umas análises muito furadas sobre tudo e mais alguma coisa. Palpiteiro, que manda mal pra caramba. E a entrevistadora Maria Cândida (não confundir com a atriz), pobrecita, fez um papelão, babando ovo pra ele. Burra, a moça achava que tinha de concordar com o entrevistado para ser aceita, pra parecer inteligente...
Foi uma entrevista longa. Começou bem: ele contou que está resgatando o passado, a relação com os pais. Contou que era muito doente, que tinha nefrose, que sofreu bullying na escola, etc e tal. Ele está escrevendo uma biografia. Ainda está em 1972 e já escreveu 800 páginas!
Mas a coisa começou a piorar quando ele começou a falar do samba de raiz, da Bossa Nova... Críticas virulentas, viscerais e sem sentido. Nenhum argumento que pudesse ser objeto de reflexão por parte do interlocutor.
Mas duro mesmo foi ouvi-lo afirmar (com a concordância enfática da entrevistadora) que era o fim da picada que boa parecela dos jovens brasileiros quisessem prestar concurso público, que isso era falta de perspectiva, de empreendedorismo, de inciativa. Disse que o serviço público deveria ser a última opção de um ser humano, que era algo como "o lixo do lixo". Nossa! Ele deu exemplos bem antigos, de uma concepção pra lá de ultrapassada do funcionalismo...
O cara parou na ditadura. Na verdade, a concepção de funcionário público tem muito a ver com a concepção de Estado. Num Estado autocrático, a visão era outra. Alguns eram beneficiados com certos cargos, os quais ganhavam de mão beijada, sem fazer esforço algum... e passavam a vida nesses cargos, sem fazer nada, sem prestar contas à sociedade... Eram outros tempos. O Estado carecia de legitmidade e os funcionários também.
Com a Constituição de 88 e a obrigatoriedade de concurso público, a coisa começou a mudar. Devagarzinho, mas começou. Os funcionários mais antigos começaram a se aposentar, os novos foram entrando, o Estado foi ganhando novas feições. No Estado Democrático de Direito o servidor público existe para servir ao público e não aos interesses politiqueiros do governante de plantão. Uma nova idéia de sociedade começou a nascer.
Mas ainda eram tempos de Sarney, Collor, caras que vinham com os vícios do velho regime, que tinham ligação direta e umbilical com o passado... Assim, as coisas caminhavam a passos lentos.
Depois veio o FHC, mais moderno, rompendo com velhos vícios. Mas, com uma visão bastante liberal. Estado mínimo. Nesse contexto, os funcionários entravam por concurso, mas ainda não eram valorizados. É a influência ideológica do liberalismo. Eram os tempos das privatizações. O Estado não precisava ser forte. Pelo contrário. Assim, achatavam-se os salários, diminuiam-se os benefícios, reduziam-se os direitos do funcionalismo. Era essa a concepção de Estado vigente, que se refletia na vida do servidor.
Com Lula, a concepção mudou. A idéia foi de fortalecer o Estado. A Advocacia Pública (AGU), que defende o dinheiro público, nunca foi tão valorizada. Lula abriu concursos, ampliou os quadros, deu melhores condições de trabalho, abriu procuradorias no interior, etc e tal. A Polícia Federal ganhou carta branca para trabalhar e isso foi visto pela sociedade nas grandes operações, que atingiram ministros, juízes, empresários, políticos... gente que era antes intocável. O Procurador-Geral da República deixou de ser o arquivador-geral da República... Mais varas federais foram instaladas, o Judiciário contratou mais servidores, mais juízes. A Justiça ficou mais rápida, instalou-se o CNJ, enfim... A qualidade dos serviços públicos foi melhorando a olhos vistos.
Com bons salários, o serviço público voltou a ser atrativo. Quem se forma em Direito, logo pensa em fazer concurso. E isso vale também para outras áreas. O serviço público não é mais algo de gente acomodada, que não tem outra opção e que, por isso, se pendura no "governo". Nada disso. Hoje em dia, quase dá pra generalizar no sentido de que o serviço público tem conseguido colocar, nos seus quadros, os melhores profissionais...
Servidor público existe para quê? Para atender ao público, a sociedade. E a sociedade merece ser bem atendida. É a sociedade quem remunera esses servidores. Merece a contrapartida à altura. Não faz sentido deixar a sociedade ser atendida pelos piores, por aqueles que não têm qualquer perspectiva.
Hoje em dia, luta-se muito por um cargo público. Os concurso são dificílimos (mesmo os de nível médio). Quem consegue passar, luta pra se manter. São realizadas avaliações, a sociedade fiscaliza. Se o sujeito é mal atendido, reclama, representa contra o funcionário. Ouvidorias, corregedorias, sindicâncias. O mau funcionário não passa incólume. Hoje em dia, o serviço público federal (desse posso falar, porque conheço) funciona muitíssimo bem. Os servidores são super bem preparados. Conhecem o que fazem, conhecem a lei, os direitos do cidadão. Têm consciência do seu papel na sociedade e fazem bem feito. É uma outra concepção de Estado, de cidadania.
Hoje em dia aquela frase: - Sabe com quem está falando? já não tem tanta força. Hoje em dia, cada um sabe seu papel e sabe que não há esse tipo de hierarquia. Sabe que não tem de se curvar, que deve seu cargo aos seus próprios esforços e que, se estiver dentro da lei, não é obrigado a aceitar indevida ingerência de quem quer que seja.
Lembro que uma vez ligou um assessor de deputado para a nossa procuradoria. A secretária atendeu. Ele pediu umas coisas. Ela respondeu que não podia. Ele disse: - Olha, aqui é o assessor do deputado fulano de tal!!!! E ela respondeu: - Então faça o favor de dizer ao seu deputado que ele precisa cumprir a lei que fez!
Lembro também de uma história que vi na TV. Flagrado numa blitz, um juiz disse para uma policial: - Eu sou Juiz de Direito! E ela respondeu: - E eu sou Policial! Ou seja, cada um no seu quadrado. Cada um exercendo as suas obrigações, conforme manda a lei.
Não digo que a máquina esteja perfeitamente engrenada, funcionando a todo o vapor. Ainda não. Estamos caminhando pra isso, ainda sob influência de velhos padrões. Mas está melhorando, isso é que importa. Ainda há apadrinhamentos, mordomias, coisa e tal. Infelizmente, isso tudo não muda da noite pro dia. Mas há um processo de conscientização em andamento...
Queria que o Lobão se desse conta disso, que fizesse uma análise menos míope de todo o processo... que se livrasse dos preconceitos, que atualizasse suas análises... E parasse de falar besteira!
Fui ver Avatar. Saí do cinema arrasada. Triste, destruída. Chorei muito no filme. E não foi de emoção (como normalmente me acontece, sou muito emotiva, choro com a beleza das coisas...). Foi de tristeza mesmo. Chorei de dor.
Quando os tratores entraram na floresta, aquilo me cortou por dentro. Porque sei que isso está acontecendo agora, neste momento, enquanto você lê este post... Neste momento, castanheiras de 500 anos estão sendo derrubadas na Amazônia. Neste momento, a Mata Atlântica está sendo dizimada... pássaros estão perdendo seus ninhos, seus filhotinhos, milhares, milhões de insetos, pequenos animais, liquens, fungos, musgos... Muita vida sendo ceifada. Tratores-esteira adentram a floresta, sem dó nem piedade, derrubando árvores e matando os bichos... Milhares de hectares de floresta estão queimando, tamanduás incendiando (eles andam devagar, não conseguem fugir do fogo), resultado de incêndios criminosos...
E não falo isso de ouvir falar. Não. Eu sinto na pele todo santo dia a dor da destruição. É o meu trabalho, meu ganha-pão. Todo dia eu tento evitar danos ambientais, recuperar áreas degradadas, fazer educação ambiental... todo dia tenho de lutar contra a força da ambição desenfreada, contra a especulação imobiliária, contra a ganância humana... É uma luta dura. Dói profundamente. É difícil sensibilizar alguns corações endurecidos... O dinheiro manda.
Lembro de uma força-tarefa de que participei, em defesa da Amazônia... Cada parecer que eu dava cuidava da destruição 1000, 2000, 3000 hectares de floresta destruída, destocada, incendiada... E mesmo que conseguíssemos cobrar as multas (de milhões de reais), as castanheiras de 500 anos levarão 500 anos para ser substituídas por árvores de igual porte... e nesse meio tempo, nos ficamos sem elas... Ou seja, mesmo ganhando os processos, perdemos, perde toda a humanidade. São atos criminosos praticamente irreversíveis... A reparação do dano, se ocorrer, levará centenas de anos... E enquanto isso não acontecer, nós arcaremos com as consequencias... Cada um de nós. E as vidas que se foram não voltarão jamais. E por conta disso tudo muito mais vidas serão perdidas... É uma espiral infinita.
Este post é um desabafo. E eu choro ao escrever isso. Eu faço meus processos com toda a minha alma, o meu coração e as minhas forças. Eu tento o meu melhor. Não perco uma única oportunidade. Não faço apenas o que exigem de mim, tento agregar valor às minhas petições com elementos metajurídicos, na tentativa de que isso toque algum coração...
Eu me sinto exatamente como naquela guerra mostrada no Avatar. Se você não viu o filme, pare de ler o post por aqui, ok? Pra não perder a graça...
Pois bem, em uma determinada hora do filme, pensei que os mocinhos fossem perder a guerra. E talvez se perdessem o filme tivesse uma mensagem mais interessante, até... Uma mensagem que fizesse refletir um pouco mais.
Na verdade, não se pode dizer que esse filme teve um final feliz. Porque ganhar a guerra, pra mim, também tem um sabor de derrota... pelo passivo ambiental que restou, pelo rastro de degradação, pelas mortes, pelas árvores tombadas... É o que eu sinto na vida também. Não sei se teremos tempo para consertar o que resta, em meio aos destroços. O que precisamos é evitar a guerra. É preciso conscientização, sensibilização, educação ambiental... Matar o infrator não resolve, não ressuscita o que ele já matou.
Cheguei do cinema e fiz uma coisa que eu quase nunca faço: liguei a TV. Como é de costume, me aconteceu uma coisa muito doida.
Quando liguei a TV, estavam aparecendo cenas de uma casa. Na hora, eu tive a certeza:
- É a casa da Virgem Maria.
E era. Incrivel. Era a casa da Virgem Maria. Eu nunca (nunca, nunca, nunca) tinha visto nenhnuma foto da casa dela... Mas eu senti. Senti forte no coração.
Apareceu o Otávio Mesquita. Ele entrou na casa, saiu. E contou que era a Casa da Virgem Maria.
Ufff!
(Só o Migas é capaz de acreditar nessas minhas histórias doidas... porque já presenciou muitas delas, é testemunha)
Me contaram uma coisa interessante que era falada pela ala indiana da antiga novela das oito (que eu não via,pois não vejo TV):
"As palavras, o vento leva".
Verdade. Leva. E a gente não sabe pra onde. As palavras têm um imenso poder de criação... e de destruição. A gente tem de cuidar muito. MUITO! A cada instante, a cada palavra!
Mais um álbum. É só clicar na foto, que abre o álbum (descobri que preciso dizer isso em todos os álbuns, pois nem sempre as pessoas se dão conta de que essas fotinhas pequenas são álbuns).
Esse é de fotos do Perito Moreno visto das passarelas. O Perito Moreno é uma das maiores atrações da Argentina, comparável às Cataratas do Iguaçu. Uma atração de nível mundial mesmo. Vem gente de todo o planeta a El Calafate para visitar essa geleira.
São mais de cem fotos. Não pude fazer uma seleção apurada. Na verdade, se fosse pra eu realmente selecionar as melhores, tratar algumas fotos, publicar... eu nunca as publicaria! Como aconteceu com diversas viagens...
Então, pra compartilhar com quem quiser - e tiver paciëncia de ver - acabei por carregar (de uma vez só, pra agilizar) todas as fotos de cada lugar e apagar algumas poucas (meio aleatoriamente, pra reduzir a quantidade).
Foi o jeito que eu consegui. Sei que pode ser meio chato ver muitas fotos parecidas de um mesmo lugar. Na verdade, faço essas fotos para mim mesma. Para lembrar de caminhos, de ângulos que gostei... Pra mim, não são fotos parecidas, porque sou detalhista... Mas sei perfeitamente que, para mostrar, as fotos mereceriam uma seleção criteriosa.
Bom, terminando de me justificar: vê quem quer! hehehehe
Estou ouvindo a monja nepalesa cantando mantras. Comprei um livro sobre essa monja que canta. É a Kelly Patrícia (não confundir, please, com Kelly Key) do Nepal! Comprei um livro sobre a vida dela no aeroporto de Buenos Aires. Ela se chama Ani Choying Dolma e o livro, "La Canción de la Libertad".
Realmente gosto de religiosas cantoras... sejam elas do Ceará ou do Nepal!
Recebi esse texto do meu bom e velho amigo Alessandro Dardin. Não sei se é de autoria dele (teria de perguntar). Adorei e transcrevo aqui para você!
Ame e manifeste esse amor
Pense em alguém que você goste muito. Do passado, do presente ou do futuro. Pode ser um bichinho, um brinquedo, uma pessoa, uma criança, uma situação agradável. Pense e sinta.
Sinta esse amor, agora, aqui, em você. Conecte-se com o amor que habita você. Comece a incluir nessa amorosidade todas as pessoas que estão próximas a você. Vá expandindo sua capacidade de amar.
Inclua todas as pessoas que você conhece. Agora inclua as que você não conhece. Inclua próximas e distantes. Inclua pessoas que você jamais viu. Os povos africanos, asiáticos, australianos. Os povos e tribos de toda a Terra.
Inclua em seu amor todo o planeta, com árvores e insetos. Flores e pássaros. Mares, rios, oceanos. Inclua a vegetação da Amazônia e da Patagônia. Inclua o Mar Morto e o Deserto do Saara.
Não deixe o Pequeno Príncipe de fora. Inclua os Lusíadas, a Odisséia, Kojiki. Inclua toda a literatura mundial, um pouco de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Shakespeare, um tanto de Saramago, uma gota de Jorge Amado, banhado por Herman Hesse e Amon Oz.
Inclua todas as religiões. Como se não houvesse dentro nem fora. Imagine, como John Lennon, que o mundo é um só. O mundo é uno. O mundo, o universo, o pluriverso é um só.
Nós somos unas e unos com o uno. Perceba. Isto que digo é a verdade. E só há esse caminho.Inúmeras analogias, linguagens étnicas, expressões regionais e temporais para tentar atingir o atemporal, o fluir incessante, incandescente, brilhante, da vida em movimento transformador.
Somos a vida da Terra.
Somos a vida do Universo.
Somos a vida do Multiverso.
E quando nossos pequeninos corações humanos se tornam capazes a ir além deste saquinho de pele que chamamos o eu, nos contatamos com a essência da vida. Que é a nossa própria essência e de tudo que é, assim como é.
Algum nome? Nenhum nome? Caminhemos. Tornamo-nos o caminho a cada passo. Que cada passo seja um passo de paz. Que o novo ano se abra com a abertura dos corações-mentes de todos nós seres humanos.
Abertura para o infinito.
Abertura para a imensidão.
Abertura para a ternura.
Abertura para a sabedoria.
Abertura para a compaixão.
Que todos os seres em todas as esferas e todos os tempos se beneficiem com esse amor imenso que aqui e agora juntas, juntos, nos tornamos. E ao nos tornarmos o amor tudo se torna vida e vida em abundância. Ame e manifeste esse amor agora.
Seguindo a onda de posts fúteis: estou morena! Falei isso pro César.
- Ué, mas você já não era?
- Não, né! Eu estva com o cabelo palha, cor-de-gema...
(os homens não entendem esses conceitos... sobre cores, cabelo, esmalte! Isso os ultrapassa! hehehe)
Pois bem, minha mãe me ajudou. Passou tinta pra mim! Ela é craque em assuntos manuais de qualquer natureza. Habilidosa pra caramba! Pintei de louro escuro dourado. E isso ficou bem escuro (vai entender!). Ficou bem bom, me senti mais parecida comigo mesma. Sou morena e tenho cabelo escuro. Nunca me adaptei bem às luzes...
Agora tenho andado de sombra dourada! Minha ex-sogra (tá, eu sei, juridicamente não existe ex-sogra, é sempre sogra) me mandou um presente muito legal: um estojo de maquiagem (sombra e blush) da Sephora em tons de dourado. Os olhos ficam lindos! E fica muito natural!
Eu advogo na Justiça Federal há trocentos anos (14 anos, pra ser exata) e só hoje descobri que eles têm um sistema push, pra manter os advogados a par do andamento processual!!!! Que mão na roda! Eu pensava que só os Tribunais Superiores tinham push! Ai, ai! Vivendo e aprendendo...
(Agradecimentos sinceros ao Dr. Felipe, meu chefe, que sabe das coisas...)
Fomos ao cinema ver Avatar em 3D (eu e a única pessoa que também não tinha visto ainda) e não havia lugares no cinema! Aliás, havia dois lugares - separados - na primeira fila! Tentamos comprar duas horas antes... mas a antecedência não foi suficiente!
Então vimos Julie&Julia. Delícia de filme! Bem levinho, divertido, inspirador. Sobre uma blogueira que ficou famosa - porque teve uma boa idéia!
Em cidades pequenas (não estou falando em Floripa, que é uma capital...), tudo toma caráter pessoal. As pessoas perdem um pouco a capacidade de abstração. Não há instituições, há pessoas.
- E aí, hein? Já tá peticionando no virtual! (A Justiça Federal tá virtual)
Eu:
- Não, não...Ainda nem tenho o cadastro!
A Gra foi num treinamento (palestra, sei lá o quê) lá em Lages em que contaram que a Dra. Giorgia, procuradora Federal de Floripa, tinha tido um problemão pra peticionar no virtual, porque o sistema tava emperrando, algo assim... Mas a Dra. Giorgia lutou bravamente e conseguiu! Não perdeu o prazo! Acho que foi pessoalmente à Justiça e conseguiu inserir a petição lá mesmo.
Que bom que ela conseguiu! Mas a Dra. Giorgia não era eu!
Por mais maluco que possa parecer, numa cidadezinha de 300 mil habitantes, há DUAS Giorgias que sáo procuradoras federais!!!!! Pode uma coisa dessas?
Dia desses gastei muita energia brigando (educadamente) com a Claro. Reclamei um monte. A ligação caía, eu ligava de novo. Outra pessoa me atendia. Eu tinha de explicar tudo outra vez. Enfim... Um sufoco sem tamanho.
O meu problema é que a Claro vivia me cobrando a mais (por conta do iPhone, eles costumam exagerar no tráfego de dados... chegaram a me cobrar 2.273 reais num mês). Assim, ficávamos todos os meses fazendo acertos. Até que um mês eu me enganei e paguei duas vezes. Paguei porque houve débito em conta e porque fui euzinha pagar com o novo código de barra que me enviaram via torpedo.
Pois bem, liguei pra conseguir o ressarcimento do que paguei em duplicidade. Fui ao banco, cancelei o débito automático. E passsei um dia inteiro ligando para a Claro. Até que fui atendida pela Magdaleine, uma menina super gentil, educada e competente.
Pois bem, a Magdaleine me fez ver que eu estava errada. Eles me devolveram o valor. Em três contas seguidas (era muito a devolver). E não me cobraram o mês de novembro.
Resumo da ópera: sempre vale a pena ser educado. Às vezes, mesmo convictos de que estamos certos, podemos estar errados. Como aconteceu comigo... Imagina se eu tivesse sido grossa com os atendentes? Que karma negro...
Domingo fomos tomar um café na lagoa (Re, Rapha, César, mamis e eu). De repente, começou a chover forte e a água invadiu - em segundos - o Café Cultura. Em instantes, o cheiro estava insuportável. As pessoas todas faziam caretas e apertavam o nariz. Era um terrível cheiro de cocô! Com a chuva, o esgoto transbordou!
Pintou um cursinho lá de Minas, via satélite, com uma retrospectiva das principais decisões do STF e STJ em matéria constitucional e processual civil (respectivamente). Todo dia à noite, das sete às dez e meia, uma semaninha. Tudo bem, é verão, é Floripa, férias, sol, mar, coisa e tal... Mas eu sou CDF. E adoro estar atualizada. Fui correndinho fazer.
Minha mãe me deu um sacão de maracujazinhos roxos lá da casa dela, super docinhos. São uma delícia! Eu corto vários ao meio, geladinhos... e me divirto!
Aprendi uma lição. Só de observar. Aprendi (entranhei mesmo a lição) que não se deve discutir inflamadamente sobre assuntos sobre os quais não se tem domínio. Melhor seria perguntar, se informar, colher dados, entender um pouquinho do assunto.
E se for discutir, ouvir um pouco o interlocutor, perguntar, tentar entender outros pontos de vista. O que não dá é pra se inflamar, defender com veemencia aquilo que não se conhece. Fica ruim, fica feio.
Não se pode sair por aí repetindo o que se ouviu, sem questionar. Apenas acreditando porque nos convém acreditar. Ou porque não nos demos ao trabalho de pensar um pouco... Ou simplesmente porque não tivemos acesso à informação...
Como na grande maioria dos assuntos o nosso conhecimento é insuficiente, o melhor é ficar calado, em vez de emitir juízos de valor equivocados. Ou, então, ouvir de quem sabe. Ou ouvir várias versões.
Ter certezas nunca é bom. Ter certezas sobre coisas que desconhecemos é o fim da picada. Defender essas certezas, então...
Álbum do Parque Nacional da Tierra del Fuego. Clique no quadradinho para ver as fotos. Há muitas. Tem o último posto de correio do mundo: a agencia do fim do mundo onde você pode carimbar o passaporte. Tem as castoreiras (florestas inteiras destruídas pelos castores), praias azuis, trilhinhas, florestas, lagos, flores, paisagens bonitas...
Fiquei sabendo agora, no blog Milongueira que Boris Casoy ofendeu e manifestou preconceito contra garis que apareciam na edição de Réveillon de seu telejornal noturno."A gafe foi cometida após o "Jornal da Band" mostrar imagens de lixeiros desejando felicidades aos telespectadores da emissora. Sem saber que o áudio estava sendo transmitido, Casoy comentou: "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho".
Já fiz o meu dever de casa de "curar o mate", como chamam os argentinos. Curar o mate é preparar a cuia de chimarrão para uso. Tem de deixar a cuia cheia de erva (e água) por uns dias, pra tirar o gosto de cuia e deixar o gosto de mate. O meu padrasto tem outro método: ferver a cuia.
Pois bem, como eu sou exagerada, não comprei uma, mas três cuias. Daquelas cuias mínimas, você sabe. Bem ao estilo argentino. Já "mateei" (bebi chimarrão) numa delas, a minha "cuia chique". Tenho também a cuia de abelhinha e a cuia de duende.
Meu padrasto diz que eu não vou curtir o mate argentino, que é mais tostado e mais amargo. Segundo ele, que toma chimarrão todo santo dia, o mate brasileiro é melhor que o argentino.
Meu padrasto não é gaúcho, mas é filho de gaúchos, irmão de gaúchos e tem o hábito do chimarrão. Então pedi a ele umas dicas de como matear. Também peguei dicas com o irmão dele, o Vitor, que é gaúcho. Percebi que os brasileiros têm mais salamaleques para o chimarrão. Os argentinos fazem de uma forma mais simples. No Brasil, há alguns cuidados extras, até na forma de inserir a bomba. Os argentinos simplesmente enfiam a bomba (que é menor, diferente) e bebem o mate como um simples chá. Já os gaúchos fazem todo um ritual...
Bem, quero ver se ganho o hábito. Gostei da idéia de matear e voltei da Argentina com essa promessa de ano novo!
Então a moda agora é ficar offline no messenger e chamar as pessoas que também estão offline? Estaremos doravante todos escondidinhos? É uma nova política de privacidade?
Lembra aquela história de que política, religião e futebol não se discutem? Acho que nos tempos atuais, política, religião, futebol e meio ambiente não se discutem. Pelo menos não em família! Pela preservação das relações! obretudo se você trabalhar na área ambiental!
Meio ambiente é assunto muito ideológico. Muito. É a dicotomia entre a propriedade (conceito consolidadíssimo na cabeça das pessoas) e a solidariedade intergeracional (conceito novo, difícil de assimilar, sobretudo quando em confronto com interesses pessoais imediatos).
E, ainda que ultrapassada a questão ideológica (duríssima!), esbarra-se na questão técnica. Para entender o Direito Ambiental e as limitações à propriedade privada é preciso entender um montão de outras coisas, relativas à biologia (ecologia, sobretudo), geografia, hidrologia, agronomia, engenharia florestal, etc, etc... Ou seja, é preciso entender a razão de ser das coisas. As normas ambientais não nascem de um repolho. Elas vêm ao mundo respaldadas em vastos estudos... elas têm fundamentos consistentes. E têm uma finalidade igualmente importante.
Até o sujeito entender tudo isso... é uma novela! Eu tenho me empenhado (treinado) pra tentar me fazer entender de maneira fácil e simples quanto a todas as questões ambientais que me indagam... Tento ser rápida, direta e objetiva, porque na maioria das vezes o interlocutor tem tantos preconceitos, que nem mesmo aceita te ouvir! O cara pergunta, mas nem quer saber da resposta. Quer te convencer das idéias dele e pronto! Ou, então, quer apenas manifestar indignação quanto às leis ambientais...
Tento fazer educação ambiental sempre que posso. Mas confesso que desisti de fazer isso nas hostes familiares... Santo de casa não faz milagre.
Fico pensando na tristeza que era a vida dos Haitianos antes mesmo da tragédia... e penso que a morte não seria uma espécie de misericórdia de Deus para com muitos deles...
É o meu lado poliana tentando ver algo de bom na desgraça.
Mudei de estacionamento. O meu estava meio caro. Aumentou 70 reais de dezembro pra cá.
Curioso como uma pequena mudança (como a mudança de estacionamento) pode alterar a rotina! Pra estacionar no novo lugar, tenho de fazer um caminho totalmente diferente. Vejo coisas diferentes. Encontro pessoas diferentes. Enfim, tudo muda com uma mudancinha aparentemente insignificante.
O Migas sempre me dizia da importância de fazermos, todos os dias, novos caminhos... (pra ir à padaria, ao trabalho, ao cinema...)
Denise (não a mãe do Vy-Dan, de Brasília, mas a minha assistente aqui de Floripa) me contou que foi pra Minas, a um retiro evangélico. Eu contei a ela que, nas minhas férias, tinha feito também umas iniciações tibetanas... Daí expliquei pra ela como era cada uma:
- A primeira foi de Avalokitesvara, pra despertar a compaixão...
- Compaixão?
- É... pra gente se colocar no lugar do outro.
A Denise pensou um pouco, fez um ar sério, pensou de novo e falou:
- Se colocar no lugar do outro? Acho que pra isso tu nem precisas fazer iniciação. Tu já fazes o tempo inteiro...
Fui ontem ver o filme Lula - o Filho do Brasil. Fiquei decepcionada. Achei o filme feio, mal feito. Sem poesia. Acho que não gosto do Fábio Barreto. Mesmo a pobreza pode ser filmada lindamente (vide Central do Brasil...).
Bom, devo dizer que sou fã do Lula. Aliás, sou muito fã do Lula. O cara tem uma história incrível. Incrível! Não acho que seja um santo, nada disso. Não sou ingênua. Mas acho que foi o melhor presidente da história do Brasil.
E tive a oportunidade de ficar perto dele uma vez: é a pessoa mais carismática e simpática que já conheci. Dá vontade de ficar amiga imediatamente. Ele tem um jeitinho muito querido. Não dá pra explicar com palavras, só estando perto pra sentir...
Agora a Justiça Federal daqui não vai mais usar papel. Temos de nos adaptar, de nos acostumar ao novo sistema... Aprender a usar... Mas, uma coisa é certa, essa mudança significa deixar tudo muito mais ágil e ecológico.
A Denise bem que me falou, mas eu não acreditei. Achei que fosse coisa de mãe coruja.
Intimamente, fui ao encontro do Vy-Dan me sentindo a mais maluca (e excêntrica) das criaturas: afinal de contas, não é todo dia que você sai pra jantar com um menino de 16 anos! A Denise, sagitariana como eu, queria que eu conhecesse o filhote dela, que estava de férias em Floripa.
Eu sou meio tímida. Fiquei matutando como seria o encontro. O que eu iria conversar com um adolescente? Não tenho o menor traquejo com adolescentes, não sou modernete, não sei conversar sobre assuntos da gurizada, enfim... Além disso, nem tenho muita paciência.
Por outro lado, pensava no guri. Pensava no que estaria passando na cabeça dele, no mico de encontrar uma amiga da mãe, por insistência da própria. Imaginei ele falando pros amiguinhos: - Putz, tu não vais acreditar! Eu tive que encontrar uma amiga da mãe em Floripa! E, todo mundo em coro: - Amiga da mãe?!?!
Me resignei: - se for ruim, pelo menos sei que acabará logo. Dura o tanto de um jantar e pronto. Eu e ele estaremos livres e teremos feito a vontade da Denise. Será uma cortesia pruma amiga querida.
Mas... como na minha vida nada é normal, devo dizer que foi o encontro do ano! Ficamos batendo papo umas quatro horas! E eu nem precisava fazer esforço algum pro negócio fluir. O papo simplesmente ia rolando! Agradavelmente! E não era um papo qualquer... era um papo realmente interessante. Interlocutor perspicaz, que pontuava com ironia, bom humor, sagacidade.
Inteligente, querido, doce, educado e com espírito filosófico (aliás, ele é francês... francês combina com espírito filosófico, né?). Tem uma tremenda capacidade de abstração. Rápido, esperto, direto, cirúrgico. Enfim, o filhote da Denise é um prodígio!
O que era pra ser uma cortesia para a Denise foi uma grata surpresa e um grande presente para mim!
Ontem fomos ver uma banda argentina cover dos Beatles. Chama-se The Beetles. Até gostei, mas o John Bull tava cheio demais. E a melhor parte foi quando saímos de lá e fomos comer cachorro-quente (no meu caso, vegetariano, porque linguiça eu ainda não como... heheheh)
Incrível é o tamanho da cuia de chimarrão dos argentinos (e dos uruguaios). Minúscula! Toma-se num instantinho! Contei prum cara da loja do Mate que as nossas cuias são enormes e ele riu:
- É, vocês usam dois quilos de erva em cada mate!
No caso dos argentinhos, é um tisco. Cada cuinha! E a bomba também é diferetne, bem menorzinha, bem mais curta, sem aquela parte redonda. É um tubinho com furinhos.
Hoje o meu dia começou muito bem. Recebi visita da Maricotinha de manhã cedo! Ela tá cada vez mais linda. E fofa! E adora os gatos, faz carinho, fala com eles.
Acima, alguns cliques meus num fim de tarde em Ushuaia, a última cidade do mundo. Voltei meu olhar para as casas, os Andes, o Canal de Beagle. É uma geralzona na parte urbana, arquitetura, detalhes..
Hebe Camargo está com câncer. Quando li a notícia, tive uma certeza: ela vai se sair bem dessa. Não sou fã da apresentadora, mas de uma coisa estou certa: com o astral e a força que ela tem, vai superar a doença e dar exemplo pra muita gente.
Tenho um monte de fotos pra publicar. Mas às vezes a escolha delas demora tanto que acabo desistindo. Aconteceu isso com um monte de viagens que fiz... até mesmo a viagem pra Índia... Outras coisas vão surgind e perco o interesse. Às vezes não chegoa ver uma única vez as fotos que fiz.
Comprei três cds dos monges tibetanos. Depois vi que eram pirateados. Fiquei com umas crises de consciência... Era pra ajudar o mosteiro deles. Mas não sei se se justifica...
Uma amiga acaba de me contar no msn que vai fazer um cruzeiro católico. Chama-se Navegando com Nossa Senhora. Achei a idéia muito boa. Ela vai encontrar pessoas com a mesma vibe. Excelente!
Não sei o que acontece. Minha mãe não consegue comentar por aqui. Ou melhor, ela comenta, mas os comentários não aparecem!!! Não sei o que está havendo. Adoro receber os comments dela.
E nem é um problema do sistema de comentários, pois outras pessoas que comentam como "anônimo" aparecem...
Boris me mandou essa oração dos Nativos Norteamericanos. Faço uma tradução livre:
Grande Espírito,
cuja voz escuto nos ventos
e cujo alento da vida ao mundo inteiro
escuta-me
Sou pequeno e frágil e necessito força e sabedoria
Deixa-me caminhar na beleza e faz com que meus olhos
Sempre contemplem o por do sol vermelho e roxo
que criaste comigo.
Faz com que minhas mãos respeitem as coisas que fizeste
E aguça meus ouvidos para escutar tuas palavras e tua voz
Deixa-me aprender as lições que escondeste
Sob cada folha e cada rocha
Busco fortaleza, não para ser melhor que meu irmão
mas para lutar contra meu maior inimigo, eu mesmo.
Faz-me estar sempre pronto para ir até ti
Com mãos limpas e visão clara
Para que quando minha vida se vá
como o por do sol apagando-se
meu espírito possa ir at~e ti sem pudor.
Era um catamarã enorme, super luxuoso. A cabine do capitão era um arraso. Fui até a porta e dei uma espiadela. Ele me chamou pra entrar. Eu, meio sem jeito, entrei. Ele foi super simpático, me disse pra sentar na cadeira dele e fez a foto!
Perguntei pra Elena se ela sabe fazer chimarrão e se podia me ensinar. Ela respondeu que não era craque, mas que sabia. Eu disse pra ela que queria começar a matear, mas ela me advertiu:
- Olha, não pode tomar muito chimarrão que dá gastrite!
Nas minhas rezas, fiquei pensando sobre o Pai Nosso. Realmente é uma oraçao que diz tudo. E até fiz o meu proprio Pai Nosso, traduzindo cada um dos pedidos com as minhas palavras. Ficou legal, depois publico aqui.
No mesmo dia em que fiquei duas horas rezando (sem perceber), fiz duas iniciaçoes budistas tibetanas: Avalokitesvara (grande compaixao) e Tara Verde.
Entrei numa igreja em que havia Sao Francisco de um lado e Santo Antonio do outro. No meio estava Jesus. E no cantinho, uma Nossa Senhora. Comecei a rezar, rezar, rezar e nem senti o tempo passar. Quando olhei o relógico, duas horas tinham se passado! Rezei tanto! E foi tao bom!
Estou tentando descobrir meu estilo. Acho que é um estilo meio exótico. Comprei duas toucas muito lindas. Uma turqueza com roxo. E outra fucsia com verde. Lindas, lindas. Vou usar pra ir tomar café na lagoa com as minhas amigas fofas. hehehe
O frio acaba com a gente! Minha boca está destruída! E eu usei bastante protetor... Mas frio com vento... Nossa! Nao tem protetor que dê conta! Estou usando rescue cream, creme nívea... Tentando hidratar.
Viajei com uma mochila de 12 kg. E foi demais. Poderia ter viajado bem mais leve. Poderia ter tirado metade da roupa. Teve coisa que nao usei.
Viajei de mochila porque pensava em fazer uns trekkings longos, de travessia. Desses que você vai de um lado a outro e precisa, por isso, levar toda a sua bagagem (pois nao volta à origem). No entanto, acabei nao fazendo... Teria sido mais facil viajar de malinha de quatro rodas. De qualquer forma, mochila leve nao é um mau negócio.
O meu problema sao os livros. Sempre levo livros demais. E vou juntando papéis, folders, revistas de bordo (sou viciada em revistas de bordo... levo pra casa pra NUNCA ler. E vou guardando, empilhando...).
Sobre viajar sozinha, tenho pensado muito... Acho que é como na vida: dias bons, dias maus. Há de tudo. Vantagens e desvantagens. Às vezes, um tremendo bode. Noutras, tremenda liberdade. De tudo um pouco. E às vezes tudo junto. Enfim, uma aventura. Estar só consigo mesma.
Há quem diga que, se vc nao consegue ficar sozinha, é porque está em má companhia!
Enfim, fiquei listando mentalmente algumas viagens que fiz sozinha:
1998 - Recife
1999 - litoral norte da Bahia
2000 e 2001 -Nova York
2000 - Caminho de Santiago
2000 e 2008 - Chapada Diamantina
2008 - Anitapolis
2009 - Belem e Ilha de Marajo.
Acho que sozinha, sozinha, sozinha foram só essas... As outras foram com a Renata, o Migas, a Gra, o Fred, a Raphinha, o Marcelo, a Mamis...
Malas rìgidas nao sao boas porque nao permitem um bom aproveitamento do espaço interno. O melhor sao as boas e velhas malas molinhas, normais. As malas rígidas, além de mais caras, sao pesadas. Eu tenho uma malinha rígida de mao, samsonite, super bonita, prateada. Nao presta. Sempre tenho de despachar, porque ela pesa muito e acaba excedendo o limite da bagagem de mao. Além disso, se voce precisar "socar" coisas dentro dela, nao vai conseguir. As malas moles expandem.
De todas as malas, as melhores sao as médias, de quatro rodinhas. Faceis de carregar. E expansiveis.
O sistema de comentários está funcionando bem. O que nao aparece é o numero de comentários de cada post. Mas clicando em cima do "comente aqui", da pra ver os comentários.
Li um livro sobre viagens que dizia que você tem de descobrir quais sao seus interesses quanto a viagens. Se você gosta de culinária, por exemplo... pode viajar em busca de novos sabores. Nao precisa ficar vendo museu (se nao curte) apenas porque todo mundo vai àquele museu. Enfim, deve buscar os seus interesses da forma mais genuína e enfática possível. Só assim, faz sentido viajar. Nao pra agradar o outro, nao pra mostrar fotos. Viajar pra se autogratificar, pra ser feliz. Da melhor maneira que puder.
No meu caso, fiquei pensando que o que eu busco, com minhas viagens, sao ENCONTROS. Encontros com o outro, com Deus, comigo mesma. Busco formas novas de perceber o mundo.Busco outros angulos. E busco isso na natureza, nas trilhas, na arquitetura, nas pessoas, nos contatos (de qualquer tipo), na arte, nos lugares sagrados (que, no fim das contas, sao todos os lugares...).
Eu sentei num tronco de ávrore e fechei os olhos. Nao estava em lotus, nada. Só sentei, com as pernas cruzadas. Fiquei retinha, descansando, enquanto esperava pelos outros. O guia, um senhor de sessenta anos, mais ou menos, me disse depois:
- Tu nao viste, mas eu tirei uma foto tua, de Buda!
Fiquei de cara! De Buda! E eu nem falei nada pra ele que eu era budista... Aliás, eu aprendi com o Mestre Tokuda que isso a gente nunca fala... Deixa que percebam.
Duendes sao bonzinhos ou mauzinhos? O que você acha?
Voce sabia que Brownies sao tipos de duendes? E que o Saci tambem é um duende? E que em Portugal eles têm um duende chamado Fradinho das Mao Furada?
Eu conheci povos que acham os duendes super maus e os temem. E outros que acham que os duendes protegem a floresta. A Wikipedia diz que sao maus. Queria saber mais sobre fadas, duendes, salamandras, elfos, etc e tal.
Ouvi uma brasileira e um australiano tentando se comunicar. Estavam interessados um no outro. Ela disse que nao falava ingles muito bem. Entao eles iam naquela coisa da mímica... Lá pelas tantas, ele perguntou o que ela fazia. Ela respondeu, com sotaque americano:
- Eu faço dou-tou-rua-dou!
Ele: ahmmm?
- Dou-tou-rua-dou!
(e repetiu umas três vezes...)
Fiquei pensando com os meus botoes: só mesmo no Brasil pode acontecer isso... de alguém fazer doutorado sem saber falar inglês ou outra língua estrangeira.
Nao, nao é o iPhone. A maior invençao da humanidade sao os Parques Nacionais!!! Lugares lindos e bem cuidados (ao menos, deveriam ser sempre bem cuidados...).
No Brasil, acho que faz falta uma coisa muito importante: trilhas autoguiadas dentro dos parques. Há parques em que você até pode ir caminhar sozinho... mas, nesses parques, algumas vezes, há gente descuidada, baderna, lixo, etc. Deveria haver mais conscientizaçao: quando você entra no parque, ouve uma palestra.
No Brasil, vi isso em Abrolhos, que é um Parque Nacional Marinho no sul da Bahia. Lembro muito bem de ouvir do pessoal do parque que nao se devia usar protetor solar naquelas áreas, pois isso prejudica os animais... Lembro deles explicando que nao se tira concha, porque a concha faz o substrato marinho...que nao se pisa nos corais, porque isso mata os corais...
Já no Parque da Chapada dos Guimaraes, a Renata, eu e o nosso Guia tivemos que brigar com pessoas que quebravam árvores...
Fiz uma caixa de primeiros socorros para a viagem. Normalmente, nao faço. Confio que nao vou ficar doente e pronto. Mas como ia fazer trilhas, me meter no mato...achei que seria de bom tamanho. Em viagem internacional, tambem convem fazer um kit.
Quem "montou" o meu kit foi a Renata, enquanto tomávamos um café na Lagoa. Ela, eu e a Cláudia. A Renata, como se sabe, é quase médica...embora, de profissao, seja procuradora! hehehe Ela me disse várias coisinhas, até um antibiótico de amplo espectro, pra uma emergencia.
De tudo, só usei gelol, tilenol e nebacetin. Ainda bem!
Numa certa altura da viagem, precisei consertar os meus pés. Já estavam cheios de bolhas, machucados... Doíam pra caramba.
Sabe como se resolve uma bolha? Passando uma agulha com linha através dela. Isso faz com que a bolha seque sem doer. Agora vou incluir sempre agulha e linha na minha caixinha de primeiros socorros.
Aprendi esse truque no Caminho de Santiago, dez anos atrás. Mas nao cheguei a usar. Passei o caminho todo muito bem. Sempre passava vaselina nos pes (impede as bolhas) e usava duas meias (uma fina e uma grossa). So no finalzinho, la pela Galícia, é que tive uma bolhinha. Liguei pra minha vó Góia e contei... Ela ficou toda preocupada,tadinha. Até chorou.
O Dauro Veras adivinhou o destino da minha viagem. Eu dei algumas dicas no blog. E ele conhece o lugar. Entao, bingo! Descobriu logo, antes mesmo das fotos!
O Stjin disse que ficou tentando adivinhar, sem sucesso. Ficou fazendo um exercicio de juntar pecinhas.
Fui três dias seguidos a um restaurante muito bom. No terceiro dia, eles me deram uma taça enorme de cerejas frescas. Linda, linda! Disseram que tinham notado que eu ia sempre lá e queriam me fazer esse agradinho...
O agradinho veio em boa hora... depois de uma situaçao super estressante!
Eu quero uma casa no campo Onde eu possa compor muitos rocks rurais E tenha somente a certeza Dos amigos do peito e nada mais Eu quero uma casa no campo Onde eu possa ficar no tamanho da paz E tenha somente a certeza Dos limites do corpo e nada mais Eu quero carneiros e cabras pastando solenes No meu jardim Eu quero o silêncio das línguas cansadas Eu quero a esperança de óculos Meu filho de cuca legal Eu quero plantar e colher com a mão A pimenta e o sal Eu quero uma casa no campo Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé Onde eu possa plantar meus amigos Meus discos e livros E nada mais
Olha o que a Elena me fez! Fofa! E tem o post, lá no blog dela. Essa história do fantástico mundo da Giorgia é bem engraçada. Sempre que eu começava a "viajar" e falar umas coisas bem malucas, o povo ria e a Elena sentenciava: vocês já sabem, é o fantástico mundo da Giorgia... hehehehe
Nessa colagem, ela colocou um monte de referências legais, das coisas que a gente fazia e falava! Adorei! Foi um presentao de ano novo! Trouxe maravilhosas lembranças!
Quando a gente viaja, da pra aprofundar o conceito de hospitalidade... Há lugares em que a gente chega e se sente em casa, porque é bem acolhido. Há donos/as de hotéis/pousadas que têm o dom de acolher. Isso faz muita diferença em uma viagem. E muito mais diferença quando vc esta viajando sozinha!
É muito bacana quando você encontra alguém realmente solícito... profissionalismo é bacana, mas calor humano é ainda melhor! Somados os dois, você está no céu!
Eu estava numa cidadezinha minuscula. E que ventava muito. Estava de bodinho (adoro essa expressao, Renata´s copyright). Mudei pruma cidade maiorzinha e bem turística. Menos vento e mais astral.
Minha mae perguntou se eu tinha escrito no blog. Respondi que tinha escrito bastante. Mas informei que isso nunca é bom sinal. Quanto melhor estou, menos escrevo. Durante viagens, esclareço.
Mestre Tokuda me mandou um email em que ele dizia que é muito importante o contato com a natureza. Quando o Mestre Tokuda me fala algo, por mais simples que seja, por mais que eu já saiba, a coisa toma outras proporcoes. Ganha magnitude. É como se virasse um decreto! Um mandamento!
No comeco da viagem, eu nao puxava muito papo. Estava meio introspectiva, na minha. Agora estou bem mais falante. Acho que a solidao vai batendo e a gente acaba se abrindo mais. Ou se obrigando a isso.
Conheci uma advogada argentina com quem tive uma empatia imediata, imensa! Foi tao legal, tao legal, tao entusiasmante! Ela estava com o marido e dois filhos. Foi como se eu reencontrasse uma velha amiga. Trocamos email, telefone e combinamos de nos visitar!
Conheci um brasileiro que entrevistou o Dalai Lama. Disse que perguntou a ele o que achava de um comentario do Papa Joao Paulo II, segundo o qual o budismo seria uma religiao pessimista, que acreditava que a vida era sofrimento, etc e tal... O Dalai Lama ficou pensando. O entrevistador perguntou se ele queria pular a pergunta (pois a pergunta era, de certa forma, capciosa). O Dalai riu e disse que nao, que iria responder, mas que precisava pensar. E a resposta foi: - O Papa esta mal informado.
Nossa! Que resposta lapidar! Bem cuidada! Acho que nao poderia haver resposta melhor. E eu diria que nao so o Papa estava mal informado, como tambem muitos budistas... Ha muitos budistas que tem uma visao niilista do Budismo... como o uma religiao sem fe, sem Deus, sem devocao, sem amor, sem misticismo... Acho que o budismo pode ser perigoso para quem nao tem fe. Ha muito entendimento equivocado. Eu dou gracas a Deus por ter conhecido o Mestre Tokuda. Do contrario, o budismo seria, pra mim, um caminho para a infelicidade... uma via tortuosa que teria me tirado a fe e a esperanca.
Nuns dias chove, noutros dias bate sol... Literalmente. E nao so!
Ontem foi um dia sensacional. Hoje está mais light. Fui a um lago. Um lago bem bonito. O caminho para o lago também era bacana, bacanissimo. Mas o tempo nao colaborou muito. Atravessei o lago (com 300 metros de profundidade!) e subi num mirante, do outro lado. Bonita vista. Algumas cachoeiras desciam dos paredoes. Aguas dos glaciares.
Ya estoy en la mitad de esta carretera tantas encrucijadas quedan detrás... Ya está en el aire girando mi moneda y que sea lo que sea
Todos los altibajos de la marea todos los sarampiones que ya pasé... Yo llevo tu sonrisa como bandera y que sea lo que sea
Lo que tenga que ser, que sea y lo que no por algo será No creo en la eternidad de las peleas ni en las recetas de la felicidad Cuando pasen recibo mis primaveras y la suerte este echada a descansar yo miraré tu foto en mi billetera y que sea lo que sea
Y el que quiera creer que crea y el que no, su razón tendrá Yo suelto mi canción en la ventolera y que la escuche quien la quiera escuchar Ya esta en el aire girando mi moneda y que sea lo que sea