Apareceram hoje no Mosteiro um italiano e sua namorada peruana! Pessoas muito legais! A vida aqui muda a cada instante. Novos personagens aparecem, gente entra, gente sai. Tudo muda. Às vezes se sofre, às vezes se festeja, às vezes se leva bronca (eita!), às vezes se comemora... às vezes os egos entram em conflito, noutras congregam e confraternizam. Enfim, rola de tudo o tempo todo. Parece que o mosteiro é mesmo um lugar de auto-enfrentamento. Mas é divertido. Em determinadas situações, penso em ligar pra minha mãe!!! Mas não faço isso porque ela não merece ouvir minhas agruras.
Às vezes tenho a impressão de que estou aqui há um ano, tantas coisas que já me aconteceram!
Essas são as carpas tão queridas pelo Mestre Tokuda. Ele as trouxe do Japão. Estão temporariamente no templo de Pico de Raios, mas irão para Eisho-Ji, Pirenópolis - GO. O pessoal por aqui gostou tanto delas que não quer deixa-las ir embora. Eu as fotografei no amanhecer, dia desses...
Coisa mais querida! Alguém o apelidou de "O pequeno Buda". É o Mateus, de Montes Claros. Estuda Ciência das Religióes na faculdade e quer ser monge. Algo me diz que isso vai acontecer...
Ricky Martin assumiu sua homossexualidade. Que coisa boa! Pra ele, que deve estar se sentindo aliviado, sem precisar mascarar isso - e pra todos os homossexuais. Deve ser muito duro ter de camuflar a orientação sexual. Acho que foi um ato de coragem, pois ele é um popstar, um sex symbol... Isso poderia comprometer sua imgem pública, seu ibope com as mulheres, seus patrocínios... Os gays do mundo deveriam render um tributo a Ricky Martin! Poderiam fazer isso comprando um CD, por exemplo!
Mestre Tokuda não está no mosteiro. Foi pra BH ontem. Não sei ao certo quando volta.
Hoje na hora do almoço no mosteiro foi muito interessante. Eu perguntei à monja tenzô (cozinheir) o que havia no feijão.
Ela respondeu: - Bardana! (eu nunca tinhacomido bardana) E brincou: - É rabo de porco!
Eu repliquei: - Rabo de Porco Vegetal!
E nós rimos.
Dali a pouco, uma praticante perguntou do que era o bolinho. A monja tenzôi disse que era de arroz.
Uma outra monja deu uma bronca na praticante (que é aluna dela):
- Não pode perguntar, tem de comer e pronto! Sem perguntar! Comer o que lhe dão.
Ela: - Ah, a Giorgia também perguntou.
A monja: - Ela está errada.
Um outro monge (diretor), pouco depois: - Do que é .. (outro prato)? (acho que ele fez pra provocar, nao sei)
A praticante: - Viu? (para a monja que tinha dado a bronca, no sentido de que os monges veteranos também perguntavam sobre a comida)
A monja da bronca: - Isso não muda nada!!!!
Depois, uma outra praticante não queria comer broto de bambu. Estava com ansia de vomito quanto ao bambu. O monge diretor obrigou-a a comer. Ela comeu e quase passou mal. Ele foi bem duro com ela. Ocorre que outro dia, esse mesmo monge, junto com outros dois não haviam comido uma salada de fruta que tinha melancia... (eu e Terezinha tinhamos feito essa salada, com as frutas que tínhamos...) Enfim... As regras valem às vezes.
Na hora da refeição, essa monja que foi dura por conta de havermos perguntado sobre a comida, cometeu um erro: levantou a tigela em oferecimento na hora errada.(A TV estava filmando)
No final da refeição, numa parte de reza em que só o condutor fala, essa monja (e o outro monge direitor, que havia obrigado a praticante a comer), erraram... e rezaram junto com o condutor.
Ou seja, todo mundo ali havia cometido uma série de erros.
Aí no final, depois de observar tudo isso, eu falei uma coisa... Falei em voz baixa e calma (embora não seja esse o meu estilo... normalmente sou mais enérgica, mais yang...). Eu disse "o nosso problema aqui é que todo mundo ta com os olhos voltados para os erros dos outros e ninguem olha pra si mesmo..."
A monja tenzô, de forma compassiva, disse: - Ah, mas pode corrigir, é assim mesmo! Isso é a nossa sangha (o nosso grupo budista)
Eu: - Se cada um estivesse atento e preocupado consigo mesmo, não haveria o que corrigir...
Ontem e hoje vim pra Ouro Preto para finalizar uma apelação. É um processo bastante difícil, do qual eu fiquei encarregada durante as minhas férias. Foi uma tremenda dor de cabeça, uma preocupação constante e diária. Mas hoje ficou pronta. Finalmente!
Conselho bacanudo do Monge Marcos, numa troca de emails:
"A gente tem pouco tempo nesta vida, se pudermos devemos sentar o que conseguirmos, como dizia o Mestre Dogen, que também sentou a vida dele toda, como todos os mestres zen, que quer dizer sentar por sinal, dhyana, zen, quer dizer sentar em meditação, curioso né?"
Comprei um livro dos 1000 Budas. Lindo de morrer. Dei pro Nando. Comprei outro. Dei pro Monge Tabajara. O Mestre Tokuda me havia pedido e eu não tinha dado pra ele! Mas o Tabajara é escultor... Tive de dar! Tabajara é um monge muito querido. Foi pedreiro, garçon... hoje é um grande artista, um escultor com um estilo próprio, inconfundível. Os Budas dele são budas brasileiros, que adquiriram nossas características... muito interessantes, são afro-budas, pra mim. Estou encantada pelo Tabajara e por sua arte. Tenho 2 Budas dele em casa. E vou ter mais um. Sou fã de carteirinha. Taba é o máximo! Acho que ele é o primeiro escultor de arte budista brasileira. Vai ficar na história, Taba, o monge zen escultor das Geraes.
Meu ex-estagiário me contou uma coisa muito legal. Viu uma construtora derrubando umas árvores. Ligou pro IBAMA, pra FATMA e pra FLORAM. Conseguiu que os fiscais da FLORAM (órgão municipal de meio ambiente) fossem lá e impedissem o corte!
Isso é cidadania. O resto é diletantismo. Uma pessoa pode, sim, fazer a diferença. Não precisamos de grandes atos. Precisamos, cada um, fazer aquilo que está ao nosso alcance. Assim o mundo será melhor, muito melhor!
Hoje tem uma rede de televisão filmando lá no mosteiro. Vão passar o dia lá. Mestre Tokuda não está, está em BH. A jornalista foi super simpática comigo, me convidou pra ficar lá com ela... mas eu disse que tinha de vir a Ouro Preto fazer um trabalho... O programa dela era de literatura e pareceu bem interessante.
Ouro Preto parece mesmo um cenário. Não parece de verdade. Lembro da primeira vez que vim aqui, onze anos atrás, com o Migas. Ele não gostou. Dizia que parecia de boneca.
Hoje foi dia de festança. Amanhã é dia de folga (shikunichi, dias terminados em 4 e 9). Não estamos tendo muitas atividades de mosteiro. Apenas três sessões de meditação por dia, uma cerimônia matinal e muito samu (trabalho). É mais um "encontro", como disse o Mestre Tokuda. Penso que a ideia é muito mais compartilhar da presença do Mestre (que é uma coisa muito legal e enriquecedora).
Eu tenho feito massagens com o Tarota. Tarota é um japonês que apareceu por aqui. É massagista. Dos bons! Sempre que posso, faço uma sessão com ele. Mas Tarota é concorridíssimo! Todo mundo quer fazer massagem com ele.
Hoje ele fez uma muito doída (de doer) nas minhas costas. Disse que o meu ponto problemático é exatamente o mesmo do Mestre Tokuda. Ai, ai!
Mosteiro parece uma coisa meio BBB. Outro dia perguntei pra Valéria:
- Quem entra hoje? Quem sai?
- De onde? - reperguntou ela.
- Do nosso BBB Mosteiro, uai!
Ela caiu na gargalhada. Mas é BBB Mesmo. É uma coisa incrível. Incrível como as pessoas se pegam por tudo e por nada! Incrível o quanto se estressam! É engraçado ver o quanto é difícil a convivência entre as pessoas E tudo por causa do ego! Acontece cada coisa! Embora todos estejam ali por vontade própria e possam sair no momento que bem entenderem, parece que estão mesmo em confinamento.
Todo dia entram e saem pessoas. Como o Mestre Tokuda se dispôs a ficar aqui um tempo, os discípulos entram e saem, conforme sua disponibilidade de tempo, férias, etc. Então conforme muda a "fauna" local, muda a energia, muda a dinâmica das relações, muda tudo!
Hoje fiquei bastante triste porque a Monja Terezinha, de Goiânia, foi embora. Terezinha é um exemplo pra mim, ela aceita as críticas e palpites não solicitados com uma tremenda paciência e placidez... Parece que ela é alguém que já ultrapassou bastante essas coisicas do ego. Ela consegue "não-reagir" a provocações. Sempre aprendo muitas coisas com ela. É uma amiga querida.
Ontem eu tinha perdido outra companhia maravilhosa de Mosteiro, a Mary Angela. Ela não é monja (ainda). É de Montes Claros, norte de Minas, lugar distante de tudo (segundo me explicaram). Mary Angela é psiquiatra e professora universitária. E dona da melhor receita de bolo de banana que eu conheço. É uma querida! Gente finérrima! Educada, gentil, atenciosa, bom coração. Excelente pessoa. Eu já a conhecia do ano passado. E este ano passsei a gostar ainda mais dela!
Daí fiquei de bodinho um tempo... "perdi" duas amigas queridas num curto espaço de tempo! Mas felizmente chegou Monja Ivone, da Bahia, outra amiga bacana. Ivone tem um email chamado "alegria zen". De fato, ela traz alegria. Tem uma energia bacana.
Daqui a uns dias chega o Dieguito, do Rio, da nova geração do zen "tokudista" brasileiro. Hoje tive a alegria de trocar muitas idéias (foi dia de festerê no Mosteiro) com dois outros membros da new generation: o Mateus (o pqueno Buda) e o Daniel. Fofíssimos. Mateus quer ser monge. Tem só 18 anos. E estuda Ciência das Religiões na faculdade. Filho de mãe sagitariana. Tem cachinhos ruivos e é uma gracinha. Sempre sorrindo. Um amor. Já o Daniel, bem mais compenetrado, é professor universitário (de música), violonista clássico, com olhos vivos e briantes, de uma doçura incrível. Dois amores, esses meninos mineiros. Ah! Daniel tem 29 anos - e parece 18.
Em contraste com essa nova geração, tem a "velha guarda": hoje rimos muito com a Rosângela Matos, que se autodenomina, uma "dinossaura do zen". Bom, se ela própria não dissesse que é dinossaura, ninguém acreditaria, porque ela é muito bonitona e está em excelente forma. Ela é da turma que começou a praticar zazen com Mestre Tokuda em 1976!!!! Ou seja, quando eu tinha 2 anos de idade! Rosângela é uma "historiadoria"do Zen! Memória viva da trajetória do Mestre Tokuda. E ela é uma gracinha. Sempre bonita, toda arrumada, sorridente e loira! Gente fina, não faz intriga, nunca fala mal de ninguém, não fofoca, nada disso.
Uma gracinha também é a Cláudia Travassos, médica da FIOCRUZ e irmã da Patrícia Travassos. Cláudia é doce, elegante e educada. Gosto de estar com ela, a energia é bacana. Mas ela vai embora amanhã!
Hoje também foi embora Monja Elvira, que é boliviana. Elvira é muito legal! Tem muita energia, força e fé! Ela perdeu um filho de 17 anos. Disse que depois disso, nada mais a assusta na vida. Elvira é muito determinada, organizada, eficaz! Pinta e borda! No melhor sentido! Ela fez um trabalho incrível sobre as cerimônias e sutras. E não pensou duas vezes na hora de compartilhar. Ela é uma alma generosa, compassiva. E ao mesmo tempo vibrante e alegre, como deve ser um verdadeiro praticante zen! Elvira tem 60 anos (como a Terezinha), mas parece MUITO MENOS! Aliás, meditação é o maior rejuvenescedor que eu conheço! Gente do Zen, que pratica mesmo, parece sempre mais jovem!
Enfim, eu poderia ficar aqui falando horas sobre os "personagens" do BBB Mosteiro (Mini Angô 2010), mas falo agora daqueles que mais me tocam no momento.
Hoje as energias se renovaram aqui no Mosteiro! As carpas nadam alegres no céu de estrelas. A luz da lua invade todos os espaços. Houve uma batucada: apresentação de Taiko! E um brinde com bom champagne francês (trazido pelo Mestre Tokuda).
Parece que o som dos tambores chegou aos céus. E voltou sob a forma de good vibes!
Outro dia, Mestre Tokuda foi me apresentar pro Monge Tabajara (que eu já conhecia):
- Essa é minha filha!
- Que filha bonita, parabéns! - disse o Tabajara.
- É minha filha - repetiu o Mestre Tokuda.
- Do Rio de Janeiro? - perguntou Tabajara.
- Florianópolis - eu disse.
- Florianópolis, não. Floripa! - concluiu o Mestre Tokuda.
Não conheço lugar no mundo com mais moço bonito que Minas Gerais! É uma quantidade absurda! E eu não sou opinião isolada... amigas de outras paragens concordam comigo.
Hoje foi o primeiro dia de Shikunichi no nosso Mini-Angô de Pico de Raios, Ouro Preto. Shikunichi é o dia de "descanso". Mas Mestre Tokuda explicou que não é bem descanso: é lavar roupa, raspar a cabeça (no caso da nossa Sangha, só vale pros homens), etc. E continua tendo samu (trabalho externo).
Na manhã de hoje, ajudei a Monja Magda no almoço (Mary, eu e Paty, em conjunto). Ela preparou um banquete mineiro: angu, quiabo, couve... O almoço ficou delicioso. Estava animado, divertido.
À tarde, desci a Ouro Preto. Chegando lá, encontrei Mestre Tokuda logo que desci do ônibus! Então o convidei prum sorvete. Ele aceitou. Logo em seguida, encontramos Elvira (nossa monja boliviana!) e Wilda. Saracoteamos um pouquinho por Ouro Preto. Fui com Mestre Tokuda ver umas fotos numa loja.
Almoço (e tarde!) ótimos em Macacos, BH, no Restaurante Jerimum. Do meu lado, Camila. Na minha frente, Tati e ao lado dela, Cristiana. Meninas incrivelmente fofas! (fofas = inteligentes, agradáveis, descoladas, bom papo, etc, etc etc!)
Certa vez, uma amiga minha teve um diagnóstico de depressão (pânico, na verdade... mas a médica disse depressão para não assustá-la). Minha amiga vestiu preto e cinza. E incorporou a depressão. Ficou péssima. Entrou no meu carro cabisbaixa e contou a notícia. Disse que ia ter de tomar remédios... Eu resolvi dissuadí-la da ideia.
Liguei pra minha mãe e pedi umas dicas. A partir daí, montei um programinha bem bacana pra ela, que incluía um monte de coisas: florais, yoga, comidas amarelas, meditação zen, roupas coloridas (ela guardou todas as roupas de cor preta e cinza) . Também peguei um livro que tinha recém-comprado e dei pra ela ler. O livro chama-se Um mês para Viver (Kerry e Chris Shook) e tem uma lição por dia.
Minha amiga seguiu o programinha à risca. E em um mês tava com a vida transformada. Não precisou de remédios, nem nada disso. Renasceu das cinzas!
Outro dia falei com ela sobre isso... ela confirmou os bons resultados. Então resolvi publicar aqui.
Estou há uma semana num hotel em que ocorrem muitos congressos. Quando cheguei, era o das professorinhas super simpáticas (Dirigentes da Rede Pública Muncipal de Ensino - ou algo do gênero). Agora é o dos senhores gordinhos com camisetas esportivas (Congresso Nacional dos Cronistas Esportivos). É assim, a fauna vai mudando... o ambiente do hotel, também. E eu já estou me sentindo quase moradora deste lugar!
Ontem Camila Jardim (agora a Camila vai sempre com sobrenome, pois há outras Camilas que lêem o blog) me levou a Inhotim. Passeio absolutamente sensacional! O tipo de programa que agrada QUALQUER pessoa, por mais exigente que seja. Não tem erro. É uma coisa do outro mundo! Uma espécie de disneylandia cult! Pensei na Renata e na Grazzi... Mas qualquer pessoa amaria Inhotim! É um centro de arte contemporânea misturado à natureza, com arquitetura esplendorosa. Uma coisa super bem feita, de primeirissimo mundo. Nunca vi nada parecido aqui no Brasil. Vale a passagem de qualquer lugar do Brasil para Minas Gerais. Pra mim, o passeio do ano. Estou boba.
A Ila Fox fez uma completa cobertura fotográfica e, quando der tempo, publico o álbum aqui.
Fizemos algumas fotinhas na loja e na casa da Dani - que é uma mocinha muito estilosa (ela é designer... ser chique, elegante e moderna é pré-requisito, né?).
Para ver as fotos, clique aqui. E se quiser saber mais sobre ela, vá à última página da Revista Bons Fluidos deste mês.
"Coisa de Ovelhinho": expressão cunhada pela Ila pra definir gente atrapalhada. Ovelhinha é quem precisa de um pastor. De vez em quando eu faço alguma coisa (ou conto algum causo) e a Ila sentencia: "coisa de ovelhinho."
O ovelhinho, caso, é o marido dela, o RicBit. No meu caso, não sou um ovelhinho, mas uma ovelhinha. E o meu "pastor" não é um marido, mas a minha queridíssima amiga Rê, que vive me colocando nos eixos. Isso quando ela não fala "sua songa monga!" eheheheheh
A Ila é uma fofa. Tira um monte de fotos. E mal chega em casa, descarrega as fotos e manda pra gente! Uma amada! E que agilidade! Gostaria de ter essa presteza... prometo mandar foto pra todo mundo e acabo não mandando. Aliás, na maioria das vezes, nem consigo VER as fotos (como aconteceu em diversas viagens...).
Obs.: Não confundir Ila com Camila. Nem Camila com Dani. Nem Ila com Nalu. Os nomes se parecem de leve, mas são mocinhas singulares e únicas!
Logo que cheguei a BH, a Camila me mandou um ótimo roteirinho cultural para ser feito nas imediações do meu hotel, no centro da cidade - enquanto ela trabalhava. O roteirinho parecia coisa de revista. Ela indicou tudo, até lugar pra almoçar e tomar um cafezinho... Eu fui seguindo à risca. E foi uma delícia! A Camila é uma guria muito legal!
Senti uma espécie de retorno do carma, pois também gosto de ser assim com as pessoas que vão a Floripa. Gosto de ajudar, de cuidar, de tratar bem, de dar boas dicas, de carregar pra cá e pra lá... Sinto prazer e alegria nisso. Agora a Camila tá fazendo tudo isso comigo... É uma coisa muito legal ser acolhida dessa forma.
Imagine a situação: você está longe de casa, numa situação esquisita, sem programas e um pouco perdida. Daí "acontece" a Camila: uma pessoa super solícita, prestativa, carinhosa e amiga! É um presente de Deus.
Bem, a foto acima foi feita no antigo Instituto Moreira Salles (que hoje tem outro nome), pela Marcela, monitora da exposição, um amor de menina, outro anjinho que atravessou meu caminho por esses dias cheios de luz.
Encantador. Talentoso. Sensível. Educado. Culto. Elegante. Inteligente. Gato. Em ótima forma. Bem sucedido. Viajadíssimo (89 países!!!!). Descolado. Querido. Atencioso. Etc, etc, etc.
Pois é. Ele existe. Tem foto pra provar. Não é lenda. É o Paulo Rezende. (evidentemente fora do mercado!)
Ah, pera! Ele não é exibido, mas eu sou. E não posso perder a chance de contar uma boa história: o Paulo já conseguiu desviar a rota de um jato para sobrevoar o EVEREST! É mole ou quer mais? (bom, tem mais, pensando bem, tem mais: esse jato tá à disposição dele...)
Fui à palestra do Mestre Tokuda com as minhas já queridas amigas Dani e Camila. Pegamos um trânsito terrível, mas conseguimos chegar em tempo. A palestra ainda não havia começado. Ufa!
Depois da palestra, eu estava torcendo para jantar com o Mestre Tokuda. Mas não queria nutrir expectativa demais para não sofrer. Daí fiz uma oração pra Santo Antônio:
"- Oi, Santo Antônio! Eu gostaria muito de jantar com o Mestre Tokuda, mas se houver alguém que precise mais da companhia dele do que eu, tudo bem, providencie para que ele jante com essa (s) pessoa (s). Mas se não, por favor, intercedei por mim pra que ele jante conosco."
Havia muita gente na palestra, muita mesmo. Quando acabou, todo mundo queria falar com ele, bater foto com ele, abraçar, beijar, conversar. Nós esperamos um pouco. E quando eu pude, convidei ele pra jantar. Ele disse que queria jantar, mas que achava que não ia dar porque tinha compromissos, convites, etc.
Eu ia levantar acampamento... Mas a Dani e a Camila quiseram ficar... Fomos ficando, ficando, ficando... Até que o Mestre Tokuda veio até nós e combinou que iria jantar conosco.
Esse japinha fofo é o Gael, filho da Nalu e do Norberto. Ele é uma gracinha... Uma criança calma, sossegada, sorridente e feliz. Vai no colo (veio no meu, numa boa).
A Nalu me mandou um email, eu liguei pra ela. Como ela tem bebê, peguei um taxi e fui visitá-la. Foi muito agradável. A Nalu é muito gente fina, mas isso eu já sabia, não foi surpresa. Surpresa foi o Norberto, maridão dela, super origamista (além de bom pai, bom marido, tão atencioso com a Nalu e o Gael! O Tarik eu não vi porque estava na escolinha).
Origamis como os dele eu só havia visto em livros e na internet! Nunca assim, ao vivo! Incríveis. O Norberto é muito, muito talentoso (habilidoso e inteligente). No começo, achei o Norberto muito quietinho. Mas depois, quando o assuntou rumou pro Origami, o Norberto já tava quase uma matraca! heheheeh
Olha, última observação: eu poderia morar na casa da Nalu - ou ela na minha - sem que estranhássemos nadinha - dada a enorme quantidade de livros (e de informação em geral) que tem nas nossas casas!
Olha nós aí! Camila, yo e a Alda, irmã da Aldaneire! Seguimos a dica do Barão e fomos ao novo restaurante indiano que inaugurou em BH. Pedi pra trocar de mesa e sentar perto do Buda (especialmente para a foto do blog).
Foi uma enorme surpresa quando Alda me ligou hoje pela manhã! Fiquei muito feliz! Minha história com a Alda é bem engraçada: sem conhecê-la (nem mesmo virtualmente) eu a "convenci" a fazer um blog! Fiz isso por meio de sua irmã, Aldaneire.
Alda é uma querida. Pessoa totalmente do bem! Bom astral, boa energia. Gentil pra caramba, me trouxe um livro chamado "Deus te abençoe".
Amém, Alda! Que Ele nos abençoe. Hoje e sempre. Namastê!
Essa minha vida maluca... cheia de coisas malucas! Ainda bem que eu tenho testemunhas. Porque às vezes eu mesma duvido do que me acontece...
Estávamos a Camila, a Dani e eu num restaurante japonês sofisticado e o garçon, no final, falou: - Você é muito simpática! Gostaria de tirar uma foto com você.
E lá fomos nós, de iPhone a postos, tirar a foto. Eu gostei, né? Porque adoro coisas inusitadas.
Dei meu cartão para ele, com o email, pra mandar a foto.
Não consigo atualizar este blog em tempo real. Ontem aconteceram muitas "coisas" boas: encontro com Nalu, Norberto, Gael, Dani, Camila... Hoje, com Mestre Tokuda. Alda ligou. Enfim, muita coisa acontecendo. As atualizações aqui estão bem atrasadas. Mas prometo que virão.
Chegamos a BH e alguém sugeriu que ele se hospedasse no Formula 1. Como já fiquei (bastante) no Formula 1 de São Paulo, fui logo falando:
- Esse hotel é muito ruinzinho. Em SP , o da Consolação é usado como motel porque é barato e fica em local central... Também é usado por prostitutas... É de alta rotatividade, não é muito limpo, cheira meio mal... (e lá fui eu reclamando, reclamando).
- Ah, é? Então é nesse hotel que eu quero ficar!
Gargalhada geral, eu com cara de tacho e a pessoa que sugeriu o hotel toda faceirinha. Fiquei bastante chateada, pensei na tremenda falta de consideração que é deixar uma pessoa de mais de setenta anos num hotel daqueles... Eu nem cogitaria essa possibilidade, levaria ele direto para um hotel bom, em que ele tivesse telefone no quarto, um frigobar para poder tomar uma água à noite se quisesse, serviço de quarto para poder pedir um chá, carregador de mala, algum espaço (os quartos do fórmula são minúsculos, os banheiros, menores ainda...). Enfim, como eu viajo muito, penso que é preciso algum conforto... sobretudo se você for ficar vários dias. A falta de conforto só se justifica se você realmente estiver sem grana. Aí, tudo bem, você fica onde o orçamento alcança (já fiz isso muitas vezes).
Pois bem... ele ficou por lá e isso me deixou completamente sem chão. Contei pra Rê a história e ela concluiu:
- Acho que ele não liga pra isso. Ele quer te mostrar que não liga pra isso. Ou talvez haja aí alguma lição a ser aprendida, alguma lição que você ainda não percebeu...
Pode ser, Rê... Fiquei pensando nisso. Pode ser aquilo de "aceitar o que cai na tijela" (de mendicância dos monges), ou de não fazer discriminação. Ou de grande humilidade (afinal, ele é um dos maiores mestres zen do mundo e está se hospedando numa "quase-espelunca"). Pode ser uma lição pra eu deixar de ser bocuda (afinal, falar aquilo na frente de quem sugeriu o hotel não é uma grande ideia, não é mesmo?). Pode ser tantas coisas...
Outra coisa que me ocorreu como lição, pensando agora: "o peixe morre pela boca" - se eu tivesse ficado quieta, poderia ter ficado com ele no Formula 1 (faria um sacrifício, embora não goste nada daquele hotel, só para ficar mais tempo junto dele...). Mas depois de ter detonado o hotel, pegava muito mal ficar.
Enfim, a pena por falar demais foi ficar três dias sem falar com o Mestre Tokuda (só depois desses três dias é que tomei coragem).
Estou ouvindo batucada japonesa (Percussion - Japanese Traditional Muisc - Gion Bayashi, Chichibu-Yatai Bayashi, Kanda Bayashi) que o Mestre Tokuda trouxe do Japão pra Valéria.
A Renata manda em mim! Estava eu no Rio... seis da tarde, entrei na internet.
- Giorgia, vá já caminhar!
- Ah, tou com muito sono, preciso dormir, o meu vôo veio de madrugada, estou cansada...
- Dorme à noite, vai agora caminhar!
- Ah, Rê...
- Anda, Giorgia. É fim de tarde, você está no Rio de Janeiro, põe teu tênis, sai dessa internet e vai caminhar já!
Quem resiste à força dessa guria? Lá fui eu, de Copacabana ao Leme, bem obediente.
Ila fox e eu na sorveteria Easy Ice. Se não tivesse a palavra Ice, a gente não adivinharia que é uma sorveteria. Tem um painel com uma foto de sorvete muito estilosa. Gostei mesmo dessa sorveteria. Fiz várias fotinhas...
Quanto à Ila, é covardia tirar foto ao lado de uma mulher tão bonita! Não vale...
A Ila é uma fofa, fez a cobertura fotográfica e paparazza dos nossos passeios, engenhosamente pensados pela Camila, que é uma anfitriã nota dez, super atenciosa e com extremo bom gosto.
Não via o Mestre Tokuda desde segunda. Achava que tinha levado um "perdido" dele e que não o veria tão cedo. Estava bem triste. Não sabia sequer quando ele iria pro Templo, pra iniciar o treinamento. Daí tive a ideia de passar no hotel dele e deixar um recado. Alias, passar no hotel dele para me certificar se ele ainda estava em BH, afinal eu não sabia do seu paradeiro. Mestre Tokuda é um sagitariano com ascendente em sagitário, ou seja, um espírito livre...
Comecei a escrever o bilhetinho, mas não sabia realmente o que dizer. A primeira coisa que me veio na cabeça foi:
"Oie, Mestre Tokuda, tudo bem? Já resolvi as coisas no cartório. Tá tudo certo. Se precisar de alguma coisa de mim, estou no hotel tal, rua tal. Grande abraço, gasshô, Giorgia."
Mas não era isso o que eu queria dizer... realmente não era isso! Eu queria era encontrar com ele! E essa coisa de "se precisar de mim" é bobeira, pois ele não iria, por certo, precisar de mim... Mestre Tokuda é um cidadão do mundo, um homem viajado pra caramba, se vira bem em qualquer lugar e não precisa de babá...
Então, num lapso temporal que não durou mais de dois segundos, eu reformulei meu bilhetinho e escrevi assim:
"Oie, Mestre Tokuda, tudo bem? Ainda estou em BH. Se o senhor quiser me convidar pra fazerguma coisa, vou ficar bem feliz. Estou no hotel tal, rua tal. Grande abraço, gasshô, Giorgia."
Mais tarde, estava jantando com a Camila e a Dani e o telefone toca. Era ele, me convidando pra almoçar! Super querido e gentil.
Nada como ser direta, não é mesmo? A gente tem de falar exatamente o que quer! Se eu tivesse mandado o primeiro bilhete, certamente o Mestre Tokuda não entraria em contato. E eu ficaria frustrada. Comunicação clara é tudo.
Juro por Deus: eu não gosto de aparecer. Nem profissionalmente. Nunca dou entrevista, não alardeio minhas eventuais façanhas, não mando pro site da AGU (nem da nossa procuradoria, nada). O único lugar em que me dou essa liberdade de aparecer "despudoradamente" é aqui, no blog, lugar umbiguista por definição, diário pessoal. Fora daqui, procuro o anonimato porque considero holofote muito prejudicial.
Mas mesmo sem querer, acabo aparecendo. Involuntariamente. Hoje fui almoçar pela segunda vez no restaurante macrobiótico e o dono veio me mostrar uma reportagem de página inteira num jornal importante daqui sobre o Mestre Tokuda. Eu boto o olho e o que vejo? O meu nome, em negrito e bem saliente. Tinha uma parte com quatro frases sobre o Mestre Tokuda. Uma delas, de minha autoria. A jornalista pegou no livro Amigos do Tokudinho, com certeza... pois não dei qualquer entrevista.
O problema dessa coisa de aparecer é que os outros ficam incomodados... E já começam a falar, julgar, ter ciúmes... Ai, ai, ai!
A Camila (de preto) nos levou à Praça do Papa (onde João Paulo II rezou missa). Lugar lindo de morrer, com uma super vista e BH. Ventinho frio. Pedimos a um guri que estava com a namorada que nos fotografasse. Ele foi super gentil. Não fez só uma, fez várias. Até com a máquina enviezada. Um amor. No final, agradeci à namorada por nos tê-lo emprestado.
"Irei até onde o ar termina. Irei até onde a grande ventania se solta uivando. Irei até onde o vácuo faz uma curva. Irei onde meu fôlego me levar". Clarice Lispector
Olha aí nosso blog encontro de BH! Foi no Café com Letras, na Savassi.
Aconteceu de forma não-programada, totalmente inusitada. E deu muito certo! O encontro era com a Camila (de preto) e a Dani (que não tá na foto). Daí o Paulo ligou mais ou menos no mesmo horário. E a Ila "se convidou". E foi ótimo!
A Camila já protagonizou um post aqui do blog. Estivemos as duas na mesma missa no Mosteiro São Bento, em São Paulo, pouco tempo atrás. E ela me reconheceu, mas não chegou a falar. Depois, viu um post sobre essa missa no blog e perguntou: - Você não estava de vestido marrom?
A Ila Fox e o Paulo são velhos amigos meus da blogosfera. Não sei precisar há quanto tempo, mas já se vão muitos anos. Com o Paulo, era conversa e mais conversa, quase todo dia... Ele nos EUA, eu em Floripa. A Ila é sócia do blog, comenta sempre e muito.
Faltou a Dani, mas ainda vai rolar.
E tem muito mais gente em BH! Estou aguardando o contato.
Escrever neste blog é, às vezes, muito terapêutico. Há momentos em que eu, simplesmente, não consigo! E quando consigo dar vazão (após esses períodos contidos), fico bastante aliviada...
Uma coisa bem engraçada que tenho notado aqui em Minas: os homens sempre perguntam "cadê seu marido?". Querem logo saber se você é comprometida! E olham muito. Parecem romanos: olham com atitude! Muito mais que em Floripa, por exemplo. Mas Floripa não é parâmetro, pois é uma cidade preponderantemente gay.
Este blog é realmente muito chique. Desculpe dizer, mas é. Você faz um comentário sobre impostos e ganha, de presente, dois comentários de um Procurador da Fazenda Nacional!!!!!! É mole? Vou começar a ficar (mais) besta.
Tive uma conversa muito engraçada com um taxista em BH. O cara era legal, gente boa. O papo fluiu. Ele me perguntou:
- Por que você está trocando de hotel?
- Ah, esse daí até que é legal... mas é que eu sou meio fresca.
- Ah, parece mesmo!
- Puxa, mas que sinceridade! - respondi rindo
- Que é que eu vou fazer se parece?
Depois:
- Nossa, você é mesmo uma mulher com muita personalidade?
- Você acha mesmo?
- Acho. Muita personalidade!
- Por que você diz isso?
- Ah, você é daquelas pessoas que olham no olho e não desviam...
- Acho que você anda treinando pra psicólogo, hein? Ou tem bola de cristal..
- Ah, taxista vê de tudo... aprende a decifrar as pessoas - concluiu ele.
Um outro Buda que encontrei na Livraria da Travessa foi o Bruno. Uma gracinha. Jeito de anjo. Muito atencioso, simpático, gentil. Fiquei impressionada. Realmente impressionada. Da última vez que fui lá, ele embrulhou cuidadosamente o enorme calendário do Buda que eu ia levar pro Mestre Tokuda. Com jeito e capricho emendou duas sacolas... Um amor de menino.
Ao lado dele, havia um outro funcionário bem mal humorado, pouco educado... Era um contraste que saltava aos olhos. E ele tão doce, tão querido... Como voltei várias vezes à Livraria da Travessa, acabamos ficando conhecidos, digamos assim. E lá pelas tantas ele me perguntou se eu era de Santa Catarina! Perguntei como ele sabia... Era pelo "visse", "fosse", "fizesse"... Pra minha mais absoluta surpresa, aquele menino fofo era de ARARANGUÁ! (cidade próxima da minha, no Sul de Santa Catarina).
Naquele dia em que almoçamos juntos em Ipanema, parecia que o Nando estava com olhos especialmente orientados para encontrar Budas. Foi incrível... Ele encontrou o livro dos 1000 Budas (lindo!) e um calendário sensacional (enorme) com maravilhosas imagens de Budas.
Resolvi comprar um desses para mim. Logo depois, Nando e eu nos despedimos e encontrei Maria do Carmo. Falei a ela que precisava comprar umas flores para a Denise (estava hospedada na casa dela). Depois, tive um palpite e consultei a Maria do Carmo:
- Você acha que a Denise iria gostar de ganhar um calendário desses?
Maria do Carmo me responde enfática:
- Giorgia, quem é que não gostaria de ganhar uma coisa dessas?????
Voltamos lá na Livraria da Travessa. Compramos mais um calendário. Tomamos o ônibus e fomos para a Nossa Senhora de Copacabana encontrar o Mestre Tokuda. Quando ele viu o calendário, ficou maluquinho por ele... e me pediu! Eu tentei dizer que não podia dar, pois iria dar para a Denise e o Mestre Tokuda argumentou:
- Não, a Denise não vai se importar, eu já comprei lagostas para ela...
(Foi engraçadíssimo vê-lo argumentar dessa forma... ele realmente queria o calendário!)
Como ele queria muito (e o Mestre Tokuda não é disso, na verdade sempre deixa de lado os presentes que ganha, é muito objetivo quanto ao que quer e ao que não quer...), eu disse pra ele que voltaria à Livraria da Travessa para comprar outro... Ele disse que poderíamos comprar quando voltássemos ao Rio, dali a vinte dias... Disse a ele que só havia mais um lá. Então ele concordou que eu fosse...
Estou com um projeto pessoal de colocar mais música na minha vida. Boa música induz estados especiais. Algumas músicas fazem com que eu me sinta mais autoconfiante (ou mais moderna, ou mais romântica, ou mais descolada, ou mais alegre, mais sexy, mais segura, mais criativa, ou com mais energia, ou mais conectada com o Alto... enfim!). Sinto que a música me faz brilhar por dentro.
Estava com o Nando na Livraria da Travessa, em Ipanema, e ele encontrou esse livro. Muito bacana, com muitos Budas, nas mais variadas posições, fazendo diversos mudras... Budas tailandeses, indianos, chineses, japoneses, coreanos... Muito lindos! Eu disse ao Nando que iria começar a desenhar budas. Ele se entusiasmou com a idéia. E me explicou que uma boa técnica para aprender a desenhar, é desenhar de cabeça pra baixo... Como estou fora de casa e fora da rotina, ainda não comecei a implementar meu projeto-de-desenhar budas...
Recebi dois convites para ir pra Sampa. Dois convites completamente diferentes entre si. Mas acho que permaneço um pouco maisem BH. E depois, vejo o que vai acontecer...
Jorge Drexler lança novo disco! Hoje. A capa é uma cama desarrumada. Quem me conta a novidade é a Denise de Brasília, mãe do Vy-Dan (hehehehe), sempre antenada!
Meu reino pelo novo CD do Drexler! Já decorei todas as outras músicas... preciso de músicas novas!
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos". A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5(dois quintos) de nossa produção.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!
Estive em BH umas seis vezes... não mais que isso. Mas ainda não saquei qual é a de BH. Não entendi bem o espírito da cidade. Hoje um taxista me disse uma coisa que já ouvi muito: se a tua cidade tem praia, BH tem bar! Essa é mesmo a fama: a cidade tem uma vida noturna bacanuda. Mas ainda não experimentei. Sei pouco de BH. Tem uma praça que acho linda, com edifícios antigos e modernos (um cheio de curvas, maravilhoso, que me parece ser do Niemeyer). Dez anos atrás fui na Pampulha (adorei!!!), mas não sei se fui ao Museu da Pampulha. Tenho uma irmã que mora aqui (faz medicina), mas não consegui contato com ela. Vamos ver como vai ser esta estada involuntária na capital mineira... Prometo que conto tudo por aqui!
Fui ao cartório pegar um negócio da SSZB e vi uma igreja. Achei bonita e pensei: amanhã cedo vou lá. E fiquei pensando qual a surpresa que essa igreja iria me preparar (as igrejas sempre me apresentam surpresas mágicas!). Hoje fui de novo ao cartório e passei na igreja. Entrei por uma porta traseira lateral... e quem estava lá, exatamente ao meu lado? O Sagrado Coração de Jesus (de quem sou devota fervorosa, até cumpri aquela promessa, a grande promessa, dos nove meses de missa na primeira sexta-feira). Inacreditável! Olhei para a igreja e vi que havia seis portas. E eu entrei justo pela porta do Sagrado Coração! Eba!
Resolvido o probelma do touchscreen (ou screen touch?): basta colocar uma senha no celular e ele não vai mais ficar ligando "sem querer" para as pessoas, que acabam por ouvir longas conversas minhas... Acontece sempre. Às vezes estou com a Renata e o telefone dela toca. Sou eu! O meu telefone, de dentro da minha bolsa, começa a ligar pra ela. Outro dia, eu estava nos Vigilantes do Peso e o meu telefone ligou pro Henrique (o meu ex-chefe). Pra minha mãe também já aconteceu (e ela ouviu uma conversa que tive com o Migas no carro!). Enfim, acontece toda hora!
Eu tinha percebido que a Rapha sempre digita a senha no celular dela. Agora no Rio vi o Nando fazendo o mesmo. Realmente é indispensável. O iPhone deveria vir de fábrica com isso, sem a gente nem precisar configurar...
Pra mim, uma das coisas "mais-tristes-do-mundo" (que exagero, que exagero...) é desperdiçar as férias. Pra mim, as férias são um bem precioso, preciosíssimo. Cada segundo é esperado ansiosamente. Cada semana pode render uma grande viagem...
Cheguei em BH logo cedinho. Saí do Galeão às 6:30 da manhã. Acordei às quatro... Tinha ido dormir às duas. Foram duas horas de sono. Estava podre. Mas mal cheguei no hotel (às dez e meia), escrevi para a Ila Fox, velha amiga de internet. E coloquei um posto dizendo que adoraria encontrar gente de Minas (joguei minha garrafinha ao mar). A Ila respondeu no mesmo minuto e combinamos de almoçar. Meio dia e Meia estávamos às duas lá no restaurante japonês do Shopping Pátio Savassi (no bairro onde a Ila mora).
O encontro foi muito legal. As coisas fluiram muito facilmente, como acontce com os velhos amigos. Embora a gente nunca tivesse se encontrado antes "ao vivo", isso não fez a menor importância! Nem sei bem o que escrever do nosso encontro! (depois eu escrevo!)
Pois bem, lá pelas tantas, a Ila me olhou e disse "Giorgia, você está dormindo!". De fato, eu estava. Morrend de sono. Falei pra ela. Fomos embora, combinando de nos falar mais tarde ou de fazer alguma coisa...
Antes de chegar no Hotel, passei no cartório (pra resolver um negócio do Zen) e na farmácia (estou meio doentinha). No hotel, abri o laptop, vi um recado bem legal da Camila e escrevi pra ela convidando-a para jantar. Caí de lado (como num filme), com o laptop aberto junto ao meu rosto. Acordei apenas às onze e pouco...
Vi que a Camila havia respondido logo em seguida... E havia mandando um segundo email confirmando... Estou MORRENDO de vergonha. E muito chateada. Pensei que fosse dormir só meia horinha, uma hora no máximo. Mas apaguei. Nem a fome me fez acordar.
Confirmei recentemente uma suspeita que tinha há tempos... a de que não existem muitas possibilidades de comunicação inter classes sociais. As pessoas da mesma classe possuem uma espécie de código de conduta que as faz reconhecerem-se entre si. Entre classes, pode haver cortesia, gentileza, atenção, boa educação... mas a comunicação me parece dificultada. Criar laços, fazer amizade... enfim, isso fica meio inviável. Os assuntos não são os mesmos, os referenciais não são os mesmos, enfim... Evidentemente há excções e a classe média - a que eu pertenço - é muito mais aberta à miscigenção. Já a classe alta (alta mesmo) é outro planeta - bem mais estanque - assim como a classe baixa.
Hoje eu tive uma espécie de insight sobre a necessidade de ver o lado bom de cada pessoa... Senti uma espécie de amor, não sei bem explicar... mas senti a necessidade real de buscar amar cada um.Senti isso depois de falar ao telefone rapidamente com uma pessoa que eu havia brigado um ano atrás. O papo flui fácil. E eu me senti aliviada por isso...
Acho impossível ser apaixonado (a) por SP e RJ ao mesmo tempo. Não dá. É incompatível. Quando me apaixonei pelo Rio, me desapaixonei por SP... E hoje em dia, vou a SP, gosto de SP, mas aquele encanto acabou...
"Você não precisa procurar o amor. O amor está presente, porque Deus está presente; a força da vida está em toda parte. Nós, seres humanos, criamos a história da separação e procuramos aquilo que acreditamos não ter. Procuramos perfeição, amor, verdade, justiça; e procuramos sem cessar, embora tudo isso esteja dentro de nós. Tudo está aqui; para enxergar só precisamos abrir nossos olhos espirituais"
Ontem fomos ao cine (Rê, Sinara e eu) ver o filme "Simplesmente Complicado". Filme divertidíssimo, rimos até não poder mais! Fotografia linda! Super bem feito! Meryl Streep e Steve Martin estão sensacionais! Dirigido por uma mulher (a visão é super feminina... o que faz toda a diferença!). Só tem um problema: o filme faz uma certa apologia da maconha... você pode sair do cinema cogitando a possblidade de virar um maconheiro eventual.
“Se não puder fazer do caminho do seu semelhante um jardim florido, pelo menos, não semeie espinhos, pois você certamente retornará por ele”. Soélis Sanches
Leitora acaba de reclamar, na caixinha de comentários, que ando publicando textos longos (e chatos) de autoria de outras pessoas, contrariando a minha "marca registrada" que é a de escrever textos curtos e impactantes, que fazem pensar, refletir e questionar.
Primeiro: obrigada pelo elogio. Acho que tenho essa característica (qualidade e defeito simultaneamente) da síntese. Gosto de sintetizar as coisas. Monja Magda me disse isso (como elogio) no sesshin de Carnaval... No entanto, às vezes acho que se perde um pouco por sintetizar demais. Acho que eu poderia desenvolver mais algumas coisas, sem ir direto ao ponto...
Segundo: sobre os textos longos "e chatos": evito textos longos aqui, justamente porque acho que foge um pouco à idéia de "post". Mas os que publiquei foram textos que gostei e vi por bem compartilhar. É claro que cada leitor terá sua própria opinião a respeito. Gostar, não gostar, adorar, detestar... é de cada um, não é mesmo? Apenas para exemplificar, o Dauro Veras, jornalista premiado e leitor antigo deste blog, me disse na sexta-feira, via gtalk, que havia adorado o texto sobre a raiva e também aquele sobre as pessoas bem resolvidas... A Alda espalhou em sua newsletter... Recebi emails agradecidos. Enfim, é impossível agradar a todos os gostos.
Outra coisa importante: nem sempre eu tenho o que dizer. Nem sempre tenho inspiração. Nem sempre tenho ânimo, vontade, força e fé... Nem sempre consigo escrever. Nem sempre processo bem os meus problemas e consigo fazer deles uma limonada que resulta em post... Às vezes, não posso dizer coisas que adoraria. Além disso, nem sempre tenho tempo. Adoraria que fosse diferente!
Recebi o texto abaixo o Dani Angheben como sendo do Jabor, mas acho que não é (não que eu goste - ou desgoste - do Jabor, mas penso que não é o estilo dele). De qualquer forma, achei válida a reflexão, apesar dos clichês.
O SEXO ATUAL
O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer.... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível..
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama .... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas....
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in....
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz! Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
Dia desses fiquei assistindo a um vídeo de surf na academia, enquanto ouvia meu audiobook. Era surf em Noronha. Altas ondas azuis! Deu vontade de virar surfista... Me arrepia a sensação de estar surfando um tubo! Deve ser um deleite indescritível deslizar sobre o mar...
Fui pesar a manga no supermercado e o menino colocou manga comum, só que era manga rosa... Eu avisei. Ele brincou: - Ah, se você deixasse a outra seria melhor... mais barato!
Eu: - Ah, a gente deve sempre fazer a coisa certa!
Ele: - Nem sempre, nem sempre...
Eu: -Deve sim... Deus retribui! (foi a única coisa que eu pensei na hora que pudesse falar para sensibiliza-lo)
Ele: - A senhora é evangélica????
Hoje, na portaria do meu prédio...antes de sair pra malhar. Estava linda. Mas o telefone (ou o meu olho) não conseguiu captar exatamente o que ela mostrava...
César, eu, Elena e Rê, no dia da despedida da Elena, no Kampai, no alto do Morro da Lagoa (repara a vista, que linda...). Melhor lugar impossível para a despedida da Elena, pois quando ela morava aqui, nós vivíamos na lagoa... quase todo dia!