Quero recomendar um livro muito legal. Ainda não comprei, mas vou comprar o quanto antes. Chama-se "O Poder dos Salmos". A autora é Celina Fioravanti. Editora Pensamento. Explica para que serve cada Salmo, como rezar, coisa e tal.
Acabo de voltar do Congresso Mundial de Direito dos Animais e Bioética. Volto alamarda, pasma e, devo dizer, decepcionada!
Não sabia disso, mas existe, no Direito Animal, uma "briga" com o Direito Ambiental. Ouvi do Advogado do Sea Shepherd, ENFATICAMENTE em sua palestra, o seguinte: 'eu defendo a vida, não os ecossistemas'. E isso estava escrito em destaque no seu powerpoint.
Fiz uma intervenção.Perguntei a ele: Como se pode defender a vida sem defender os ecossistemas? Ao defender os ecossistemas marinhos você não estaria defendendo também os golfinhos? E ao defender os golfinhos não esta defendendo os ecossistemas? O que são os ecossistemas? Os ecossistemas não são vida? É preciso distinguir entre ecossistemas e
vida? Onde fica o conceito de interdependência? Há que se fazer uma escolha? São os ecossistemas uma categoria abstrata? Um mal a ser combatido?
Enfim... o cara não soube responder. Me pareceu mais uma frase de efeito. Ele disse que cada vida era importante e ele se sentia melhor pensando que iria defender uma vida. E que o Direito Ambiental não se preocupava com coisas pequenas, com uma vida...
Eu repliquei dizendo a ele que movo ACPs para recuperar 0,25 hectare de Mata Atlântica...
Enfim, não entendi essa "guerra" contra o Direito Ambiental e contra os ecossistemas.
Mais tarde, conversando com uma outra pesquisadora, descobri que parte do enorme equívoco e preconceito existentes vem do livro do Fiorillo (pra mim, o PIOR livro de Direito Ambiental de todos os tempos). O livro do Fiorillo, de caráter estritamente antropocêntrico, defende a farra do boi, as rinhas de galo, enfim... Isso causa revolta e furor nos defensores dos animais que - por ignorância - acabam rejeitando o Direito Ambiental...
Ler a Bíblia é muito gostoso! Eu havia esquecido disso. É mesmo bom! Você começa a ler uma coisa e dá vontade de ler outra, outra e outra... Sempre tenho uma sensação ótima quando leio. Parece que uma aura de luz me envolve e que Deus me manda exatamente as palavras de que preciso ouvir.
Hoje li Romanos 8, 28-39 que diz, dentre outras coisas, que "tudo concorre para o bem dos que amam a Deus", "Ninguem pode impedir o projeto de Deus", "Se Deus é a nosso favor, quem estará contra nós?", "Quem poderá nos separar do Amor de Deus?"
Li também o Salmo 84 e destaquei uma parte que diz: "Felizes os que encontram em ti a sua força ao preparar sua peregrinação: quando atravessam vales áridos eles os transforma em oásis, como se a primeira chuva os cobrisse de bênção".
E em Josué, 1,9:"Sou eu que estou mandando que você seja firme e corajoso. Portanto, n tenha medo e não se acovarde porque o Senhor seu Deus você aonde quer que você vá".
Eu lei a Bíblia e sublinho as partes que mais me tocam. Aprendi na Oficina de Oração.
Hoje quase fui a uma manifestação chamada Mc Dia Infeliz. É uma manifestação contra o McDonald's no seu McDia Feliz, em que eles doam um percentual para crianças que sofrem de câncer. O problema é que o discurso é insidioso, faz associar a imagem deles com a solidariedade no combate ao câncer quando, na verdade, o tipo de comida que eles servem pode causar câncer, faz mal às crianças.
Não fui ao protesto porque tivem um certo receio de ser presa.
Hoje comi Acarajé, Abará (ambos com muiiiita pimenta!) e Bolinho de Estudante. Vi o sol se por na Baía de Todos os Santos ao som de um bom (muito bom!) Jazz. A vida é bela!
Não é muito do meu feitio ficar falando mal da terra dos outros. Mas como eu me sinto quase uma baiana, vou falar. O campus Ondina, da UFBA é uma coisa feia de doer. Bagunçado, caótico, caindo aos pedaços, sujo, cheio de lixo... E, ainda por cima, em obras.
Outra coisa: eu achava impossível cidade alcançar Floripa em termos de tratamento descortês. Mas Salvador, de fato, supera!
Encontrei o Jonas (o procurador que conhece todos os Parques Nacionais!!!!) no elevador e ele perguntou:
- Tua mãe tá bem?
- Tá sim! Tu conheces a minha mãe?
- Não... Mas tu falas tanto dela!
Hoje fui à oficina deixar meu carro e o moço da oficina me atendeu muito bem. No final, perguntou:
- Você não é filha da Benilda?
- Sou sim!
(sempre que alguém pergunta isso, eu sei que vem coisa boa, porque a minha mãe espalha o bem aonde passa, ajuda muita gente, faz a vida das pessoas um pouco melhor... ela se dedica a servir, esse é o sentido da vida dela - a partilha)
O menino abriu um sorrisão e contou: - É que a tua mãe tinha um grupo de jovens, o Amor Exigente, e eu fiz parte por anos! Conheço as tuas irmãs, a Gra e a Rapha! Quando eu vi teu nome, eu disse: - Ah, vou atender essa moça e fazer um preço bem bom pra ela! É filha da Benilda!
Mais uma turminha bacana. O primeiro, da esquerda para a direita, é o Emanuel, Procurador do Estado de SP, super jovem, inteligente, articulado, membro do IBAP (=gente interessante), fã do Guilherme Purvin (compartilho a tietagem, também sou fã do Guilherme, que é um jurista idealista como poucos, efetivamente comprometido com as grandes causas). Emanuel é paulistano de origem baiana (o que já diz muito sobre a pessoa!). Adorei conhecê-lo. Já estamos amigos e fundamos uma lista de discussão chamada Ecolóquio! Ainda está em fase embrionária, mas vai ser bala!
O segundo é o Carlos Peralta, procurador da fazenda costarriquenha que mais parece um carioca! Fala com sotaque e tudo! Ninguém diz que o cara é da Costa Rica! Não é ambientalista, é tributarista. Mora no Rio, onde faz doutorado.
Depois de mim, vem o Bruno, procurador federal da área ambiental, meu colega. Já fomos juntos pro Mato Grosso, cobrar multa dos maiores devedores (A Renata também tava nessa!). Multa pequena eram 700 mil reais! Ao lado do Bruno, está a Profa. Heline, organizadora do simpósio (excelente simpósio!). Heline é doutora em Direito Ambiental, professora da PUC-PR e da UFSC. Sua tese de doutorado foi sobre os transgênicos. Ela escreve muito bem!
Ao lado da Heline, uma pessoa muito, muito especial: o Reginaldo - leitor deste blog! Gente finíssima, professor da Universidade de Chapecó, doutorando da UFSC, super descolado, divertido e cheio de ideias bacanas! Daquelas pessoas pra muitos, muitos papos!
Os dois outros colegas são de Chapecó, mas não deu tempo de conhecê-los.
Agachado, o Orlindo, advogado capixaba, altamente gente boa, muito engraçado - embora esteja, atualmente, do lado negro da força (advocacia empresarial, cargas de madeira da Amazônia, coisas assim... heheheheh - estamos tentando convertê-lo ao nosso ambientalismo ingênuo!).
Estou com vontade de usar aparelho. A dentista (gente finérrima, super sensata, profissional, competente pra caramba e nada dinheirista - além de não ortodontista) me disse "você não precisa... mas faz uma tremenda diferença! Vai ficar com um sorriso lindo!"
Cabei de "chupar" uma ideia interessante de um livro que estou lendo: ripar todos os meus cds para um HD externo, concentrando ali toda a minha discoteca. Fácil de carregar, pequena, prática. Tudo backupeado! Não correria o risco de ter todos os cds roubados (como aconteceu, certa vez, com a minha mãe). Além disso, poderia fazer minhas próprias listas de música, para ouvir certas seleções. "Compilações de músicas são criativas e significantes em sua própria essência~(Lawrence Lessig).
Pois é! O povo pediu tanto que me obriguei a copiar aqui a "Pequena Pedagogia" da Oficina de Oração. É pra ler todo dia antes de começar a rezar. Ensina qual a atitude que se deve ter ao rezar e ao ler a Bíblia. Aos poucos, vou transcrevendo mais coisas. Mas insisto: se você realmente se interessar, procure um grupo. Vale muito a pena!
Pequena Pedagogia
(para meditar e viver a Palavra)
Frei Ignácio Larrañaga
Preparação
1. Procure ter a alma vazia, aberta, tranquila, sem ansiedade, em serena expectativa, pois é o Senhor que vem, em sua Palavra e ao seu encontro.
2. Uma vez escolhido o texto e depois de invocar o Espírito Santo, faça uma leitura lenta, muito lenta, com pausas frequentes, pensando que Deus esta falando a você neste momento, com estas mesmas palavras que você está lendo.
3. Tem de ser uma leitura desinteressada, sem buscar utilidade alguma, como solução de problemas, doutrinas ou verdades... O Senhor se manifestará livremente segundo os desígnios e projetos que tem para sua vida.
Leitura Escutada
4. Enquanto vai lendo lentamente, escute a Deus: é o Senhor que está falando de pessoa a pessoa. Estas palavras tão antigas, o Senhor as está pronunciando, para vocë, neste momento. Escute-O com atenção receptiva e serena, sem nenhuma ansiedade.
5. Não pretenda entender intelectualmente o que está escutando; não se esforce por buscar tanto o que signfica esta frase, que quer dizer este versículo, mas o que o Senhor está querendo dizer a vocë com essas palavras. Se algumas expressões não lhe dizem muito, não as entende, não fique perdido nem ansioso, passe adiante com calma e liberdade.
Detalhes práticos
6. Pode acontecer que algumas expressóes o comovam, despertando em voc^ressonâncias profundas e desconhecidas. Detenha-se aí mesmo, dê voltas em sua mente e em seu coração, remoendo, ponderando e saboeando essas expressões. Tome um lápis e as sublinhe e escreve à margem uma palavra ou uma breve frase que sintetize aquela impressão.
7. Quando, na leitura escutada, aparecem nomes próprios como Israel, Jacó, Samuel, Moisés... substitua-os pelo seu próprio nome, pensando e sentindo que o senhor está se dirigindo a você pelo seu nome próprio.
8. Se a leitura não lhe diz nada, fique tranquilo e em paz. Pode acontecer que essa mesma passagem, lida em outro dia, lhe diga muito. Acima da nossa atividade humana está o mistério da graça que, por essência, é imprevisível. A hora de Deus não é a nossa hora. Nas coisas de Deus é necessário ter muita paciëncia.
9. Não se esforce tanto por captar e apreender exatamente o significado doutrinal da Palavra, mas sim procure meditá-la gozozamente, no coração, como Maria, dando-lhe voltas na mente, deixando-se inundar por dentro das vibrações e emoções que se desprendem da proximidade de Deus. E conserve a Palavra, quer dizer, permita que continuem vibrando em seu interior ao longo do dia.
Salmos
10. Os Salmos não se lêem, se rezam. Anote em seu caderno os Salmos que lhe dizem mais, classificados segundo diferentes sentimento scomo admiração, gratuidade, compreensão, louvor...
Esforce-se por sentir com toda a alma o significado de cada frase, identificando sua atenção e emoção com o conteúdo das expressões, dizendo-as com o mesmo tom interior que sentiam os salmista.
Coloque-se imaginativamente no coração de Jesus Cristo e trate de sentir o que ele sentiria ao pronunciar as mesmas palavras. Com a ajuda do Espírito Santo, trate de identificar-se com a disposição interior de adoração, assombro e ação de graças do coração de Jsus, no espírito dos samos.
Compromisso de Vida:
11. Procure questionar sua vida à luz da Plavra, aplicando permanentemente a Palavra escutada à situação concreta de sua vida, perguntando a cada momento o que Deus está me dizendo nesta frase, para minha vida, em que sentido os critérios divinos encerrados nessta Palavra interpelam meu modo de pensar e atuar, em que aspecto devo mudar, que faria Jesus em meu lugar? Na medida em que sua mente se adapte à mente de Deus, você será discípulo do Senhor. Se em qualquer momento da leitura escutada seu coração sentir o impulso de orar, deixe-o livremente desabafar com o Senhor.
12. Em resumo:
Ler a Palavra lentamente
saboreá-la gozozamente
meditá-la cordialmente
aplicá-la diligentemente
Que a Palavra seja para você
lâmpada que ilumine seu caminho
pão que alimente sua alma
fogo que incendeie o fervor
rota que conduza à salvação
pulsar que anime seu espírito
vida que jamais acabará.
Ontem almocei com um amigo advogado que é discípulo do Sai Baba. Foram momentos maravilhosos! Sabe aquelas pessoas com excelente energia? Que só te passam coisas boas? Foi assim. Ele me colocou pra cima, falou montes de coisas bacanas, interessantes, ideias para o futuro, conselhos! Depois do almoço, tomamos um café ali no Cervantes e eu fui trabalhar feliz da vida. Como é bom estar perto de gente assim, tão do bem!
Minha mãe fala que a gente tem de ser assim, do tipo "Não tem tempo ruim". Não ficar se lamentando, falando de problemas, discutindo terríveis questões existenciais, falando da crise climática, da corrupção, da política, das mazelas da democracia, da morte da bezerra... e bla bla bla... Ela diz que lembra de pessoas para as quais "não tinha tempo ruim" e que essas, sim, eram pessoas boas de se estar... Sempre lembro desse conselho.
Alguns leitores me pediram pra colocar aqui dicas da Oficina de Oração. Tudo bem, mal não vai fazer. Mas não é o ideal. Eu não sou guia das Oficinas, não tenho as devidas credenciais. E, além disso, tem Oficina de Oração em todo o lado. O melhor é participar das Oficinas. É só uma vezinha por semana e objetiva ensinar a orar, ou "progredir na arte da oração". Eu recomendo a participação. É algo muito legal, prático. Dá dicas. Toda semana há indicações de textos bíblicos e orações diversas. Recomenda-se, no mínimo, meia hora por dia para estar com Deus. Preferencialmente pela manhã. As oficinas duram 16 semanas e ensinam várias modalidades de oração. A modalidade da primeira semana é a "leitura rezada". Para mais informações, recomendo googlar.
Uma das orações desta Semana chama-se Paz:
Senhor!
Enche de esperança o meu coração
E de doçura os meus lábios!
Põe em meus olhos a luz que acarcicia e purifica
Em minhas mãos o gesto que perdoa
Dá-me valentia para a luta
Compaixão para as injúrias
Misericordia para a ingratidão e a injstuça
Livra-me da inveja
E da ambição mesquinha
do ódio e da vingança
E que, quando eu voltar hoje para o calor da minha cama
Possa, no mais íntimo do meu ser
Sentir que estás presente.
Amém
Eu tou tão cansada, mas tão cansada, mas tão cansada... que hoje saí da massagem (ótima massagem!) morrendo de dor nas costas! Ou seja, nem com massagem resolve...
Ontem fiz uma coisa boa, diferente. Saí pra jantar com o Marcelo, a Rá e a Maria Clara. Foi super legal. Tomamos sopinha e comemos uns sanduíches divinos! É bom estar em família! A gente tem de aproveitar esses momentos... aproximar-se, confraternizar, estar juntos!
A Rê me convidou e eu topei. Convite pra rezar eu aceito sempre! Começamos ontem. É a Oficina de Oração, do Frei Ignácio Larrañaga. Já fiz essa oficina uns dez anos atrás, porque minha mãe também fez (sempre ela, tendo ideias, começando a fazer as coisas... e eu vou atrás). A Oficina de Oraçãde é um jeito de se aproximar de Deus. Ensina métodos, técnicas, jeitos de rezar...Minha mãe, desde que fez a Oficina, lê a Bíblia todo santo dia... É bastante interessante, tem tarefinhas para casa e tudo o mais...
A Raphinha pensou que eu tivesse tirado do google a foto do cafezinho com bom dia. Mas não! Fui eu mesma que fiz essa foto no aeroporto de Floripa, uns dias atrás! Ficou bonita, né? Um bom jeito de começar o dia...
A Mia parece um ursinho de pelúcia. Vai pro meu lado na cama. Se eu a puser debaixo do cobertor e abraçar a bichinha, ela fica ali a noite inteirinha. É uma gatinha muito sossegada. Tá sempre perto de mim, me agradando, onde quer que eu esteja. Banheiro, banho, cama, cozinha. Não sei se esse "grude" é um traço típico dos siameses... pode ser, porque o Chico e a Clarinha nunca foram assim.
Mais algumas Anotações da Degustação
(Não garanto que estejam certas!)
1) Vinho rosé combina com: salmão, comida thai, alho, curry, ostras gratinadas, queijo, marisco com molho vermelho, mostarda, polvo, paella, espaguete com frutos do mar, cítricos, sushi e atum. Vinho rosé é um vinho de origem provençal.
2) Diz-se que os vinhos ruins têm aroma foxado. Foxado vem de fox = vinho com cheiro de raposa molhada.
3) A lágrima mostra o corpo do vinho. Quanto mais lágrima e mais próximaas lágrimas, melhor é o vinho.
4) Sente-se o doce do vinho na ponta da língua, o salgado e ácido nas laterais e o amargor no fundo.
5) Mosto = uva esmagada. Terroir = as condições da terra, clima, chuva, frio, umidade, etc de um determinado lugar,o que vai infuenciar na qualidade do vinho.
7) É típico do chardonnay = maçã verde e abacaxi. O tannat tem aroma/sabor (?) animal! (yect!)
8) Quando roda na boca o vinho branco, ele não pode ser muito ácido. E os tintos não podem ser muito tânicos.
9) Vinhos brancos devem ser bebidos ainda jovens, com no máximo 2 anos. Salvo exceções (vinhos de guarda). Bebem-se os brancos a 8 graus. Quanto mais jovem o vinho, mais baixa a temperatura.
10) Quanto mais longo, melhor o vinho.
11) Muita acidez ou amargor mostra o desequilíbrio do vinho.
14) Vinho é pra dar prazer, não frescura. Ninguém deve virar um enochato, ne ficar neurótico na busca dos aromas. Nem ficar se exbindo. Cada um beb o que gosta, quanto gosta, o que pode pagar, quando pode pagar. Sem ficar se cobrando, nem cobrando dos outros. Degustar é descobrir o maior número de sensações possíveis numa taça e vinho. Mas sem neuras!
Ontem iniciei um curso básico de vinhos. Algumas semanas atrás eu havia feito uma aulinha no Instituto Cervantes, mas sem degustação. Essa de ontem foi com muita degustação. Adorei um rosé francês cor de salmão. Na verdade, fiquei apaixonada pela cor!!!!
Sobre espumante: quanto mais bolhinhas, melhor! Quanto menores forem as bolhinhas, melhor. Quanto mais tempo permanecer a coroa (de espuminha), melhor! O Brasil, a gente sabe, anda famoso por produzir bons espumantes. E por um bom preço. O contrário de espumante é vinho tranquilo!!!! Ou seja, os vinhos todos que a gente toma (não espumantes) são tranquilos...
Você não deve lavar taças de espumante com detergente ou passar álcool porque a taça fica muito limpa. E isso impede as bolhinhas. Esquisito, né? Mas foi o que o profe explicou.
Aprendi a distinguir vinhos de mesa de vinhos finos: os vinhos de mesa são feitos de uvas niágara e híbridas, enquanto os vinhos finos são feitos de castas europeias (essas todas que a gente conhece dos rótulos:Merlot, Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah, Chardonnay, Pinot Noir, etc).
Para degustar você roda o vinho na boca, engole, solta o ar e sente o gosto. Se o gosto confirmar o aroma, aquele é um vinho harmônico. Tem de observar o sal, o doce, a acidez e o amargor do vinho.Cada parte da língua é responsável por uma desses sabores.
O pão serve pra limpar o paladar. Água, não. Nem toda a água serve. A água preferida dos enófilos é a água mineral italiana San Pelegrino/Panna. Essa, sim!
Beba a água na mesma proporção do vinho - pra não ter ressaca.
O mais importante foi que aprendi a observar algumas coisinhas, que quero aprimorar com o tempo.
Lá no lugar do curso tinha vinhos de 1700 reais, por exemplo... Penso que eu nunca teria coragem de tomar um vinho desses... Mas tudo é uma questão de referencial. Se eu tivesse mais grana, talvez não achasse isso nada do outro mundo.
No curso do Cervantes, o professor disse que o melhor lugar para aprender sobre vinhos é a Internet!!!! Ele disse que tem tudo, basta querer estudar!
(Daniel, se você ler esse post e quiser me corrigir ou acrescentar algo, agradeço!)
Interessante observar os mapas de desmatamento na Amazônia. Diz-se que a Amazônia sangra pelas estradas. É fato. O Estado do Amazonas, quase sem estradas, é muito menos desmatado que o Pará, cheio delas. As estradas facilitam o acesso e o escoamento das cargas de madeira.
É a glória! Consegui sentir maracujá e arruda num sauvignon blanc e abacaxi num chardonnay!!!!!!!! Depois que me disseram, claro... Mas que eu senti, eu senti!
Ja estou na metade desta estrada
Tantas encruzilhadas ficaram pra trás
Já está no ar girando minha moeda
E seja o que tiver de ser...
Todos os altos e baixos da maré
Todos os sarampos que já passei
Eu levo teu sorriso como bandeira
E seja o que seja
O que tiver de ser, que seja
E o que não, por algo será
Não creio na eternidade das lutas
Nem nas receitas de felicidade
Quando passarem em revista minhas primaveras
E a sorte tenha sido deixada a descansar
Eu olharei tua foto em minha carteira
E seja o que seja
Quem quiser crer, que creia
E o que não, sua razão terá
Eu solto minha canção no vendaval
E que a escute quem a queira escutar
Já está no ar girando minha moeda
E seja o que seja...
(Jorge Drexler)
Minha mãe não aguenta mais tanto Drelxer neste blog...
Domingo, saí com a Renata pra comprar pão e voltei pra casa com 1 aquecedor a óleo e 24 taças de cristal e 4 garrafas de vinho... hehehehe Isso é que é ter foco!
(Comprar um aquecedor = mais um sinal do fim dos tempos...)
Não vou poder ir, mas fica a dica pros leitores de Floripa: no Teatro Pedro Ivo, dia 26 de agosto, quinta-feira próxima, Delicatessen (Jazz + Bossa). Dica da Sinara, que sabe tudo de jazz (e de boa música em geral).
Conheci um professor cubano que trabalha pro Ministério do Meio Ambiente de Cuba. Fui reclamar pra ele do desrespeito às APPs em Cuba, sobretudo APP de beira de praia (aqueles hotéis de luxo em Varadero, em cima da praia, acabando com ela... e jogando os detritos no mar do Caribe). Ele me deixou animada, disse que as leis ambientais estão melhorando na Ilha. Outra coisa que ele me contou: agora os cubanos podem entrar nos hotéis (isso foi algo que me deixou chocada quando fui a Cuba...). Enfim, eu reclamei muito - contei minhas experiências cubanas - e ele se mostrou otimista. Parece que há uma certa abertura nesses novos tempos de Raul.
Adorei a música "A depender de mim", do novo disco do Zeca Baleiro. Começa assim: "A depender de mim os psicanalistas estariam fritos, eu mesmo resolvo meus conflitos com aspirina, amor e cachaça..." Não consegui encontrar o resto da letra no Google.
Outra que eu curti bastante foi a do Armário (sobre sair do Armário). Super divertida e teatral.
A música “Mais um Dia Cinza em São Paulo" me fez lembrar MUITO do Nando Pereira, blumenauense de nascimento e carioca por adoção, que detonou São Paulo uma vez pra mim, de um jeito bem divertido, dizendo que tudo se reduzia a um concerto, uma exposição e um restaurante... Aquilo me fez rir e me causou um turbilhão interno!
Também bacaninha (mas só isso), a música Milonga del Mejor, em que ele brinca com os Argentinos e aquela coisa de saber quem é o melhor, Maradona ou Pelé.
Ele cantou "Eu não matei Joana D´Arc", do Camisa de Vênus - o que me fez voltar à pré-adolescência... Eu amava Camisa de Vênus, Marcelo Nova... achava aquilo tudo tão "rock", tão transgressor! Também cantou Cartola.
O ponto alto do show foram mesmo as músicas antigas: Babylon, Telegrama.
Pra mim, ficou faltando "algo" nesse show. Já achei Zeca Baleiro melhor. Muito melhor. Talvez ele esteja numa fase pouco criativa.
Dia desses, numa das minhas raras incursões pelo mundo televisivo, vi o CQC. Fiquei observando a atitude reiterada do Serra de fazer galanteios (diretos) à reporter do CQC. Fiquei me perguntando qual seria o objetivo dele com aquilo... Seria, por acaso, demonstrar simpatia? Ficar mais próximo do povo? Agradar os jovens? Anyway... me pareceu tão patético! Mas depois lembrei do aniversário da Sônia, em que a G., que tem dados "direto-da-fonte", nos contou que ele é, de fato, pródigo em conquistas...
Blog tem essa coisa boa de permitir a interação com os leitores. Mas tem gente chata pra caramba, que pega no pé sempre. Qualquer coisinha que eu escreva é motivo para encheção de saco. Por exemplo: brinquei que casaria com o Plínio de Arruda Sampaio se ele tivesse menos 40 anos. E um ranzinza perguntou: - E ele casaria com você? Eu respondo: - Não, eu casaria com ele a força! Unilateralmente mesmo! hehehehe
A chatice às vezes me faz cogitar tirar o sistema de comentários. Mas ele me traz tanta coisa boa que compensa aturar uma ou outra baboseira.
Estou lendo um livro chamado Cultura Livre, de Lawrence Lessig (integralmente disponível na internet), que traz uma discussão muito interessante sobre os direitos autorais, sobre a democracia e sobre a forma como a cultura está sendo produzida e difundida nos dias de hoje, sobretudo com o advento da internet.
Ele fala dos blogs como uma ferramenta importante da democracia. De fato, até a era dos blogs, era caro difundir ideias, você precisava de dinheiro (para publicar) ou de concessões públicas de rádio, televisão...Só se tinha acesso à informação produzida pelos grandes veículos. Hoje, qualquer pessoa pode compartilhar suas ideias e tê-las expostas a um número indefinido de pessoas. É, de fato, uma revolução. Até quando? Não se sabe, pois existe uma forte tendência a se censurar a internet, impedir a livre difusão de ideias, obstar a criatividade não-comercial. Vários instrumentos vêm sendo pensados nesse sentido.
Mas a discussão de Lessig fala de outro ponto importante. Da discussão política. Existem normas rígidas contra a discussão política. Nunca pega bem discordar politicamente do outro. Pega bem falar com quem concorda com você. Então o discurso político tornou-se isolado. E discurso isolado torna-se mais radical. Nos falamos o que os nossos amigos esperam ouvir e ouvimos muito pouco além do que eles nos falam.
"Então entra em cena o blog. A própria arquitetura dos blogs resolve parte desse problema. As pessoas postam o que desejam postar e as pessoas lêem o que desejam ler. O tempo mais difícil de obter é o tempo sincronizado. As tecnologias que permitem comunicação assíncrona, como o email, aumentam as oportunidades de comunicação. Os blogs permitem o discurso público sem que as pessoas precisem se encontrar em um determinado lugar público. Mas além da arquitetura, os blogs também resolveram o problema das regras. Não existe (ainda) nenhuma regra no meio dos blogs que diga que não se dve falar de política."
Outro aspecto importante é que o ciclo de vida dos blogs é diferente dos meiso de comunicação de massa. Enquanto as histórias morrem em 48 horas nos meios de comunicação de massa, por conta da necessidade comercial de buscar novas notícas quentes que atraiam a atenção, mantenham os leitores atentos, aumentem o faturamento, e agradem os patrocinadores, os blogs não têm essas amarras. Os blogueiros podem falar o que quiserem, na hora que quiserem. Podem continuar interessados por uma notícia que já saiu do foco, ou analisando questões que não estão na pauta do dia. Os blogueiros não têm conflitos de interesse provocados por motivos financeiros. Não precisam agradar ninguém. O blogueiro não precisa ser pago por suas histórias e isso abre a ele o caminho para o debate. Isso permite que uma gama maior de informações seja adicionada às notícias. É uma comunicação direta, sem interferências de intermediários – com todos os benefícios e custos envolvidos. Essa forma de expressão afeta a democracia. Você não precisa trabalhar para alguém que detém o controle do meio que vai lhe abrir a s portas. Os blogs aumentam a diversidade de idEias e pontos de vista disponíveis. A defesa de ideias, a argumentação e a crítica melhoram a democracia.
Ouvir os primeiros discos do Jorger Drexler é algo alvissareiro e otimista, que dá um certo alento: dá pra ver o quanto as pessoas podem melhorar e evoluir!
Fiz as contas e me dei conta de que não vale a pena ir de avião para Curitiba (como eu fui algumas vezes, inclusive desta última). A viagem de carro leva 3 horas. De avião, meia hora, mas você tem de estar no aeroporto uma hora antes. E, para isso, tem de sair de casa meia hora antes. Já se foram duas horas. Mais o tempo de desembarque, coleta de bagagem, ir até o Portal buscar meu carro, e de lá pra casa... mais uma hora! Ou seja, no máximo, empata. Isso se o avião não atrasar. Eu gastei, desta vez, quase quatro horas na logística do avião. Saí às dez e meia do centro de Curitiba e cheguei em casa depois das duas...
Ontem eu estava fazendo o check out no hotel e fiz um daqueles comentários usuais:
- Puxa, começou a chover...
- Ainda bem! - comentou o professor Nodari - Sem água não há vida!
E continuou: - Tenho a maior bronca quando os homens do tempo falam em "tempo bom" ou "tempo ruim". Não tem isso!
Achei muito interessante. É fato! Por que a chuva não é bom tempo? De onde veio essa ideia boba de valorar o tempo?
(o Prof. Nodari é um cientista da área dos transgênicos. Ele combate ferozmente os transgênicos - e o agrotóxico. Há vinte anos consome produtos orgânicos)
...O melhor são sempre as pessoas! Neste congresso, me enturmei com as meninas do GPDA/UFSC. O GPDA é o Grupo de Pesquisa em Direito Ambiental da nossa universidade. Todo mundo muito legal. Estou curtindo. Já conhecia a Nonô, a Carol e a Luiza (as duas primeiras, doutorandas e a Luiza, mestranda), além do Professor e agora conheci mais uma galera. Muito bom!
Quem não souber agora
Aprenderá depressa
A vida não para, não espera, não avisa
Tantos planos, tantos planos
Virados em espuma
Tu, por exemplo,
Tão a tempo
E tão inoportuna
(...)
Quem sabe quando
Quando é o momento de dizer "agora"?
Se todos ao teu redor estão gritando
Sem demora, sem demora
(Jorge Drexler, para variar, nesta minha fase aficcionada)
Uma pessoa ficou irritadíssima com um post meu e deu ordens expressas (e anônimas) para que eu o apagasse! É o post do hotelzinho de Curitiba. Que tal, hein? A vida de blogueiro não é nada monótona. Ainda bem! Pelo menos a gente se diverte...
O Congresso está excelente. Um dos melhores de sempre. Super científico e sem firulas. Congresso acadêmico, feito numa universidade, pra se aprender... para cada um mostrar o que está estudando. Não festivo, mas exclusivamente de trabalho. Adoro essa perspetiva.
As traduções das músicas do Drexler no site do Terra estão péssimas. Algumas vezes, dizem exatamente o oposto do que a música diz... tudo muito errado. Não sei quem fez essas traduões, pois são absur. Estou fazendo as minhas próprias traduções por aqui para compartilhar o leitor que não fala espanhol ou não ouve Drexler...
Solidão
Aqui estão minhas credenciais
Venho chamando à tua porta
Há algum tempo
Creio que passaremos juntos temporais
Proponho que a gente vá se conhecendo
Aqui estou
Te trago minhas cicatrizes
Palavras sobre papel pentagramado
Não te prendas muito no que dizem
Me encontrarás
Em cada coisa que eu calei
Já passou
Já deixei que se desvaneça
A ilusão de que viver é indolor
Que estranho que sejas tu
Que me acompanhe, solidão
A mim que nunca soube bem
Como estar só...
E então me pergunto
O que é que viste em mim?
Que é que te fez abrir asssim
Teus medos, tuas pernas, teu calendário
As sete portas de teu santuário
A estranha luz de tua câmara escura
O infranqueável cadeado de tua armadura?
(Jorge Drexler, trecho de "Las transeuntes")
P.S.:Como esse cara consegue ser tão incrivelmente sexy com as palavras, hein?
P.P.S.: Eu acho que ele fez ssa música para a atual namorada, atriz famosíssima na Espanha (segundo me contou o Fabrizio).
Ontem saí com meu amigo Fabiano D. (que não é o mesmo Fabiano que eu sinto sempre aqui) e passamos horas falando de Jorge Drexler, ouvindo Drexler, comentando as músicas, interpretando, entendendo, traduzindo, babando... Ele disse que não foi ao show, mas que, se fosse, teria me encontrado... nem que fosse no backstage. O Fabiano conhece mais coisas do Jorge Drexler que eu. E adora o cara! Até tá a fim de ir ao Uruguay (país de gente muito bacana, segundo ele...) e conhecer Cabo Polônio, onde Drexler curtiu uma deprê pós-Oscar e compôs o disco 12 segundos de oscuridad.
Sabe que eu também fiquei com vontade de ir pro Uruguay? Realmente Fabiano tem razão. Todos o uruguayos que eu conheço são bacanérrimos. É um povo muito legal. Rafa, meu professor de Espanhol, diz que os uruguayos são talentosos (vide Mario Benedetti, Galeano, Drexler, entre outros...). Acho que vou fazer um viagenzinha curta a Montevideo. E, se possível, a Cabo Polônio!
Estou num hotel bem gostosinho em Curitiba. Uma ótima relação custo-benefício. Foi escolhido como hotel "oficial" do simpósio. É perto da PUC (normalmente eu fico no Batel... mas agora fiquei no hotel do evento mesmo). Chama-se Victoria Villa. Recomendo. Acabei de pedir no quarto um risoto de salmão com shitake e um suco de abacaxi com hortelã. Excelente pedida!
Tomo a liberdade de traduzir a música "Três mil millones de latidos", de Jorge Drexler, que signfica "Três bilhões de batimentos cardíacos. É a duração média da vida. Acho a letra muito bonita, com um quê ecológico, a meu ver... A tradução faz com que se perca um pouco da poesia...
Estou aqui de passagem
Sou um passageiro
Não quero levar nada
Nem usar o mundo como cinzeiro
Estou aqui sem nome
E sem saber meu paradeiro
Me deram alojamento
No mais antigo dos viveiros
Se eu quisesse regressar
Já não saberia até onde
Pergunto ao jardineiro
E o jardineiro não me responde
Há gente que é de um lugar
Não é meu caso
Eu estou aqui de passagem
O mar moverá a lua
Ou a lua às marés
Se nasce o que se é
Ou se será aquilo que se acreditar
Eu estou aqui perplexo
Não sou mais que todo ouvidos
Fico, com muita sorte, com
Três bilhões de batimentos
Se quisesse regressar, não sabería até quando
O mesmo jardineiro deve estar se perguntando
Há gente que é de algum lugar
Não é meu caso
Eu estou aqui
Eu estou aqui de passagem.
Que lugar você recomendaria para alguém que nunca foi ao nordeste? É uma viagem curtinha, de uma semana. Eu recomendei Salvador e arredores: Itaparica, Ilha do Frade, Praia do Forte, Centro Histórico, Orla de Salvador...
Passei o findi com a Maria Clara. Foi ótimo! Ela está cada vez mais linda! E cada vez mais divertida! Uma gracinha! Cheia de gás, cheia de vida, cheia de energia! Nunca vi nada igual. Parece que a Maria é a encarnação da alegria.
Fomos a uma pizzaria e ela começou a sua "carreira" de destruidora de corações! Um menininho mais jovem, de 1 ano e 8 meses (ela tem 2 pouquinho), ficou olhando pra ela sem parar. Depois, desceu da cadeirinha e tentou dar um beijo nela. Ela não deixou. Ele não parou de tentar, mas ela só fazia enobar o pobre Gustavo.
Depois ela resolveu fazer amizade com a Maria Eduarda, uma menina banguela de sete anos. Dançaram, divertiram-se e fizeram bagunça. Ela mesma tomou a iniciativa de convidar a Maria Eduarda para brincar! Super sociável.
Mistérios! Na minha sacada há uma árvore ficus. E, na árvore, existe um bicho do tamanho de um dedo, preso ao galho. Aliás, dois bichos. E deles saem umas bolinhas. Não sei se é cocô. A cor desse "casulo"dos bichos é a mesma da árvore, numa espécie de mimetismo.A Denise disse que viu sair de lá um bicho amarelo e outor vermelho. Ela está assustadíssima e não tem coragem de tirar o bicho. Eu também não tenho. Não sei, aliás, nem do que se trata. E estou com um pouco de medo.
Impressionante a reportagem do Fantástico sobre os cursos fraudulentos feitos por vereadores. Na verdade, a empresa de cursos era uma agência de turismo... Os cursos sequer existiam! E havia venda de diplomas...
Uma vergonha! Os vereadores falavam "você acha que eu venho pra cá pra fazer curso para vereador?". E a gente pagando... Aliás, gente morrendo na fila do SUS, gente morrendo de fome, gente sem casa... enquanto esses caras fazem turismo com dinheiro público!
Nos congressos jurídicos às vezes percebo que ocorrem essas coisas. Mas não é tão escancarado, nem generalizado. Sim, tem gente que vai na abertura e no encerramento, e durante o curso fica passeando. Às vezes, só vai buscar o certificado... Mas tem, sim, muita gente séria que vai, comparece às palestras, estuda. Os que "matam" o curso são exceção.
Acho que dá pra aproveitar a viagem para um congresso sem matar o congresso. Eu faço o seguinte: se o congresso começa na segunda, eu vou no sábado. Daí passeio sábado, domingo... e segunda vou aprender. Depois que o congresso acaba, também passeio. Ou à noite, enfim... Até no horário de almoço dá pra fazer alguma coisinha, conhecer um mercado,um centro cultural. Enfim, dá pra aproveitar as duas coisas. O que não dá é pra matar trabalho e roubar dinheiro público!
Eu pensei com os meus botões: - nem tanto, nem tanto...
Sempre que alguém descobre meu blog (ou - o que é mais raro - quando eu conto do blog), surge um ligeiro temor, um pequeno desconforto: a pessoa pensa que vai ficar exposta aqui no blog. Mas isso não acontece. Eu sou super criteriosa com o que publico aqui. Peco muito mais pela falta, que pelo excesso. Acho que tem gente que se ofende, até, porque eu não menciono nada aqui sobre alguns acontecimentos. Mas faço isso para preservar as pessoas. Só falo daquelas que sei que gostam e escolho bastante bem os episódios.
Sendo muito sincera: nem dez por cento do que me acontece aparece por aqui.
A Maria chama a minha mãe de Bebé. Como eu chamava. Hoje chamo de mamis. Raramente, de Bebé. Mas a Maricota é só Bebé. A mim parece que ela tem uma relação de amizade com a avó. Uma coisa muito próxima, de iguais. Quando ela se despede da avó em Imbituba, pergunta:
- Bebé, tu não queres ir pra minha casinha?
Outro dia ela me fez esse convite no shopping e eu fiquei toda faceira! Estou morrendo de saudades daquela alemoinha.
Estava falando com uns procuradores da fazenda nacional e um deles, elogiando a procuradora-chefe (que estava junto), disse:
- Ah, Giorgia! Você não sabe! A Procuradoria da Fazenda Nacional tem o antes e depois da Graça!!!!
E eu: - As mulheres tão que tão!!!!
O Ministro AGU ouviu e reforçou:
- SEMPRE!!!!!!
Fizemos um encontrinho de família lá em casa no sábado. Minha mãe levou um delicioso escondidinho de camarão. Absurdamente delicioso, aliás! E levou vinho também. E sobremesa, uma espécie de farofa doce, muito boa mesmo. Ficamos vendo fotos antigas, conversando, paparicando a Luiza... E nos divertimos muito!
Só faltaram a Raphinha, o Mar e a Maricota para a alegria ser completa!
Gelso (meu padrasto - que aparece pela primeira vez neste blog), Gra (minha maninha), Mamis e eu, que não sou tão alta, mas que subi na cadeira para esta foto... hehehe
Ontem fui protocolizar um agravo de instrumento muito, muito, muito, muito importante no sistema virtual (processo eletrônico), que é muito bom, mas quando falha...O sistema caiu umas três vezes. Só consegui protoocolizar ao meio dia. E o meu vôo para Porto Alegre, para despachar com a relatora do agravo, era às 12:45. Mesmo assim, saí correndo pro aeroporto, confiando num milagre - que não ocorreu. O vôo tava no horário e eu perdi o avião. Mas isso não foi tudo! Eu ainda bati o carro! Batidona. Bati no estacionamento, ao sair. Vi que tinha batido, mas fui pro aeroporto ainda assim, com o propósito de encontrar o dono do carro na volta (é no Estacionamento da Igreja de Santo Antônio, os clientes são mensalistas). Saí correndo, mesmo com o carro batido... Deixei meu cartão pro dono do carro, pessoa super gentil! Já acionei o seguro e as coisas estão se resolvendo.
Foi chato, claro. Mas essas coisas (prejuízos materiais) são, de todos os probleminhas que podem acontecer na vida da gente, os "menos piores".
Muita gente aparece aqui no blog procurando pelo tratamento que fiz na vesícula, com o qual consegui expelir as pedras. (Muitas vezes eu mando o tratamento por email, alertando para que a pessoa faça por sua conta e risco. Não estou fazendo curandeirismo, só dando testemunho do meu caso específico).
Nunca ninguém tinha voltado para contar os resultados... Mas hoje rcebi o comentário da Mariana, que não deixou email:
Na boa, não acreditava nesse tipo de tratamento. Mas com viagem marcada e iniciando a ter crises resolvi arriscar. Fiz. Mas em vez de óleo de rícino usei sal amargo. No outro dia evacuei várias, várias pedras, uma de aproximadamente 1 cm. Pode funcionar para uns, outros não. Arrisquei e deu certo. Mariana.
Comentário da Teresa Ribeiro, que divido com os leitores:
Olá Giorgia,boa noite. Tenho 65 anos e sempre entro no seu blog, mas nunca comento.Gosto muito do seu lado espiritualizado e porisso vou ensinar uma receita de familia que nunca falha: Quando perder algo, reze a salve Rainha para Santa Monica até o pedaço que diz mostrai-nos Jesus (repita 3 x), pare e aguarde. Quando achar o que perdeu, termine a oração e agradeça. è batata!!!
Chegou o dia de ir à Polícia Federal renovar o passaporte. Apesar de haver dia e hora marcada, atrasou um pouquinho. Cerca de 20 minutos. O sistema não é perfeito, mas é bacana. Tudo bastante rápido.
Quando a funcionária foi cancelando o meu passaporte, válido até outubro, eu apavorei! Pensei: - Minha Nossa Senhora! Vou ficar sem passaporte!!!! Mas são só seis dias úteis. Logo, logo volto a ser uma pessoa que pode se mover pelo mundo.
Ontem eu estava dormindo e a Mia veio e lambeu meus olhos, como que me acordando. Não é a primeira vez que acontece. Achei bem interessante. Como se ela dissesse: - Tá na hora! Uma gracinha. Uma espécie de despertador fofinho-macio-quentinho e móvel.
Outro dia estava explicando pro meu tio como rezar o terço da libertação. Falei pra ele que tinha rezado por ele. E que era bem bom rezar. Mas ressalvei: - Olha, o único problema é a Salve Rainha... eu não sei.
- Mas a mamãe sabe! Respondeu ele.
- E a minha mãe também! - completei. E o google também!
Ele riu.
Nós sempre rezávamos muito no carro com a minha mãe. E eu lembro que ela sempre rezava Salve Rainha. Eu nunca soube essa oração, mas a parte que eu mais gostava era "eia, pois, advogada nossa". Adorava a imagem de uma Nossa Senhora advogada nossa!
Salve, Rainha, mãe de misericórdia,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto do vosso ventre,
Ó clemente, ó piedosa,
ó doce sempre Virgem Maria
Rogai por nós santa Mãe de Deus
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo
Domingo saí de casa ao meio dia para encontrar a Rê pra almoçar. Só almoçar e voltar pra casa. Sabe a que horas cheguei? Onze da noite! Almoçamos, vimos fotos... Levei umas fotos de quando eu era criança pra mostrar pra ela. Depois fomos pro café da Saraiva tomar nosso menu-degustação de café. Ficamos lá ouvindo músicas no iphone. Depois, fomos nas lojas de discos... Ela comprou dois do Jorge Drexler (encomendou) e eu um duplo de músicas antigas dele, de 92 a 94 (primeras grabaciones).
Depois, fomos ver "A Jovem Rainha Vitória", filme excelente! Super agradável! Recomendo. Engraçada a cena da rainha brigando com o marido: - Não saia daqui! Me respeite! Eu sou sua soberana! E ele saindo... ela atrás, gritando... Cena hilária.
Depois, ainda, fomos fazer compras no BIG! E, de lá, saímos pro Café Sintonia, na Lagoa. Sopinha deliciosa de batata baroa com shitake! nham!
Como diz a Rê, no Café Sintonia não tem miséria! Eles capricham nos ingredientes. E não economizam. Se é pra ter shitake, tem shitake mesmo! E isso acontece com todos os ingredientes. É tudo bem servido e de boa qualidade. E eles não passam a faca... exceto nos discos. Aí, sim...
Quase, quase comprei uma TV 3D na Colombo, domingo à tarde, com a Renata. Fiquei morrendo de vontade. Mas depois me dei conta de que aquilo iria me desviar dos meus planos e projetos, pois em vez de estudar, eu chamaria o povo pra ver o Shrek 3D na minha casinha... E seria divertidíssimo! Só que me tiraria do foco uma vez mais... Logo eu, que adoro distrações!
Aconteceu uma coisa muito doida. Tivemos um encontro de família aqui em casa. Vieram a Gra, o Fred, a Luiza, minha mãe e meu padrasto. Quando vi a Luiza, pensei: - Ela se parece comigo. Mas não falei nada porque achei que fosse pegar muito mal e que ninguém, absolutamente ninguém, fosse concordar. Fiquei na minha, quietinha. Mas a minha mãe pensou o mesmo: - Parece com a Giorgia quando era bebê. E eu fui buscar umas fotos. Acho que parece mesmo. E tem uns olhões arregalados, que olham pra tudo. Como eu era (e sou ainda, muitas vezes).