Tive a maior enxaqueca da minha vida. Não sei se foi enxaqueca, mas me disseram que sim. Uma dor de cabeça descomunal, vontade de vomitar, tontura, fraqueza... Eu estava em cima de um viaduto, na fronteira entre o México e os EUA. Nao tinha pra onde correr... Precisava ir com os meus pezinhos (machucados) até o trolley/bus... Faltaram-me forças. A dor era tanta, mas tanta, que eu chorei...Mas acabei conseguindo... E a enxaqueca passou. Tudo passa, não é mesmo?
Era uma vez um casal que fazia bodas de prata e estava também celebrando os seus 60 anos de idade. Durante a celebração, apareceu uma fada e lhes disse: - Como prêmio por terem sido um casal exemplar durante 25 anos, concederei um desejo a cada um!
- Quero fazer uma viagem ao redor do mundo com o meu querido marido! -Pediu a mulher.
A fada moveu a varinha e... zás!
Os bilhetes apareceram nas mãos da senhora.
Em seguida foi a vez do marido. Ele pensou um momento e disse: - Bem, este clima está muito romântico, mas uma oportunidade destas só se tem uma vez na vida. Então... Bom, desculpa, amorzinho -disse, olhando para a esposa - mas o meu desejo é ter uma mulher trinta anos mais jovem do que eu!
Meu sapato novo acabou com o meu pezinho esquerdo... destruiu. Fiquei cheia de bolhas, as bolhas estouraram, ficaram cheias de sangue, em carne-viva... Um tremendo sofrimento! Hoje andei o dia todo de havaianas... O dia estava frio e eu estava encasacada... toda de preto e com um par de havaianas brancas. Todo mundo olhava.
É muito maluco esse negócio da maconha liberada "para fins medicinais" aqui na California. Na verdade, é maconha liberada e ponto final. Não tem critério algum. Essa história do uso medicinal é pura hipocrisia. Em Venice Beach, por exemplo, há dezenas de "consultórios médicos" que vendem a licença para fumar maconha. Custa 40 dólares. Se você estiver caminhando pelo calçadão, vai receber dezenas de convites para visitar o médico. É tudo aberto, escancarado. Basta dizer que não consegue dormir ou que tem dor de cabeça e pronto... tá liberado.
Não entendo essa farsa toda... essa hipocrisia. Se querem liberar, que liberem. Mas não deixem esses "médicos" inescrupulosos ganharem dinheiro à custa do vício alheio... Viciados em dinheiro parecem ser mais perigosos que viciados em marijuana...
(Não estou fazendo nenhuma apologia das drogas, ok?)
Como é que eu vou viver sem bagels? Sem English muffins, cupcakes, pancakes com maple syrup, waffles, pretzels ainda vai... mas e os bagels? Onde é que eu vou arranjar um everything bagel?!?! E onde é que eu vou conseguir o meu chafé (regular coffee) do Starbucks? (em Floripa não tem Starbucks...). Mas o pior mesmo vai ser viver sem o capresino do Papalecco, que só tem mesmo aqui em Little Italy...
(Bom, tudo tem seu lado bom... vou reduzir - queira Deus! - os meus muffin tops! hehehehe)
Fomos a um show do Jorge Drexler em Los Angeles... Pessimo negocio! Ele estava comportadinho, contido, fazendo um ar chiquerrimo. O show foi num Centro de Cultura Judaica. Acho que ele tava completamente sem aditivos.
A Teresinha, do Rio, eh minha socia aqui no Blog. Eu sinto vontade de postar todos os comments dela, porque sao realmente muito legais!
Ela comentou o meu post sobre autocritica (que nao era exatamente nesse sentido que ela falou, de ser autentico... era no sentido de ser muito autocentrado). De qualquer forma, eu amei o comment da Teresinha (sou fa dela!) e vou reproduzir aqui, para que todo mundo leia! A historia eh muito legal e ela escreve muito bem.
Minha primeira professora era uma moça linda,bondosa, carinhosa, tão querida que passou a fazer parte da familia e se casou com meu primo. Mas ela era desse tipo de pessoa que não se envergonhava de gargalhar bem alto, de beijar quem desse vontade, de usar uma vestido completamente fora de moda mas cheio de significados pessoais,de deixar a roupa no tanque(a máquina de lavar ainda não era de uso corrente, nessa época) para brincar de Forte Apache com os quatro filhos pequenos... Era adorada pelas crianças, empregadas, animais de estimação, pedintes de rua e por todos que enxergavam sua alma cristalina, por trás dessa aparente esquisitice. Autocrítica estava no arquivo morto. Ou talvez nunca tenha merecido qualquer arquivamento
Sua sogra, minha tia, sempre a tratou com uma especie de condescendencia constrangida. Era gentil e paciente mas... todo mundo percebia que, no Índice de Classificação das Noras, ela levava um C-. No máximo.
Mas, o tempo foi passando.
Meu primo, que tinha um excelente emprego público passou a apresentar sinais de depressão e acabou por não conseguir mais ir trabalhar.Tinha pânico de sair só. Era caso de aposentadoria por doença. Mas, como toda boa sem-noção,cuja principal característica, além do desprezo pelas convenções, parece ser não acreditar em consequencias desfavoraveis, minha heroina resolveu não permitir que o marido, aos trinta e poucos anos ficasse inativo. Aí ela fechou a escolinha que tanto amava, deixou os filhos ainda pequenos com a empregada e pasou a ir com ele de companhia. Todos os dias. E de ônibus. Ele ficava no trabalho, que desempenhava muito bem e ela tinha que matar o tempo, porque não dava para ficar indo e vindo de casa para o trabalho do marido. Fazia cursos, lia para cegos, era voluntaria no asilo, sempre usando aquelas roupas estranhas,falando alto, distraida , aparentemente confusa, mas feliz .Quando ele se aposentou por tempo de serviço ela recebeu presentes, cartões e homenagens dessas pessoas que aprenderam a amá-la exatamente como ela era.
E o tempo mostrou que ela estava além da autocrítica, ou de qualquer crítica. Os filhos cresceram ótimos, são pessoas do bem e felizes. A casa nunca sofreu danos mais graves, pelo menos nada que uma boa faxina não resolvesse.
E os amigos são tantos! De todos os tipos!
Sua casa vive cheia...Filhos, netos, namorados e namoradas dos netos, estudantes de intercambio (sempre tem um...), uma empregada antiga que ela encontrou no asilo e trouxe para casa... Há uns meses fez oitenta anos e você precisava ver a festa...
Bom, minha sem-noção preferida me fez enxergar belezas inusitadas nessa categoria de seres humanos. Posso até me considerar grande apreciadora do gênero. Tenho alguns bons amigos(e amigas)do tipo e cheguei a uma conclusão: eles sabam que são sem-noção,que são estranhos no ninho, mas simplesmente não se importam! O que eles ignoram não lhes faz falta...
Ja catei boa parte das revistas, folders, livretos e folhetos que acumulei nas viagens que fiz por aqui e coloquei na biblioteca do meu predinho... Doação. Fico com pena de jogar fora.
Publico a pedido da leitora Ana Paula Souza. Trata-se de uma amiga da Ana Paula que precisa de doador de medula. Peço a todos que, se puderem, ajudem repassando.
Mariana é de Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul. Está na Uti com sangramento cerebral, reagindo devagarinho. Contamos com a doação do Brasil inteiro, já que, as possibilidades giram em torno de 1 em 100.000. Diariamente, Thiago Eidt, marido de Mari, posta no twitter, resultado das visitas e diagnosticos. www.twitter.com/TODOS_POR_UM.
Mariana Cuervo Eidt tem LLA: Leucemia linfóide aguda (ou LLA), também conhecida como leucemia linfoblástica aguda, é um câncerleucócitos) do sangue caracterizada pela produção maligna de linfócitos imaturos (linfoblastos) na medula óssea.A LLA pode atingir tanto adultos como crianças. É o câncer infantil mais freqüente,[1] apresentando um pico de incidência entre os 2 e 5 anos de idade. [2] A incidência volta a aumentar após os 60 anos. Trata-se de uma doença rapidamente progressiva, que necessita de urgência no tratamento. O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.
Se você decidir doar, basta ter entre 18 e 55 anos, boa saúde e nenhuma doença infecciosa ou incapacitante.
DOAÇÃO: A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
Durante toda a minha estada por aqui, usei praticamente uma única bota (durante todo o tempo...). E consegui destruir a bota. Precisei comprar hoje um sapato novo... comprei um sapato de neoprene!!!! Um sapato de salto alto (anabela, de borracha) e de neoprene. Por mais estranho que isso possa parecer, o sapato é lindo!
Às vezes eu me pergunto se a falta de autocrítica é um defeito ou uma qualidade... Do ponto de vista pessoal, acho que quem não tem autocrítica vive melhor consigo mesmo, sem dúvidas ou crises existenciais.
(estou sendo, de alguma forma, irônica, você sabe... por outro lado, o questionamento até que me ocorre. Mas eu realmente não acredito que a ignorância seja redentora. Acho que é, apenas, anestésica).
É incrível... A gente viaja pra longe de casa, mas traz consigo os mesmos comportamentos. Estou aqui agora tentando me livrar da enorme quantidade de papel que acumulei no tempo que estive aqui. Acho que tenho uma neurose qualquer ligada à acumulação de papel. Penso que vou usar a informação, mas nunca consigo tempo pra ler tudo o que acumulo... E agora, se eu não me livrar da papelada, minha mala não vai fechar!
Tem muito maluco por aqui. Às vezes eu estou no ônibus ou no Seven Eleven e tenho medo de que entre algum maluco atirando...
Existe um ônibus, o 35, que vai para Point Loma/Ocean Beach que, segundo a Camila, é o ônibus dos malucos... Ela conta cada história do tal do 35!
Mesmo eu, que não tomo muito ônibus, às vezes vejo umas criaturas esquisitíssimas no troley, falando sozinhas. Acho que pode ser droga/alcool... Não sei.
Acabo de ver na TV uma mulher toda chique e bem arrumada que arranhava criancinhas recém nascidas. Não peguei a notícia inteira, só vi ela se desculpando pro juiz.
Outro dia teve aquele sujeito no Arizona, que atirou em um monte de gente... E isso não parece ser incomum por aqui. Eu vi Tiros em Colombine, mas não entendo ainda a razão disso tudo...
Estava em Old Town, numa loja linda de coisas de lata (acho que era lata): estrelas, luminárias, porta-retratos, etc... Era mesmo uma loja linda, de encher os olhos. A dona parecia muito, muito, muito antipática e desconfiada. Tinha um ar posudo e metido.
Eu comprei umas libélulas pra dar de presente para a Nicole, que estava de aniversário hoje. Do nada, a dona da loja começou a falar espanhol comigo (nunca me tinha acontecido aqui nos EUA: eu estou na fronteira com o México!). Ela começou a falar sem titubear, com total convicção de que eu saberia falar...(foi estranho mesmo). E foi super simpática, me disse que todas as coisas que estavam ali vinham do México, eram feitas no México. Ela tinha muito orgulho do México, eu senti. Perguntei a ela como se dizia libélula em espanhol... Ela disse que era libélula. Mas pegou uma folha e escreve pra mim como se diz em MEXICANO: tibirichis!
Olha, acho que não sei descrever com palavras... mas foi tudo muito diferente. Ela começou a falar em espanhol e mudou da água pro vinho, transformou-se em outra pessoa. Minha amiga disse que foi porque eu comprei as libélulas, mas não foi... Eu já estava comprando quando ela começou a ser simpática... e as libélulas nem eram muito caras. Pra mim, foi uma coisa meio mágica o que aconteceu.
Acabei de encontrar a folhinha aqui, arrumando minhas coisas...
Uma coisa curiosa: as roupas aqui são tão baratas... e as frutas tão caras! O que me leva à conclusão de que o que mais importa não é o que está por dentro, mas o que vai por fora...
Outra coisa que me deixa intrigada aqui nos EUA são essas paredes de papel (ou qualquer coisa assim...), tão frágeis, com péssimo isolamento acústico... Num país rico (sei lá, que foi/era tãaaao rico), isso deve ter alguma explicação!
Hoje recebi de troco, na maquininha do trolley, 5 moedas de 1 dollar. Foi a primeira vez que vi moedas de 1 dollar. Achei sensacional! Até da pena de gastar... São lindas! Novinhas em folha... E não são iguais. Tem uma com temas indígenas e as outras eu não lembro agora. Amei.
Pacific Beach é um vício... dá vontade de voltar sempre. Hoje a gente voltou. E viu o sol se por em Mission Bay. Tava lindo de morrer. Eu amo a California!
Sabe aquela pesquisa recente que diz que o brasileiro é o povo mais legal do mundo? Eu discordo. Acho que o americano é o povo mais legal do mundo. Pelo menos, do meu mundo. Do mundo que eu conheço e pra onde eu já viajei...
O americano tem uma coisa impressionante: se ele achar que você precisa, já se oferece pra ajudar - mesmo que você nem chegue a pedir ajuda. É um povo muito solícito e prestativo. Outra coisa que me deixa impressionada é como eles são abertos, como gostam de puxar papo... Americanos de todas as classes sociais parecem ser assim. Super gente boa.
E por falar em brasileiro... San Diego é cheia de brasileiros. Por todo o canto. Em qualquer lugar, se escuta português. Não só nos lugares turísticos, mas nos supermercados, lojas, ônibus... qualquer lugar. E não é pouco, não.
É curioso... eu nunca vejo gente loira nos transportes públicos (trolleys ou ônibus) de San Diego. Só latinos (normalmente mexicanos) ou negros. E gente com um ar muito pobre. Não vejo gente bem vestida. Se tiver um ar classe média, pode apostar: é brasileiro ou coreano... ou international student. Acho que os carros aqui são tão baratos que só as pessoas verdadeiramente pobres - ou os turistas/estudantes de fora - usam transporte público.
Na sexta-feira nós fomos ao Wild Animal (agora chama-se Safari qualquer coisa), que fica meio longe de San Diego. Fomos lá porque havíamos comprado os ingressos um tempão atrás e seria um desperdício não ir... O problema é que é realmente longe... Levamos 4 horas para ir e mais 4 para voltar... É um passeio legal. Você pode acarinhar os veadinhos (veados, gazelas e outros animais da mesma família) e alimentar os periquitos (que vêm em cima de você...). Tem também um passeio de trenzinho entre os animais soltos (mais ou menos como um safári na África, mas com uma redução dramática de escala e com a certeza de que vai ver todos os bichos, pois eles estão confinados em um espaço mais ou menos pequeno - pra animais selvagens).
Enfim, é um passeio bonito e gostoso. Todos ficamos com uma boa impressão de lá.Os bichos estão em melhor situação que no Zoo. É um lugar bem calmo e agradável. Saímos contentes. Mas não saberia dizer, com certeza, se vale a viagem.
A missão deste findi foi conhecer um pouco mais San Diego... a verdade é que a gente não conhece muito. Fica só circulando em Little Italy, Seaport Village, Gaslamp Quarter e Mission Valley...
Hoje fomos a Coronado Island. Uma pessoa muito, muito querida, que mora aqui, nos levou. Lá tem o Hotel Del Coronado, lindo de morrer, onde Marilyn Monroe fez um filme... É um hotel todo branco, em estilo vitorano, mega charmoso. Almoçamos por lá. A comida estava uma delícia. Depois fomos visitar alguns outros lugares bacanas... Shelter Island, Spanish Landing, Harbour Island...
E, depois disso tudo, ainda fomos a Old Town. Eu me senti no México. Foi muito gostoso. Pude até falar um pouco de espanhol... Mexicanos e Cubanos amam o Brasil. Aliás, a impressão que eu tenho é que todo mundo ama o Brasil...everywhere!
Quando eu respondi para a garçonete mexicana que éramos do Brasil, ela abriu um sorrisão e disse: - Mucho gusto! Depois ficou me contando sobre um monte de coisas que conhecia do Brasil: - casquinha de siri, feijoada, mandioca, farinha de mandioca, maracujá... e outras tantas coisas. Contou que o marido é argentino, mas foi criado no Brasil... Então quando joga Brasil X Argentina, ele fica torcendo loucamente para o Brasil (enquanto os pais, que são argentinos, torcem pela Argentina...). Ela contou que o marido fala sempre: - Eu ainda vou te levar pro Brasil... pra Argentina não, mas pro Brasil! E você vai amar!
O cubano que trabalha como maitre também foi simpaticíssimo ao falar do Brasil. Falava com entusiasmo! Falou até da miscigenação e da sua contribuição para a nossa cultura... Comentamos sobre as semelhanças entre o povo brasileiro e o povo cubano. Foi muito legal.
Sem contar que a comida estava absolutamente deliciosa... Tomei uma sopa de milho que, em mexicano, chama-se elote (e não choclo ou maiz).
Todo mundo saiu do restaurante feliz com o atendimento e com a comida deliciosa. Fica a dica: Restaurante El Patio, em Old Town, San Diego, California.
Recebi da Mônica, de Salvador. Adorei e compartilho:
Três assuntos interessantes...
sobre a GORDURA
No Japão, são consumidas poucas gorduras e o índice de ataques
cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; em compensação, na França se
consome muitas gorduras e, ainda assim, o índice de ataques cardíacos é menor
do que na Inglaterra e nos EUA;
sobre o VINHO
Na Índia, se bebe pouco vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é
menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Em compensação, na Espanha se bebe muito vinho tinto e o índice de ataques
cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Sobre o SEXO
Na Argélia, se transa muito pouco e o índice de ataques cardíacos é
menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Em compensação, no Brasil se transa muuuuuito e o índice de ataques cardíacos é
menor do que na Inglaterra e nos EUA;
CONCLUSÃO :
Beba , coma e transe sem parar, pois o que mata é falar inglês!
Fui a algumas praias de San Diego. De ônibus e trolley. O transporte público daqui é bom.
Começamos por Ocean Beach. Tinha uma tremenda ressaca lá! Tou louca pra descobrir como se diz ressaca em inglês (não é hang over... heheheh). Assistimos ao resgate de um surfista naquelas ondas gigantes. Tinha jet-sky e helicóptero. Coisa de filme.
Depois ficamos um tempão numa loja de cacarecos. De lá, seguimos para La Jolla, que é uma praia chiquérrima - e linda. Vimos algumas praias dessa região, mas eu não lembro os nomes...
De La Jolla, voltamos para a famosa PB (Pacific Beach). Ondas lindas. Vimos o sol se pôr na água.
Um cara me mandou um texto horrível sobre "depilação masculina" atribuído a Luís Fernando Veríssimo. Nas primeiras 2 linhas já dava pra ver que o texto não era - de jeito nenhum - de LFV. Impossível!
O que eu achei mais esquisito foi que o sujeito insistiu para que eu lesse. E, depois, disse que não tinha lido... Que tal, hein?
O que mais me impressiona aqui na California é a perfeição das ondas... ondas imensas, compridas, perfeitinhas, retinhas, que estouram de uma forma absolutamente perfeita... Nossa! Dá gosto de observar... Lindo demais! Não é à toa que aqui é a terra do surf, não é mesmo?
Recebi do meu colega José Carlos e gostei muito, por isso compartilho aqui com vocês. Do livro Sidarta de Hermann Hesse.
"Quando alguém procura muito - explicou Sidarta - pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente. Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma. Pode ser que tu,ó Venerável, sejas realmente um buscador, já que, no afã de ter aproximares da tua meta, não enxergas certas coisas que se encontram bem perto dos teus olhos." E mais:
"a sabedoria não pode ser comunicada.
... Os conhecimentos podem ser transmitidos, mas nunca a sabedoria"
Estou viajando há muito tempo e, sem salão de beleza, vou virando uma mulher das cavernas... Hoje fiz uma coisa inédita: pintei - eu mesma - os meus cabelos. A cor estava feia, desbotada... Não sei como vai ser o resultado, mas acho que é meio "tiririca"(= pior que está, não fica!). Também fiz outras coisinhas necessárias (sobrancelha, buço, depilação...); só não consigo, mesmo, pintar as unhas...
As coreanas e japonesas têm uma mania de magreza absurda. Hoje uma coreana bem magrinha me disse que, pros padrões coreanos de beleza, ela é uma gorducha!
Tenho convivido com universitários asiáticos e a impressão que fica, pra mim, é que é uma juventude perdida, sem noção... totalmente voltada pro consumo, pras marcas, pra beleza... As mulheres pensam em casar, os homens pensam em ficar ricos. Nada tem muita profundidade nos papos deles.
Será que no Brasil é diferente? (pensei nisso agora).
Hoje eu estava num café com uma amiga e nós estávamos comentando (em português) sobre o nosso modo de ser - que nós consideramos pouco convencional, solto, alternativo e alegre... Então passou um afro-americano e falou: - Por que você tem um jeito assim tão sério? Relaxe, respire... deixe de ser tão séria!
(lições do universo: 1) deixe de se autoelogiar; 2) relaxe, não seja tão séria)
A coisa que mais me incomoda (talvez a única) na vida cotidiana aqui dos EUA é o apelo ao consumo. É tanto, tanto, tanto consumismo... E não é apenas compre (1 item)": tudo tem "compre dois e leve três", "compre 2 e leve o terceiro pela metade do preço", tudo tem desconto, sales, cupons... Tudo para você comprar mais e mais e mais... um absurdo!
(aliás, um adendo: eles adoram os cupons - tudo tem desconto... desconto de estrangeiro, desconto de senior - mais de 50 anos -, desconto de morador, desconto disso, desconto daquilo...).
Uma americana (professora de yoga) me contou indignada que, na época dos atentados terroristas, o Bush foi pra TV dizer: Vamos comprar! Vá ao shopping! Vamos mostrar pra eles que nós não estamos intimidados! (ou seja, comprar tem a ver com auto-afirmação, com a identidade americana: se você puder comprar, você não estará derrotado...)
Farmácia nos EUA é como padaria em SP: remédio e pão/leite são apenas detalhes. Esses estabelecimentos têm de tudo e mais um pouco. Às vezes, eu vou à farmácia comprar comida, material escolar...
Dia desses, quando falei com a minha mãe, ela disse:
- Filha, tanta coisa boa surgiu aí na California! Aproveita, aproveita que estás aí e vai atrás, procura essas coisas, etc e tal...
O pior é que não aproveitei. Não aproveitei nada, nadinha.
É engraçado: todo mundo (= brasileiro) que vai ao estádios americanos ver jogo de basquete, futebol americano, etc volta com o mesmo relato: - É sensacional! Não pelo jogo, mas pelo show... por tudo o que circunda o jogo!.
É incrível o sucesso (ou melhor, a hegemonia!) do Facebook por aqui! Coisa de louco! Todas as pessoas, produtos ou serviços pedem: - Me adiciona no Facebook! É uma loucura. Uma loucura. Ou, como diria o Luciano Huck: - loucura, loucura, loucura! (três vezes).
Recebi um email do Daniel Angheben sobre as maldades do Facebook e realmente acredito no que dizia o email. O Migas sempre me falou isso: eles vendem as nossas informações e investigam a nossa vida, os nossos hábitos, o nosso potencial de consumo e tudo o mais que eles quiserem saber.
Agora existe uma ferramenta ainda mais pérfida: - as perguntas e respostas. Elas têm um objetivo muito claro: descobrir o grau de intimidade entre as pessoas. Existe uma pergunta bem interessante: - Você reconheceria a voz dessa pessoa? (pra que serve uma pergunta dessas, me diga?!?!?!).
Nós moramos em Little Italy, mas tem tanto, tanto, tanto brasileiro que um italiano (gatíssimo) me disse hoje: - Olha, acho que isso aqui não devia se chamar Little Italy, mas Little Brazil...
Hoje nós fomos prum pub com a Nicole. Eu bebi um prosecco... (realmente eu sou um pouco fresca, confesso). O povo bebeu Stella Artois, mas eu não gosto de cerveja, não adianta... O papo foi ótimo e nós nos obrigamos a falar inglês. Ou quase, pois fiquei falando lorota com o Luís e o André (de Blumenau!) durante um bom tempo.
Sinto muita falta da minha mãe, das minhas sobrinhas, das minhas irmãs e da minha avó. As pessoas mais importantes da minha vida são mulheres (acabo de concluir isso...).
Já estou preparando as malas pra voltar pra casa. Minha irmã me recomendou aqueles sacos a vácuo, para poupar espaço nas malas. Bem interessante. Comprei uns de viagem, que funcionam sem aspirador de pó, só espremendo com as mãos mesmo. Esses sacos chamam-se space bags e são usados para guardar edredons e outras coisinhas em pouco espaço.
Tem um canal de TV aqui de San Diego... Quando estou em casa, deixo a TV ligada (para melhorar meu inglês). O problema é que as notícias se repetem umas 20 vezes por dia (ou mais). Eu, que raramente ligo a TV, acabo decorando as news de San Diego. Acho que realmente não aocntece muita coisa por aqui... heheheh
Pudera... San Diego é uma área militar! O que você pode imaginar de emocionante numa cidade dessas, que tem até um porta aviões...?!?!?!
O povo aqui é super ordeiro, respeitador. Tudo funciona direitinho. Você pode atravessar a rua de olhos fechados - pois de certeza o carro vai parar. E se você atravessar no lugar errado, leva multa.
Da próxima vez que eu vier passar um tempo nos EUA, vou pra uma cidade mais cosmopolita. Me recomendaram Chicago ou San Francisco. Chicago no verão, claro!
Uma coisa que eu adoro aqui na California: a previsão do tempo sempre inclui as condições para o surf! Isso soa tão absolutamente Lulu Santos:
Garoto, eu vou pra California...
Viver a vida sobre as ondas...
Aliás, no meu aniversário, quando meu pai me ligou, eu contei que ia para a California e ele cantou essa música. Eu disse pra ele, à moda do Chaves: - Isso, isso, isso! hehehehe Durante toda a minha vida eu pensava nessa música... e me batia uma vontade louca de vir pra California. Muitas, muitas vezes...
Nos tempos que antecederam minha vinda, essa era a minha trilha sonora mental! Eu sou de uma cidade de surfistas (cidade do WCT), mas nunca cheguei perto de uma prancha... Mesmo assim, a ideia de viver a vida sobre as ondas me fascina. Acho tão leve, tão deliciosamente leve...
Lembro de, algumas vezes, com minha mãe, ficar observando os surfistas na praia da Villa. Quando fui ao Hawaii, vi montes de anúncios de aulas de surf: - aprenda a surfar em 1 aula ou pegue seu dinheiro de volta! E advertia: para todas as idades, tipos físicos e grau de habilidade.
Já pensou? Me bateu uma vontade... Acho que volto ao Hawaii só pra aprender a surfar! Daí eu volto pra Imbituba, pego uma pranchinha e vou deslizar nas ondas de uma das melhores praias do mundo... A praia da Villa, que sediava, inclusive, uma das etapas do mundial de Surf...
Engraçado: acho que a pessoa não nega mesmo as origens... eu, que nunca fui, nem nunca pensei em ser surfista, fico tão mexida (encantada, fascinada) quando vejo essas coisas...
Minha mãe me mandou ler esse texto e eu resolvi copiar pros meus queridos leitores:
"Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam".
- "Pois viva como as flores!", advertiu o mestre.
- "Como é viver como as flores?" Perguntou o discípulo.
- "Repare nestas flores", continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
- "Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores."
Viver como as flores
"Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam".
- "Pois viva como as flores!", advertiu o mestre.
- "Como é viver como as flores?" Perguntou o discípulo.
- "Repare nestas flores", continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
- "Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores."
Ontem eu quase comprei um iPad... em síntese, não passa de um iphone grandao! Eu amo o meu iphone, mas nao sei bem se eu preciso dele grandão... Estou com sérias dúvidas. Na verdade, o iPad 3G 64G vai custar o mesmo que um MacAir... Eu queria o Mac Air... Agora não sei mais o que quero! O problema é que o Mac Air não substitui um laptop normal, pois não tem CD/DVD... Assim sendo, persistem as dúvidas no meu coração...
Segunda-feira é feriado aqui nos States... Dia de Marthin Luther King Jr. Dia muito importante neste país. Assunto ainda delicado. Nem todos lugares fazem o feriado... Enfim... Acho que o sonho do Dr. King ainda está muito longe de se tornar realidade...
Vejo que os empregos subalternos são sempre exercidos por negros e latinos... Existe, sim, uma tremenda segregação.
Hoje eu chorei ao ouvir (mais uma vez) o discurso "I have a Dream". Pra comemorar o dia, a não violência o legado de MLK, deixo aqui um link para o famoso, lindo e emocionante discurso, que merece ser lido como uma oração, um propósito, uma carta de intenções... é fonte eterna de inspiração!
Eu me sinto uma americana andando na rua com um copo de café na mão (café com tampa, sempre... acho que é lei aqui!). Quando, me diga, que eu andaria com um copo de café na rua, no Brasil???
Outra coisa que acho muito engraçada aqui: tudo eles perguntam - for here or to go? (pra comer aqui ou pra levar?). É que normalmente levam... No Brasil, nem se pergunta... se a gente quiser levar, avisa... já que levar é exceção!
A Camila tem uma definição de Starbucks: água quente um com um ligeiro gostinho... (a definição dela é melhor, mas eu não lembro exatamente as palavras). Eu, ao contrário, amo Starbucks - e vou até fazer o meu cartão fidelidade...
Aliás, eu nem era tão fã do Starbucks... Mas tive uma historinha romântica envolvendo o Starbucks da Alameda Santos, em São Paulo... Até escrevi um conto a respeito - como se fosse ficção, mas era totalmente autobiográfico e verídico. Depois disso, passei a ver o Starbucks com outros olhos... mas aqui nos EUA eu me apaixonei de vez. Perdida e irremediavelmente.
Já a Camila é fã do Seven Eleven. A Rê, do cachorro quente americano - de quaquer procedência, desde que seja feito nos Estados Unidos da América. As duas tomam chocolate quente. Eu tomo um latte, normalmente. Mas se for em posto de gasolina, em que não tem late, eu tomo um french vanilla (ou algo assim...). Já o Marcel anda com desejo de comer arroz, feijão, comida assim...
Antes de irmos ao Gaslamp Quarter, ficamos apreciando o pôr do sol na Baía de San Diego... Nem deu pra dizer que foi um pôr do sol especial, em homenagem ao Marcel... porque o pôr-do-sol aqui é sempre lindo, todo santo dia...
Hoje nós fomos comemorar o aniversário do Marcel no Gaslamp Quarter, num restaurante cujo preço era inversamente proporcional ao tamanho das porções. Mas tava bom... Tomamos uma sopa de cebola sensacional... e um bom vinho californiano ao som de um jazz de primeiríssima que incluía até o Samba de uma Nota Só!!!!!
Sempre que falo com a minha mãe, ela me conta alguma história da Maria Clara. Hoje ela me contou que perguntou à pequena:
- Maria Clara, o que você mais gosta na casa da Vovó?
- Do balaio! (é um cesto cheio de brinquedos).
- E na casa da Vovó Leila?
- Do Vô Clóvis!
Minha mãe, no telefone:
- Adivinha quem tá aqui em casa...
- Não sei...
- Uma pessoa que tu gostas muito!
- Maria Clara!!! - respondi rápido. E acertei!
(A Rapha disse que pensava que eu fosse responder: a Rapha! - mas não tem jeito. Agora a Maria Clara é a dona do pedaço!)
Os jovens, em geral, são chatos? Ou melhor, os jovens de classe alta são mais chatos que a média? Tendem a ser mais alienados? Tou com essa impressão...
Concordo totalmente com o comentário da Eleonora. No entanto, penso que todos devem cumprir a lei igualmente. E devem ser igualmente responsabilizados. O fato de ela ser procuradora não é agravante, nem atenuante - pois vivemos num regime republicando em que toda as pessoas são - ou deveriam ser - tratadas igualmente.
No caso concreto, ela evidentemente está errada. E a prova testemunhal vai prevalecer sobre a ausência de bafômetro. O fato de estar cambaleando, o cheiro de álcool, etc... tudo isso é levado em consideração. Mas qualquer pessoa pode se recusar ao bafômetro - é um direito. Claro que esse fato também será levado em conta.
Abri o G1 e vi a seguinte notícia: Procuradora recusa-se a fazer o teste do bafômetro após atropelamento. Imediatamente lembrei da minha mãe, que diz sempre - Filha, se beber, não dirige... vai ficar muito feio - e vai sair no jornal "procuradora reprova no bafômetro" ou coisa assim... Eu sempre achei um exagero enorme dela e nunca pensei que a condição de procuradora fosse virar notícia... Pois é, hoje virou. Qualquer pessoa pode se recusar ao bafômetro - é um direito constitucional de não auto-incriminação... Mas, no caso - independentemente da culpa da pessoa - o fato de ela ser procuradora parece que foi um agravante. Pelo menos para a imprensa...
Se as pessoas escrevem para a eternidade, elas tendem a fazer peças chatas. As peças que eu julgo mais interessantes são as que foram escritas para o momento presente.
Ontem falei com a minha mae e foi bom demais! Estou tendo dificuldades por conta das seis horas de diferenca de fuso... Mas ontem fiquei acordada ate de madrugada e liguei pra ela. Eh tao bom falar com a minha mae... Ela me faz voltar pros eixos, me ajuda, fala de Deus, ajuda a reconectar, colocar os pingos nos is, ver o que esta faltando... e sempre, invariavelmente, me manda tomar agua...
Gostei da mensagem de ano novo da Estante Virtual: Em 2011, capriche ao escrever mais um capítulo da sua vida!
(parece mensagem da minha mae, que tem por habito colocar sempre as responsabilidades nas maos das pessoas... nada de atribuir aos outros culpas, tristezas, etc... a gente eh quem " pinta o quadro da nossa vida". Ela sempre dizia pra mim e pras minhas irmas: voces tem os pinceis e as tintas...)
O Migas dizia que os americanos tinham (tem) o habito de olhar para vc e descobrir qualquer coisa que gostem um pouco... o cachecol, os oculos, o colar, o sapato, qualquer coisa que seja - e elogiar efusivamente!
Vejo isso sempre acontecer. Eh um povo que gosta de elogiar, de ser agradavel, simpatico com todo mundo... Gente aberta pra caramba. Adoram puxar papo, perguntar coisas... interessam-se pelos outros, curtem interagir.
Lembro muito de ter visto esse cenário em papéis de parede na internet... E me parecia um lugar remoto, impossível de chegar... Nem sabia bem onde ficava. Sabia que era nos EUA, mas nem calculava onde... Decidimos ir pra lá, achamos o caminho e descobrimos esse hotel, com vista para Monument Valley (o nome da coisa), no qual você pode ver o sol nascer nessas formações... Fica na fronteira, entre Utah e New Mexico. É lindo de morrer. É um primo próximo da Chapada Diamantina, só que mais seco, muito seco... alaranjado! O passeio de carro entre os buttes (esses morros) é muito lindo.
Mal liguei meu computer nos USA, e o pobre se encheu de virus, trojans e quetais... Abro o explorer e 17 janelinhas de anúncios começam a piscar... Meu computador parece Vegas, cheio de luminosos.
Shit happens! Really happens! Perdi meu cartão de crédito do Santander, que era o que eu mais usava... Procurei, procurei, procurei... e nada! Sei exatamente quando foi a última vez que o vi: num subway na cidade de Madera. Gastei 4 dólares. Depois disso, não o vi mais... Tive de cancelar. E agora vou ter de sobreviver sem ele...
Tenho a impressão de que o povo aqui (EUA) adora pimenta... principalmente pimenta do reino (que eu também adoro, embora saiba que não é nada saudável... mas que faz bem pra minha natureza predominantemente kapha).
Não sei se está acontecendo em todas as companhias aéreas americanas, mas pude verificar em todas as que andei: eles estão cobrando pela bagagem. Mesmo que você despache uma única malinhaalq for o peso ou tamanho... Isso traz um reflexo interessante: pra não ter de pagar 25 doletas, a gente acaba viajando mais leve, levando o estritamente necessário... Um incentivo indireto a um comportamento salutar: simplificar a vida.
San Francisco é uma das cidades mais legais - e lindas - que eu já conheci. Alto astral. Fiquei só um dia lá e tenho vontade de voltar e ficar um mês... Tão, tão, tão linda... e ao mesmo tempo, tão absolutamente cosmopolita! Tão arejada, moderna... e clássica. Não sei explicar. Aquela coisa vitoriana misturada com uma efervescência cultural que paira no ar.. Tudo tão exuberante! E o charme da Golden Gate?! E e o Golden Gate Park? O que é aquilo? Que cidade sensacional!
Eu imaginava tudo de bom de San Francisco, mas ainda assim me surpreendi... San Fran extrapola o que de melhor se puder imaginar dela.
Cada vez que eu vou ao supermercado nos EUA, eu sinto vontade de me mudar pra cá, por conta da incrível quantidade de comidinhas legais (saudáveis, orgânicas, prontinhas ou mesmo junkies) que eles têm! E também por conta da tecnologia... os caras pensam em absolutamente tudo! Resolvem um sem-número de necessidades que nós, no Brasil, nem começamos a pensar... A mim, tudo parece "melhor resolvido", se é que você me entende...
Outra coisa que me faz ficar com vontade de morar aqui pra sempre é o povo... que povo bom é o americano! Solícito, gentil, simpático, prestativo... Se você pede uma informação, eles param tudo o que estão fazendo, vão ao google, telefonam para alguém... enfim, além de gente-boa, são extremamente eficazes em tudo. Não tem tempo ruim.
Minha experiência americana, antes dessa, era restrita a New York City... Duas vezes, antes do atentado. Então eu tinha aquela ideia do novaiorquino totalmente indiferente, arrogante e cheio de "atitude". Agora, aqui na California (e em outros estados que passei), vejo outro povo. Nada a ver com minhas antigas impressões...
Eu tinha um problema com os EUA, um preconceito antigo... Nunca tive muita vontade de vir pra cá, de viajar por estes lados... viajei um monte pelo mundo, América do Sul, América Central, Europa e até Ásia... mas ficava me amarrando quanto aos EUA. Muito tempo perdido. Eu sabia das belezas naturais deste imenso país... mas agora estou descobrindo outras belezas - sobretudo em relação ao povo daqui.
Duas pessoas próximas a mim já moraram aqui: o Gelso, meu padrasto e o Mong Marcos. Ambos falavam muito bem do povo americano... E eu agora consigo confirmar tudo... Se eu fosse contar aqui os exemplos de camaradagem que eu já vivi por aqui, este post ficaria imenso. O jeito de ser deles é realmente tocante... Acho que os americanos são incompreendidos pelo mundo por conta da sua política externa... Mas o povo é bom, honesto, bacana...
Os EUA estão sendo uma das maiores - e melhores - surpresas da minha vida.
Estou muito, muito triste... porque minha mãe teve seu notebook roubado. Estou triste não pelo note mas pelo conteúdo dele... minha mãe tinha montes de coisas lá, montes de fotos... Sinto tristeza pela perda disso tudo. Também sinto tristeza porque ela gostava daquele note. Eu que tinha dado pra ela... e ela andava sempre com ele de um lado pra outro. Cuidava com carinho. Estou triste por ela. Mas ela me mandou um recado dizendo que eu não devia ficar triste...
O consumismo dos EUA me consome. A frase nao eh minha. Eh de uma grande amiga. Acho que ela tem razao. Vivemos em crise por aqui: a gente tenta resistir ao consumismo, lembrar do Meio Ambiente (com maiusculas!), da Historia das Coisas (aquele maravilhoso documentario da BBC). Mas,no fim das contas, a gente nao resiste. Estamos enredados nessa vibe: compre, compre, compre! Compre mais e seja mais feliz! Compre mais e seja mais amado! Compre mais e seja mais aceito! Compre, compre, compre! Eh hipnose, como diria minha mae.
Outro problema eh o preco. Os precos sao absolutamente convidativos... Absolutamente. E voce pensa: quando que eu vou comprar isso no Brasil por esse preco? Eh dado! Entao voce compra ainda mais. Compra o que precisa e o que nao precisa. Compra coisas que nao vai precisar. Compra pelas proximas tres eras geologicas...
A Victoria' s Secret realmente sabe fazer sutias. Eh uma coisa absolutamente impressionante a tecnologia dos caras... Acho que eh porque os americanos adoram essa parte da anatomia feminina. Assim sendo, capricham.
Comprei um monte de coisinhas la: nao so lingerie. Cada vez que passo na frente de uma loja, nao resisto e entro. O problema - sempre ha um problema - eh que tudo eh feito na India,Bangladesh, Indonesia, China... ou seja, tem ai muita coisa por baixo do tapete, eu penso... no minimo, trabalho muito mal remunerado. Ou seja, a fome no terceiro mundo subsidia esses luxos. E a gente colabora, comprando loucamente.
Chegamos na "porta "do Grand Canyon... Estava nevando. A pista estava branquinha... O ranger, que mais parecia um papai noel, simpaticíssimo alertou: - Eu não recomendaria que vocês seguissem adiante... Vai nevar hoje, amanhã e depois. Não se pode ver nada...
Passei o reveillon em Las Vegas. Parece o lugar perfeito para um reveillon, não é mesmo? Todo aquele brilho, luz, cor... todo aquele fascínio que Las Vegas exerce sobre as pessoas... potencializado pelos fogos do ano novo - faz parecer algo muito maior e mais exuberante! Mas devo dizer... que não foi! Pelo menos para mim...
Pra começar, os fogos: uma mixaria! Um tiquinho de nada de fogos... Da minha sacada, em Floripa, eu veria mais fogos... com certeza. Da casa da minha mãe, na lagoa, também...
Em segundo lugar, aquele frio de rachar! E nós passamos a virada na rua, na Strip (Las Vegas Boulevard, a principal rua de Vegas). Por mim, eu teria ido para uma balada muito bem recomendada chamada Tao (com um Buda gigante... lugar lindíssimo), mas o pessoal achou caro e nós ficamos na rua mesmo.
Em terceiro lugar porque eu, por mais esforço que faça, não consigo abstrair tudo aquilo que subjaz aos letreiros luminosos de Vegas... jogo, prostituição, alcool, drogas, apelo ao consumo, diversão vazia...e, muitas vidas arruinadas pelo jogo. Já li que os quartos de hotel de Vegas presenciaram muitos suicídios: gente que perdeu tudo nos cassinos e deu cabo da vida ali mesmo.
Aquelas maquinas caça-niqueis brilhando sem parar, as mesas de poquer com pessoas hipnotizadas pelo jogo, mulheres com saias curtas e peitos de fora servindo as bebidas, cheiro de cigarro por todo o lado... Acho que Vegas não é pra mim. E olha que eu me esforcei para gostar, para me deixar levar... mas não deu. Vegas cansa. É tudo over...
Uma cidade tão ruim quanto Vegas demanda um hotel excepcional. Mas nós não ficamos num desses... ficamos no Saara, um hotel antigo, que já teve seus tempos áureos, mas hoje está bem decadente. A vista ele é pro Stratosphere (boa vista, daquela torre imensa....). Tem uma estação do monorail (o que é uma tremenda vantagem). Mas só isso.
Por fim - e pra piorar, na volta pegamos uma tempestade de neve e um engarrafamento de 12 horas!!!!!
Mesmo assim, aproveitei um pouco... fui ver o Cirque du Soleil - havia uns sete espetáculos, mas vi somente o O, que acontece na água. Muito lindo. Mas o melhor mesmo foi o Le Rêve (também na água). De cair o queixo!!!!
Gostaria de ter visto o Zumanity, que é o espetáculo sensual do Cirque du Soleil e também o Love, que é dos Beatles... Não sei porque não fui! Eu amo os Beatles... e fiquei com aquilo na cabeça.
Adorei passear por alguns daqueles hotéis que custam bilhões (sem exagero) de dólares. Gostei muito do Wynn, do Encore, do Cosmopolitan, do The Hotel e do Mandalalay Bay. Se eu fosse escolher, acho que ficaria no The... ou no Wynn. Luxo que os meus olhos jamais haviam presenciado.
Fui a um restaurante sensacional chamado Jaleo. Restaurante espanhol, que tocava Drexler! Muito chique e descontraído... pratos ínfimos (ínfimos mesmo, de 5 cm...de comida!). Delicioso. Tinha um menu livre de 125 doletas... mas eu não paguei, evidentemente.
Adorei o monorail de Las Vegas. Excelente forma de burlar o trânsito. Pensamos em alugar uma limo, mas acabamos não o fazendo...
Achei interessante, mas não curti muito aquela coisa de NY fake, Veneza fake, Paris fake... É engraçadinho, interessante... mas não chega a encher os olhos (os meus, pelo menos).
Uma amiga havia me dito que tudo em Vegas era barato, baratíssimo... incluindo a rede hoteleira. Eu achei tudo caro. 24 horas de internet, no hotel, 13 dolares - enquanto na grande maioria dos hotéis americanos é grátis. Qualquer atração nos hotéis custa cerca de 20 dólares. Hotéis caros, transporte público caro, comida cara...
Passei quatro dias em Vegas. Acho que foi excessivo. A cidade não merece mais que dois dias. Eu daria a seguinte dica: visite apenas os hotéis mais mais. Passe batido pelos demais. Não perca tempo. Também não se deixe seduzir pelas compras. Viajar é um divertimento caro demais para você perder tempo nas compras... Há muitas coisas melhores para fazer. Falo isso porque passei um dia comprando... Você gasta para chegar no lugar, gasta para se hospedar... então tem de fazer valer a pena. Sabe-se lá quando vai voltar? Ou, se não tiver nada melhor pra fazer (como é o caso de Vegas), trate de zarpar... e ancorar noutras bandas. O mundo é repleto de possibilidades!
Quando estava em Vegas, tudo o que me passava pela cabeça era: nunca mais coloco os pés nessa cidade, nunca mais... Mas agora, olhando de fora, não garanto que não volte... De repente, num outro contexto, em outra circunstância, com a ideia de ver vários espetáculos do Cirque...Quem sabe?
Estou com emocoes divididas com relacao a este blog... Sem vontade de continuar. Nao sei se paro ou se mudo a linha tematica... Acho que cansei um pouco de me expor pro mundo.