Mais uma boa notícia ambiental: Capitão Marledo é eleito novo presidente da CTAJ (Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos do Conselho Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina). Mais um cara bom num cargo bacana. Eba!
(Eu sou reprsentante do IBAMA na CTAJ - o que muito me honra!)
Mande-me algo
Algum sinal
Alguma carta
Algum cartão-postal
Passe-me um fax
Faça-me crer
Que houve um milagre
Que eu não perdi você
Mande-me um beijo seu
Pra que eu sinta vibrar
Esse desejo meu
Que me faz sonhar
Meus dias de solidão
E as noites de solidão
Mande-me algo
Algo de coração
Ontem almocei com o Migas num restaurante vegetariano muito gostosinho, que irradiava uma energia muito amorosa. Super simples, com bom preço: buffet livre por R$ 12. Também tem por quilo. O atendimento é super gentil, a comida é deliciosa. Fica bem na entrada da Lagoa. Chama-se Shangri-la Casa de Chá. Vale muito a pena.
A Grazzi, minha irmã, trouxe a empregada dela e a filha para verem o mar - elas nunca haviam visto. A Gra quis dar-lhes esse presente. Fiquei tocada com o gesto. Não sei se eu faria o mesmo. Achei de uma generosidade ímpar... A Gra realmente é uma pessoa boa...
A Gra também disse uma coisa muito bonita sobre o futuro da Luiza:
- Eu não me preocupo com o que a Luiza vai ser no futuro, se vai ter sucesso profissional ou ganhar dinheiro. Pode ser hippie, enfim... qualquer coisa que ela quiser. A única coisa que eu quero de verdade é que ela seja uma pessoa boa.
Vai ser, Gra! Não precisa te preocupar. Com um exemplo de mãe como tu...
Transcrevo abaixo uma meditação budista sobre o perdão. Escrevi num cartãozinho pra ler todos os dias:
Por todo o mal que causei aos outros, consciente ou inconscientemente, perdoe-me.
Por todo o mal que os outros me causaram, consciente ou inconscientemente, eu os perdôo.
Por todo o mal que causei a mim mesma, consciente ou inconscientemene, eu me perdôo.
Ontem fui ao Berbigão do Boca, que é uma espécie de bloco de sujo que abre o carnaval de Floripa. Fui com pessoas super legais: Cris, Maeli, Vanessa, Dani, Fernando, amigos dele, amigos do Dani... Enfim, um monte de gente bacana.
Depois fomos ao Santo Antônio dar uma olhada no grito de carnaval que ia ter no Bar do Harger. Mas resolvemos ir pra lagoa...pro Confraria Chopp da Ilha. Era Samba Rock. Gostei muito, mas tava dormindo em pé por conta da noite anterior, do Velhas Virgens...
- Mamis, sabe quem a Dilma nomeou presidente do IBAMA?
- Quem?
- O Dr. Curt!
- Ah! Que bom! - exclamou minha mãe com tom de contentamento.
E completou: - Tem de escrever pra ela parabenizando?
- Pra ele?
- Não pra ela.
- Pra Dilma?
- É, pra Dilma.
- Tu achas que ela lê email?
- Ah, mas alguém vai ler!
Então lembrei de postar aqui, porque essa é realmente uma boa notícia. Uma grande notícia pro meio ambiente. A melhor do ano. Vou transcrever o email que mandei para ele e para a Lista Ambiental da PGF, que dá uma certa noção do que passa - da alegria reinante no IBAMA e no meio ambiental federal brasileiro:
Querido Dr. Curt,
Depois daquela triste sentença que encaminhei ontem para a lista – que esculhambava o IBAMA até não poder mais - abro hoje o meu email e vejo essa enorme e contagiante explosão de alegria. O coração de todos aqueles que lhe conhecem está em festa!
A defesa do meio ambiente é uma luta tão árdua, com tantos reveses... Uma notícia como essas cura nossas feridas e reacende a esperança.
Sinto profunda emoção ao escrever essas palavras e não consigo conter as lágrimas. Sei que novos tempos virão. Um IBAMA novo nasce hoje. Muito mais dinâmico e eficaz – como você é! Não é otimismo, não...é uma certeza: sei disso por experiência própria – pois você foi meu chefe! Que tempos sensacionais eram aqueles! Lembro de ver os fiscais/técnicos do IBAMA na sua sala, o tempo todo – animadíssimos – pedindo orientação! Os analistas ambientais do IBAMA trabalhavam com empenho, vontade, dedicação e entusiasmo! Todos tinham em você uma grande referência, um exemplo de seriedade e profundo – e destemido - comprometimento com a causa ambiental. Você não era apenas o procurador-chefe, você era fonte de inspiração para toda a autarquia! Operações eram realizadas, processos eram resolvidos, teses contrárias ao meio ambiente eram rechaçadas sem dó nem piedade nos seus pareceres, ACPs ousadas eram propostas, enfim...! Tudo graças à sua coragem, à sua ousadia, à sua imensa força de trabalho e incansável dedicação... Nunca o IBAMA/SC viu coisa igual.
Não há palavras, tudo já foi dito pelos colegas. Não há nome melhor neste país. O novo governo começa bem, nomeando uma pessoa do seu naipe - moral, intelectual e humano – para a presidência do IBAMA.
Desejo que Deus – e São Francisco de Assis, padroeiro do meio ambiente - lhe dêem muita saúde, muita luz e muita proteção para que possa fazer o que sempre fez.
A gente ama você! (sei que você sabe disso, mas não custa reiterar, né?)
Recebi esse texto da Nanci e gostaria de compartilhar aqui:
"DESTRALHE-SE"
(por Carlos Solano)
"-Bom dia, como tá a alegria"? Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
"-Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste!" e ela me apertou. Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar". Falando nisso, "vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada". Já ouviu falar em toxinas da casa?
Pois são:
- objetos que você não usa,
- roupas que você não gosta ou não usa há um ano,
- coisas feias,
- coisas quebradas, lascadas ou rachadas,
- velhas cartas, bilhetes,
- plantas mortas ou doentes,
- recibos/jornais/revistas, antigos,
- remédios vencidos,
- meias velhas, furadas,
- sapatos estragados...
Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca. "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!", ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa...
O 'destralhamento' é a forma mais rápidas de transformar a vida e ajuda as outras eventuais terapias. Com o destralhamento:
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram...
É comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos".
Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado;
- fracassado;
- limitado;
- aumento de peso;
- apegado ao passado...
No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo; Acima de nós, são dores de cabeça;
"Sob a cama, poluem o sono".
"Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar."
Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?
...e vá fazendo pilhas separadas...
- Para doar!
- Para jogar fora!
Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos,
- das luzes fortes,
- das cores berrantes,
- dos odores químicos,
- dos revestimentos sintéticos...
e também...
- libere mágoas,
- pare de fumar,
- diminua o uso da carne,
- termine projetos inacabados.
"Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará.. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá", Arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé.
"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.
Dona Francisca me conta que "as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo". A gente deveria de ser assim, ela diz: "Destralhar ajuda a adocicar."
Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar...
“Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar ” Dalai Lama
Comprei dois perfumes (eau de parfum) da Calvin Klein: Beauty e Euphoria. Não gostei. Ambos têm fixação muito fraca. Em compensação, um Kenzo Amour branco... nossa! Um dos melhores que já usei!!! É um floral incrível. Também comprei um Guerlain chamado Idylle - sobre o qual não tenho opinião formada ainda.
Em Los Angeles, depois do show do Jorge Drexler. Esse cara é um dos músicos da banda de Drexler. Não lembro o nome dele. É argentino e bem talentoso. Tem umas performances incríveis... Eu já tinah falado com ele em Floripa. A Rê e eu achamos esquisto o jeito como ele encolhe a cabeça pras fotos...
Estava lendo alguns diários antigos e vi que em todas as minhas resoluções de ano novo (e não só) havia o projeto de entrar em forma, emagrecer x quilos, ficar "bien dans ma peau", essas coisas... Sempre, sempre. Minha primeira reação foi ficar triste. Sensação de fracasso. Depois, mudei minha perspectiva. O fato de estar sempre nos meus projetos significa que eu não desisto nunca. Além disso, significa que, embora eu acumule algumas tentativas frustradas, tive também vários sucessos, épocas em muito melhor forma que agora. Ou seja, dá pra olhar pra trás e ver que é possível.
Sempre há - no mínimo - duas possibilidades de analisar os mesmos fatos, né? Há sempre a opção entre lamentar-se e congratular-se... sempre existe a possibilidade de capitalizar os fracassos e seguir adiante. Avaliar os sucessos e insucessos, usando estes como aprendizado e aqueles como motivação para repetir a dose e ir além.
Estou estreando hoje o colar lindo que a Sinara me deu de aniversário. Combina muito bem com o único par de brincos que eu consigo usar (de pressão, por conta da minha orelha rasgada... mas nem todo brinco de pressão dá pra usar: doi demais!).
A Sinara, a Rapha e a Cris são as três pessoas com cujo gosto (senso estético) eu mais me identifico. Gosto de tudo o que elas usam. Acho que estão sempre elegantes.
Com a Rapha, há uma pequena divergência - mas na direção oposta (dela em relação a mim): ela não curte algumas coisas étnicas, coloridas ou malucas que eu adoro - tipo sarees, panos do Peru, artesanatos, blusa do Nepal ...
Levei um tombo muito feio no ano passado na escada da Procuradoria... achei que fosse melhorar, mas ainda hoje sinto dores na bacia, do lado direito... Penso que devo ter fraturado, não sei. Preciso urgentemente consultar um ortopedista. Já vou aproveitar pra ver uma bolinha esquisita na mão direito... que parece uma calcificação, sei lá.
Eu comprei uma passagem pra Paraíba, pro Encontro da Nova Consciência - que acontece todo ano no carnaval. Um amigo havia me falado animadamente sobre o evento. Reservei hotel e tudo. Depois, o Daniel me mandou um email sobre um retiro de Yoga lá perto de Joinville, que parece super legal. Liguei pra minha mãe pra consultá-la... Estava em dúvida entre os dois. Daí ela saiu com essa:
- Filha, nenhum dos dois! Vai pular o carnaval que é bem melhor! Vai te divertir! Chega de retiro, Giorgia. Já fizeste tanto retiro, minha filha...
Minha mãe definitivamente não é uma mãe normal! hehehehe
Um amigo meu engenheiro - com aquele senso prático típico dos engenheiros:
- Giorgia, vamos implantar de uma vez por todas um chip na sua cabeça contendo a seguinte informação: homem não presta!
Editei mais um álbum: Sandia Peak e Santa Fé! Só fui ao Sandia Peak porque a Renata queria ver neve... já não aguentava mais o "calorão" de San Diego... hehehehe (de fato, a cidade mais quentinha dos EUA no inverno). Eles dizem que é o teleférico mais longo do mundo... O que eu posso dizer é que é muito, muito lindo. Leva pra uma estação de esqui. Fica perto de Santa Fé, pra onde nós estávamos indo...
Um certo dia, em 2010, estávamos lá em casa (no Brasil) lendo um livro e decidimos ir pra Santa Fé... Assim o fizemos. Santa Fé é longe pra caramba. E o Novo México é muito legal!
Eu realmente preciso estudar inglês. Sinto necessidade de melhorar. Fui ontem fazer uma prova numa escola tradicional de inglês (a escola em que eu estudei na adolescência) e a orientadora pedagógica disse:
- Você é fluente! Já morou fora?
Por mais que eu escute isso, não me convenço. Tem muita coisa que quero falar e não sei, muito vocabulário que me falta... enfim... Quero reaprender um monte de gramática, relembrar. Aprender certas expressões, não errar...
Minha mãe me aconselhou:
- Vai fazer outras coisas, filha... chega de estudar! Vai fazer coisas que tu gostes mais...
(o problema é que eu gosto de estudar...rs)
Estava lendo um diário do ano passado, de quando eu passei um mês com o Mestre Tokuda. E tinha uma parte que eu citava um ensinamento dele:
- Quando fizer Gasshô (mãos juntas, em sinal de reverência), sinta isso. Não faça por fazer.
Curiosamente, lembrei de um cara no luau que fui no Hawaii:
- Quando falar Aloha, sinta isso! Faça com significado!
(Que curioso! exatamente as mesmas palavras!)
No "Pequeno Livro do Aloha", consta que Aloha significa oi, tchau , eu te amo, bem vindo... e muitos outros significados! É o "encontro de um espírito com outro" (como Namastê, eu acho). É o "compartilhamento da energia da vida".
No domingo, a Grazzi estava falando que vai engravidar no próximo ano. Eu, pessoalmente, acho uma loucura... Filho dá tanto trabalho... Mesmo com toda a estrutura que ela tem. Enfim... Ela contrargumentou:
- Ah, tadinha da Luiza... precisa de irmãozinho. Que triste ficar sem irmãozinho!
E eu, sem pensar:
- Olha, Grá, a gente vive perfeitamente bem sem irmão!
Ela, meio encolhidinha:
- Ah, Daia, eu gosto de ter irmão...
Putz! Daí me caiu a ficha! Eu disse uma coisa dessas pra minha própria irmã!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Socorro! Realmente eu tenho tato! rs E sutileza elefântica!
- Não, Grazzi, não... nada disso. Não dá pra viver sem irmão! Minha vida ia ser bem mais triste sem minhas irmãs! Desculpa, Gra, Desculpa....
Adorei compartilhar minhas goiabinhas com o Joaca. O Joaca é um querido. Já até foi meu chefe. Ele sempre me diz coisas engraçadas. Antigamente, eu ficava brava, fazia um sério. Hoje em dia, ele diz uma besteira, eu digo duas. Ele fala: - Quem te viu, quem te vê... era uma mulher tão séria! hehehehehe
Os meus cunhados são muito gente fina. Engraçados mesmo. Os dois. Adoro. No domingo, o Fred:
- Daia, dá aí essa tua carteira que eu vou arrumar!
- Hã?
- É! Deixa eu ver o que tem dentro que já vou tirar umas coisas...
Daí eu criei vergonha e eu mesma arrumei...
O Fred vive tirando onda de mim. Até fez um rap sobre o meu jeito atrapalhado de ser. Isso foi numa viagem que fizemos pro Chile. Também tira onda porque eu já estou beirando os quarenta. (bem...como ele tem só seis anos menos que eu, também não está assim tão longe dos 40 como ele acha... )
Segunda-feira eu acordei lá pelas cinco da manhã para vir pra Floripa. O Fred também acordou, disse umas besteiras e voltou pra cama. Nem lembro o que ele falou, mas sei que foi besteira!
Adorei o iPod Shuffle. O Migas já tinha um, uns cinco anos atrás ou mais... mas eu nunca tinha experimentado. Que coisa prática, pequetita, levinha... e funciona tão, tão bem! Parece magia!
(Ah! Custou 46 dólares. É pequeninho, 2 gigas. Cabem 350 músicas... Ou seja, uns 20 CDs...)
Minha mãe me ensinou uma forma de terapia muito legal... Ontem eu fiz isso por horas: desenhar os sentimentos. Ontem eu desenhei o sentimento de raiva... Depois dezenhei tristeza, mágoa, decepção... em relação a vários assuntos e pessoas. Curti muito. Pude entrar em contato com diversos sentimentos. Foi bem forte, impactante para mim. Normalmente, eu fujo dos sentimentos... Nesse caso, tive de pensar neles, sentí-los em profundidade... Foi uma experiencia muito boa!
A Luiza Impossível é um dos bebês mais amáveis que já vi... Não chora. É incrível isso. Ela tá sempre rindo. Super alegre, sorridente, brincalhona, animada. Mas não pára. Fica engatinhando de um lado para o outro... Teve um momento em que a vi pela casa e ela realmente parecia um gatinho... (daí entendi de verdade a expressão "engatinhando").
Um dia minha mãe saiu e deixou meu pai tomando conta de mim. Eu tinha uns dois anos e meio. Alguém tinha me dado um “jogo de chá” de presente e era um dos meus brinquedos favoritos. Papai estava na sala vendo o Jornal Nacional, quando eu trouxe para ele uma “xícara de chá”, que na realidade era apenas água. Após várias xícaras de chá, onde recebia elogios entusiasmados do papai a cada xícara servida, minha mãe chegou. Meu pai fez ela se sentar na sala, para me ver trazendo a ele uma xícara de chá, porque era “a coisa mais fofa do mundo!”. Minha mãe esperou, e então, vinha eu pelo corredor com uma xícara de chá para o papai e ela viu ele beber todo o chá.
Então ela disse (apenas uma mãe saberia):
- Passou pela sua mente que o único lugar que ela alcança água é na privada????
Sempre tive bastante restrições (e preconceitos) em relação ao Padre Marcelo... Mesmo assim, de vez em quando, ele me toca o coração. Hoje foi um desses dias. Vim de Imbituba ouvindo um CD com umas falas dele... que a minha tia gravou pra mim há muito tempo. As palavras eram simples, quase ingênuas. Mas bem tocantes. Me fizeram muito bem...
Estava no Galeão, numa espera de horas... e vi um livrinho no cantinho da estante da livraria, lá embaixo, meio perdidinho... mas me chamou a atenção pelo título: Como um místico amarra os seus sapatos. O autor chama-se Lorenz Marti e, ao que me parece, é suíco. O livro é realmente bacana. Simples, direto. Parece vir da experiência e não do intelecto.
Vou transcrever um trecho inicial:
"Um discípulo do famoso pregador peregrino judeu Maggid von Mesristisch nos legou a seguinte frase: 'não fui procurar o Maggid para estudar a Torá, mas para observar como ele amarra os cadarços dos seus sapatos." E subitamente todo o filme começa a rodar mais devagar. O famoso sábio amarra os cadarços dos sapatos. Um discípulo o observa. Ninguém fala nada. Como em câmera lenta, o discípulo toma consciência de cada movimento do metre. Olha com atenção para não perder nada. Deixa-se emocionar pelo que vê. Não lhe interessa a lição abstrata, mas a vida concreta. Ele busca o encontro com uma pessoa que vivencia o que ensina.
No caminho que passa pela prática, ele espera aprender alguma coisa sobre o que move e sustenta esse Maggid. E quem sabe: com esse ato de amarrar os cadarços dos sapatos talvez ele aprenda mais sobre o mistério da vida do que com o estudo de uma escritura sagrada.
Como é que um místico amarra os cadarços dos seus sapatos?: O discípulo não o revela. A pergunta fica em aberto. Bem que eu gostaria de ter observado esse Maggid. Provavlemente não teria descoberto nada de especial. Os místicos e místicas são pessoas como eu e você. Com a pequena diferença de que eles descobrem e fundamentam as histórias mais profundas da vida, que normalmente permanecem ocultas para nós. Essas viagens de conhecimento ao interior do ser podem se realizar de diversas maneiras no dia-a-dia. Posso imaginar que alguns místicos amarram os cadarços dos sapatos com uma enorme atenção e tranquilidade e consideram essa pequena tarefa como um exercício para o caminho interior. Por outro lado, outras pessoas como eu liquidariam isso o mais depressa possível. Com os primeiros, eu poderia aprender, com os segundos eu me sentiria identificado. Os primeiros estão bem adiante de mim, os segundos estão mais próximos.
Existem muitas e grandes teorias sobre Deus e o mundo. mas no final o que importa é como eu lido com os desafios práticos do dia-a-dia mais trivial. O lugar em que se deve refletir e meditar sobre as grandes questões da vida deve ser sempre ali onde se está naquele momento. Mesmo que seja ao amarrar com impaciência os cadarços dos sapatos.
É ali que pretendo começar. Não com a pretensão de querer me modificar ou melhorar, mas como o desejo de ir fundo nas coisas. Obter clareza. Poder distinguir o essencial do não essencial. Identificar a pista do verdadeiro, qualquer que seja.
Pra mim, a espiritualidade só tem significado quando tem a ver com a vida concretamente vivivda. Quando ela torna o dia-a-dia mais amplo e profundo, quando o areja e anima.
(...)
As respostas fecham as portas, as perguntas abrem-nas. "Perguntar", diz Martin Heidegger, "é a devoção do pensamento."
O Nilo, meu amigo há mais de dez anos, sempre que aparece traz poesia pra minha vida...fico sempre com uma seleção de música feita por ele tocando no meu carro por dias e dias e dias...
Foi ele quem me deu os discos do Drexler, pra vc ter uma ideia...
Mas o que sempre me enternece é o carinho sincero que nutre pela minha mãe... Além da emoção que relata ter sentido ao ouvir o CD dos meus avós. Nossas raízes manezinhas se encontram. E consolidam a amizade que nunca acaba.
O Nilo é o fiel depositário dos meus segredos mais secretos e malucos. Ele lembra de coisas que eu já esqueci.
O problema é que eu andava relapsa nos quatro... O Coisas Bobas até que tava andando (mal e mal, mas tava) porque é o meu blog e eu posso postar qualquer besteira... Mas quanto aos outros eu realmente estava deixando a desejar. Daí me dei conta de que, em parte (quanto ao blog do Mestre Tokuda) era por problemas técnicos: quando eu acessava o blogger dessa conta, desconectava todo o resto que eu tinha no google e dava uma trabalhaeira... Daí resolvi de forma fácil. Mandei um convite pra mim mesma, para publicar no Blog do Mestre Tokuda. Levou 2 segundos e resolveu um problema de anos. Agora eu consigo publicar lá sem desconectar tudo... Publico da minha própria conta!
Às vezes um detalhezinho de nada resolve um problemão!
Pra minha mãe, pras minhas irmãs e pra quem mais tiver curiosidade de ver, aí estão algumas fotinhas do Hawaii, uma das melhores viagens da minha existência!!!! Basta clicar na foto que o álbum abre!
É engraçado o uso que diferentes pessoas fazem do mesmo instrumento... o uso pode transitar da completa inutilidade para a consciência plena! hehehehe
Bem, faço esse post pensando na Cris e no seu iPhone 4. Ela me perguntou o que eu tinha de aplicativo... Tive de mostrar minhas coisas esdrúxulas: meu iPhone dá pum, tem barulhos de animais (golfinhos, pavões, elefantes, burros, onças...), posições do kamasutra, montes de papéis de parede que nunca vou usar, programa de contar carneirinhso, massagem e automassagem, joguinhos infatis, programinha de desenhar, oráculo, teste de reflexos, body fitness, aviãozinho que faz mensagem no céu, programa de distorcer fotos, estourar bolhinhas, sopa de letrinhas, ilusão de ótica... e por aí vai, às dezenas. A maioria das coisas eu não usei mais que uma vez.
Pois bem... e a Cris? Bom, a Cris é engenheira. É focada e tem um tremendo senso prático. Já descobriu um excelente programa de orçamento (eu tinha baixado um, que não me serviu pra nada, nem me motivou a controlar minhas contas...). Mas o da Cris... bem, o da Cris é ótimo, simples, prático e funciona muito bem. Nem preciso dizer que, desde então, tenho registrado cada gasto no meu iPhone, que agora não serve apenas para acessar internet, fazer chamadas e... dar pum! hehehehe
Vocês viram a mulher que foi morta por um cara que conheceu via internet? Fiquei de cara... Outro dia me contaram, também, de um sujeito que está preso em Floripa por haver assassinado um casal que conheceu na internet... O risco desses contatos virtuais é realmente enorme. A pessoa não tem referências.
Post lindo da Elena, protagonizado pelo Michael, o namorido australiano (fofo-e-amado) dela:
Outrodia o Michael falou: "Eu adoroSER com voce". Eu o corrigi: "ESTAR ", mas ele entao explicou que aprendeu que o verbo "SER" 'e usado quando algo 'e permanente enquanto que "ESTAR" se refere apenas ao momento - entao, disse ele "eu adoro SER com voce".
Eu sou só um bicho carente de carinho
Uma criança problema no meio de um dilema
Ou choro sozinho num canto na hora do espanto
Ou banco o palhaço e faço estardalhaço
No fundo, no fundo, no fundo sou um vagabundo
Um vira-lata de raça, raposa no dia de caça
Eu quebro o protocolo, me atiro no seu colo
Eu salvo sua vida quando você se suicida
Minha dor não dói, sou marginal, sou herói
Eu sou Marlon Brando, vivo numa ilha
Não faço papel de santo nem pra minha família
Não posso ser outra coisa se não James Dean
Eu sempre fui mais bonzinho quando sou ruim
Minha dor não dói, sou marginal, sou herói!
Minha mãe estava na cidade. Fui encontrá-la. Acompanhei-a ao Mercado Público. Ela disse que adora os mercados públicos (bem justificável para uma sagitariana, né...). Ela foi comprar ostras e camarões. Achei muita graça no atendente, um legítimo nativo da ilha. Perdi a conta do número de vezes que ele disse "querida".
Aqui em Floripa é assim, todo mundo é "querido". Querido/a vai sempre no fim das frases:
- Quer mais alguma coisa, querida?
- Tá bom assim, querida?
- Obrigado, querida.
Há algum tempo eu estava buscando a solução para o problema. Quando voltei das férias, descobri. Descobri que precisava de uma caixa com chave para guardar meus cremes e perfumes... Hoje encontrei em uma loja de cosméticos da cidade. Uma caixa prateada, bonita, como uma mala antiga de viagens, sabe? Ou uma daquelas caixas de instrumentos musicais... Bem estilosa. E prática! Coloquei lá dentro os meus creminhos... estão bem guardados agora.
Hoje levei a Clarinha para a tosa. Pobrezinha. Ninguém penteou o pelo longo dela durante a minha ausência (eu esqueci de pedir... mea culpa!). Então encheu de nós - pareciam dreads, na verdade. Era uma Clara Rastafari.
Voltou de lá completamente transformada. A Clara peluda parecia gordinha - agora é uma Clara magrela (êpa! tem tosa pra gente? hehehehe). O pelo curtou deixou-a mais jovem. Mas o mais maluco mesmo foi a chuca que puseram... tadinha!
Vou dar a receita da saladinha deliciosa que acabei de inventar com o que tinha em casa:
- tomates cereja
- alface americana
- castanhas de caju
- queijo minas (mais amarelinho, não frescal)
- passas brancas
- molho de shoyu com azeite de oliva.
Como acontece religiosamente a cada verão, fui aos Ingleses visitar o Nilo. Cada verão é diferente. Porque estamos diferentes e porque fazemos coisas diferentes. Desta vez, não sabíamos bem o que fazer além de colocar a conversa em dia... Então fomos dar um giro de carro e descobrimos um lugar muito charmoso (fotos abaixo): Coisas de Maria João, entre Santo Antônio e Sambaqui. O lugar é aconchegante e colorido. Eu disse ao Nilo:
- Nilo, isso é coisa de carioca!
Dito e feito! Fomos descobrir, o dono era mesmo carioca!
Esse poema é mesmo lindo... e a reflexão vai, é claro, muito além do operário.É bem mais que político, é existencial... é quase místico, uma experiência de iluminação...! Às vezes penso em como alguém conseguiu produzir certas obras...tão lindas como essa.
Operário em Construção
Vinícius de Moraes
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construcão.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Começou a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que nao dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
Como era de se esperar
As bocas da delação
Comecaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porém, por imprescindível
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Nao vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construido
O operário em construção
Cris e eu resolvemos trocar de carro esta semana. Então partimos pras buscas. E foi na Citroën que mais nos divertimos. Teve um momento em que lançamos secretamente o nosso veredito: o vendedor era um charme! Unanimemente concordamos sem titubear. Não havia reparo a ser feito. O cara era descolado, educado, classudo. Tudo de bom. Não era especialmente lindo, mas era absolutamente charmoso. Até a cicatriz no rosto fazia parte do encanto. E o sorriso? O que era aquilo? Descobrimos até o signo dele: Leão Búfalo (ou boi, como eu).
O resultado foi que a gente já não queria mais sair de lá... Não tinha jeito. Ele oferecia uma coisa, a gente aceitava. Oferecia outra, a gente aceitava. Tanto que chegamos a fazer dois testes-drive: um com um C4 Pallas e outro com um C4 Picasso. Ele mostrava os preços, fazia isso, aquilo, aquiloutro... e a gente ia olhando, olhando, comentando, perguntando... hehehehehhe
Realmente o moço era de matar. Um charme de artista de cinema. Mas já tem dona, evidentemente.
Ah! Depois o moço da Honda também era bastante bonitão. Ficou em segundo lugar no nosso ranking. Mas não tinha um décimo do charme da Citroën.... hehehheh
O pior atendimento foi o da Chevrolet, disparado, sem chance aos competidores. A Captiva realmente saiu fora das minhas intenções por conta da má qualidade do atendimento. Na primeira loja da Hunday, o atendimento foi sofrível. Na segunda foi bem melhor: uma garota e um senhor super simpáticos. A loja da Ssang Young (ou algo assim, que vende o Action) também teve um atendimento simpático (era uma moça).
No fim das contas, a Cris convenceu-se pela Action motor diesel e pela ix35. Não quer dizer que eu vá comprar...
Quanto à Citroën, não compre. A desvalorização é absurda. O meu Picasso, vou contar... dá pena de "doá-lo" para as concessionárias.
Ah! Nota final: A Cris é excelente companhia, a gente se divertiu pra burro bancando as duronas nas negociações de preços... E eu dizia: - Olha, ela é engenheira! Entende tudo! heheheheh (pior é que não estávamos blefando!)
Minha vó me contou toda feliz que meu primo havia pescado 5kg de peixe na frente de casa... Eu me segurei um pouco pra não falar nada, mas falei... Falei pra ela que achava horrível pescar por hobby, matar o bicho... Minha mãe disse que eu deveria ter evitado falar isso pra ela, deveria me abster de dar essas opiniões esquisitas. Afinal, ela é velhinha e tava feliz com a façanha do neto...
Sábado de manhã, a Denise e eu ajudamos o Migas numas mudanças. Tinha muita coisa dele lá em casa. Fizemos um mutirão.
Depois, segui viagem para Imbituba. Em pleno sábado, levei três horas para fazer menos de 100 km. Imbituba tá ficando impraticável!!!! Eu deveria mesmo ter ido na noite de sexta... mas não de noitinha: tarde da noite!
Lembro, quando era pequena, de ouvir minha mãe contar que antes da existência da BR 101, levavam 4 horas para chegar a Floripa... Hoje, 40 anos depois, são três horas... isso se for no sábado! Se for no domingo à tarde, por exemplo, a coisa piora muito!
Conheci uma japinha nos EUA que era absolutamente linda, uma bonequinha... quando estava de maquiagem! Quando a menina tirava a maquiagem, era uma verdadeira transformação! Não dava pra acreditar. A menina se apagava completamente... e chegava a ficar feia. Com a maquiagem, iluminava, brilhava, resplandecia. Incrível o contraste. Quase nem dava para acreditar que era a mesma pessoa...
Conclusão: Vamos nos maquiar mais! hehehehe
Ressalva: quando o calorão permitir!
Temos que nos unir exatamente como os cinco dedos da mão.
Eles são diferentes – um é mais curto e mais grosso, outro longo e fino – mas, quando estão juntos são muito poderosos; se um deles está faltando, há fraqueza geral.
Com a gente é a mesma coisa – é preciso que cada um utilize a sua especialidade e, assim, unidos, seremos muito mais poderosos, mais cooperativos, mais amáveis.
Quando alguém age sozinho, perde força e pode fazer muito pouco.
Pense nisso e pratique a união.
(Brahma Kumaris - diretamente da newsletter da Alda)
Pelo Dr. Eduardo Trauer: "O Hemosc está solicitando ajuda. Uma menina está internada no Hospital Infantil de Florianópolis com queimaduras em quase 100% do seu corpo e está precisando urgente de sangue do tipo B negativo. Repassem para sua lista de contatos. A doação deve ser realizada no Hemosc, na Av. Othon Gama DEça. Identificar a doação para NATALI MARIA HENRIQUE. O código da paciente é 999020."
Ontem rezei com minha mãe essa oração. Acho que é uma espécie de "oração das mães".
Ela me deu para colocar no blog:
Oh! Deus
Olha para os meus filhos.
Fortifica-os para que cresçam felizes
e tenham olhos que lembrem
a tranqüilidade de um lago,
a firmeza de um rochedo
e a luz da esperança.
Dá-lhes uma saúde integral,
uma inteligência completa
e um sentimento vivo.
Põe nos seus corações
a reverência aos Teus ensinamentos,
o respeito aos outros,
o amor ao trabalho,
a dedicação ao estudo,
a candura e a obediência.
Para tornar-me digna deles
e não lhes transmitir nervosismo,
desajuste, tristeza, medo ou maldade,
envolve-me em tranqüilidade, equilíbrio,
alegria, coragem e bondade.
E ensina-me a descobrir
as virtudes que eles têm,
a elogiá-los sem exageros e
a corrigi-los com sabedoria.
Em primeiro lugar, pois,
modela-me a alma grande e generosa,
para amá-los na semelhança do Teu amor.
A barra de espaço do meu notebook não funciona mais. Será vírus? O Clécio me recomendou que sacudisse o teclado e desse uns tapinhas, pois podia ser sujeira... Não era. Não sei o que era... Alguém aí já passou por isso?
Meu desejo é ver Deus. E, como dizia Freud, se eu morrer e chegar à presença de Deus, eu terei muito mais coisas a perguntar para ele do que ele a mim. Leonardo Boff
Hoje fui tomada de sopetao pela notícia do falecimento da avó do Migas... Fiquei chocada, pois faz mais de um mês e eu nem sabia. O Migas disse que não me falou porque eu estava fora, enfim... Queria ter dado os pêsames para a família, sobretudo para a mãe do Migas. Acho muito importante dar as condolências nessas horas difíceis. Aprendi isso com a minha mãe...
Quando conheci a Vó do Migas, ela era ainda muito bonita e vaidosa, cheia de vida. Uma senhorinha super elegante, de cabelo pretinho, que havia viajado o mundo, falava inglês muito bem, gostava muito dos EUA, cozinhava pra caramba... Lembro que, no começo do namoro, cheguei a trocar algumas cartinhas com ela. Ela era dos Açores. Depois casou com o Vô do Migas e eles foram para o continente. Eu gostava dela, do jeito dela de falar (que parecia um pouco florianopolitano - já que ela era açoriana).
Enfim... gostaria de ter sabido do falecimento quando ele ocorreu, dia 26 de dezembro. De qualquer forma, ficam aqui registradas as minhas condolências e meus sentimentos.
Pegando um gancho no post anterior (do bilau/torneirão), foto com um mendigo americano.Na plaquinha, lê-se: "Preciso de dinheiro para aumento de pênis - quero virar um astro pornô".
A foto é de Venice Beach, uma praia muito, muito maluca. Esse pedinte não era o único com ideias criativas. Tinha um vestido de nerd, com meião branco até o joelho... e até uma camiseta escrita "nerd". O cara tinha um copinho e ficava olhando pras pessoas de um jeito nerd, pedindo um dinheirinho. Nem parecia pobre, mendigo ou homeless... Tinha um outro com os dizeres "I need weed". Eu não sabia o que era weed e ele gritou de longe: "Marijuanaaaa!!!". Tinha outros mais normais, tipo "I need beer"... rs Enfim... Os mendigos de Venice Beach são um show à parte...
Ah! Eu dei dinheiro pro moço da foto. A Renata também.
Um amigo meu, leitor deste blog, está pensando em fazer cirurgia de redução de estômago. Eu briquei com ele:
- Vai ficar de barriga tanquinho, hein?
Ele, que é muito brincalhão, respondeu:
- Barriga tanquinho e um torneirão!
Achei muita graça e contei para uma amiga em comum. E ela:
- Torneirão means bilau?
Hoje eu fui na dentista (que eu gosto muito) fazer uma limpeza e ela me perguntou:
- Quando é que nós vamos tirar esses sisos, hein?
Bom, eu não fiquei convencida. Ela não deu nenhuma boa justificativa. Só disse que era o único lugar em que eu tinha "placa mole", porque a mnha higiene era boa: mas que os sisos são lugarees de difícil acesso.
De qualquer forma, acho que não vou tirar os meus sisos, sabe? Estão ali quietinhos, não me incomodam... nunca doeram, nada...
Hoje estreei minha carreira de babá!!!! A Raphinha deixou a Maria comigo uma meia horinha... Pra estreia, tá bom... E a Maria não deu trabalho algum. Foi pra banheira e ficou lá fazendo bagunça. Dei a ela um monte de xampus e espumas de banho pequeninhos, de hotel... (ela adora). Ela ficou despejando na banheira e batendo as mãozinhas... Divertiu-se!
Depois de um tempo, me avisou:
- Tia Daia, estou pronta!
Já, Maria? Tem certeza?
- Sim, já estou pronta. (ela fala assim, tudo certinho mesmo)
Então, tirei ela do banho e perguntei: tu te secas ou eu te seco?
- Você me seca, Tia Daia!
Ok! Fiz uma bagunça com ela... Depois ela sentou sem roupa na cama, pegou um caderno e começou a me contar a história dos três porquinhos:
- Tia Daia, havia um porquinho bem preguiçosão... então ele construiu a casinha... hehehehehe
Que fofa!
Minha mãe disse que ficou com inveja de mim...
Por mim, a Rapha pode sempre deixar a Maria por aqui...
Los Angeles não é cidade para um findi. Nem para dois. É preciso mais tempo. Passei dois finais de semana por lá... Fiquei encantada - sobretudo após conhecer downtown e me dar conta da efervescência cultural da cidade... Fiquei apaixonada pela arquitetura, pelos arranhacéus, pela classe de LA - que vai muito além de Hollywood e Beverly Hills que os turistas conhecem...
Para ver as fotos que fiz, clique na imagem acima. Há fotos do centro da cidade, de Santa Monica e Venice Beach (a praia mais maluquete que já vi, com a fauna mais exótica...).
Em dezembro e janeiro eu dei uma parada com o blog. A ideia era me proteger um pouco de pessoas que não me querem bem... diminuir a exposição. Em palavras menos rebuscadas: "xô, olho gordo!".
No entanto, cheguei à conclusão de que não escrever me faz mal. Eu preciso escrever. Gosto de escrever. Amo escrever. Mais ou menos como fala Rilke nas "Cartas a um Jovem Poeta", sabe? Vivo cheia de palavras dentro de mim, loucas por se juntarem em frases e textos... Além disso, tenho uma necessidade grande de interagir, comunicar. Se eu não faço isso, morro um pouco. Minha vida fica estéril se eu não escrevo.
Quando a gente se fecha, se protege do mal. Mas também se "protege" do bem...
Achei que eu não fosse gostar muito, mas acabei gostando! Passamos (= Camila, Marcel, Renata e eu) um dia nos estúdios da Universal em Los Angeles. Gostei de alguns efeitos especiais dos filmes (enchente, por exemplo!), gostei de ver as locações, gostei dos brinquedos (montanha russa virtual dos Simpsons, por exemplo). Achei bem divertido.
Para ver as fotos que fiz, clique na imagem acima.
No ano passado, engordei muito por conta do stress. Muito mesmo. É o tal do cortisol que é liberado no sangue em momentos de grande stress. Trabalhei muito, tive muita pressão. E isso me rendeu uns bons quilos. Estou certa (certíssima) de que, mais que comida, foi stress.
Depois, fui pros EUA e lá ganhei mais uns quilos... uns dois, três, talvez. No fim das contas, estou com seis a mais que a mesma época do ano passado.
Voltei para os Vigilantes do Peso e foi realmente uma grande alegria. Indira, a orientadora, é gente finíssima. Uma pessoa muito franca, direta, aberta, alegre e sem frescuras. Gosto muito do jeito dela. Gosto da abordagem, do entusiasmo. Ela realmente é fonte de inspiração para mim.
O tempo todo, lá nos EUA, as pessoas se ofereciam para tirar fotos de nós juntas (Renata e eu). No começo, eu achava que estavam sendo todos simpáticos... Depois me dei conta de que também eram pessoas em duplas... e elas não eram suficientemente diretas para pedir que tirássemos fotos delas. Então ofereciam para que depois nós oferecêssemos... Levou algum tempo para que percebêssemos isso e passássemos a retribuir a gentileza...
Acho que deve ser uma questão cultural, sei lá...
Na verdade, na maioria das vezes a gente nem queria fotos juntas, mas aceitávamos apenas para ser educadas. E depois retribuíamos...
Meu fuso segue confuso, a despeito dos esforços que tenho feito para ajustá-lo. Cheguei às dez do cinema e caí na cama. Acordei às duas da manhã sem sono. A fome também está esquisita. Não sinto fome nas horas certas...Espero entrar nos eixos em breve.
Dia histórico: a Maria Clara foi à sua primeira sessão de cinema! Fomos ver Enrolados 3D, dublado pelo Luciano Huck. O filme é muito divertido. A princesa é bem moderna e dinâmica - embora persista o arquétipo do príncipe que a salva... A Maria não quis por os óculos 3D, mas suportou bem o filme -segurou até o final - embora estivesse com sede. Nas cenas mais violentas, ou de perigo, ela dizia: - Mãe, me tira daqui! Ou então: - Eu quero sair desse cinema! hehehehehehe
Madame Min e Maga Patalógica (como diz o Osvaldo) fazendo companhia ao Shrek! Aliás, o Shrek, que não é bobo nem nada, deu um tremendo apertão na Renata!
Adorei os comentários no post "eu não consigo". Curiosamente, estava pensando no Boris, do Uruguay, e ele comentou! Estava tentando aprovar - no iPhone - um dos comments da Ila Fox e apaguei sem querer. É sobre algumas coisas legais que o Sea World faz. Gostei de saber - embora, como a própria Ila falou, não neutralize o fato horrível de tirar baleias e golfinhos do oceano para fazer dinheiro com elas....
Eis aí o comment da Ila Fox que eu, sem querer, apaguei:
Não que isso alivie muito a barra de lugares como o SeaWorld... mas sei que eles também fazem muitos serviços de resgate e reabilitação de animais à natureza. No livrinho de viagem que comprei diz:
"Desde que o SeaWorld Orlando inaugurou este programa em 1976, cerca de 270 peixe-bois foram salvos e 100 devolvidos a natureza. Até o ano 2000 o SeaWorld Orlando havia resgatado e tratado de 3.251 animais, inclusive retirado de cativeiros e 735 foram devolvidos à natureza."
Quem descobriu foi a Camila. E eu comprei: o passaporte para os parques nacionais dos EUA. É bem lúdico: você vai coletando carimbinhos e selos em cada parque que visita.
Já tenho até alguns carimbinhos: Yosemite National Park, Sequoia National Park, Kings Canyon National Park e Haleakala National Park. Não tenho do Zyon National Park... nem do Monument Valley (fui a ambos antes de comprar o passaporte).
Acho que a ideia poderia ser adotada pelos nossos parques nacionais, como forma de incentivar o turismo nesses ambientes tão absolutamente especiais! Além disso, "ninguém preserva aquilo que não conhece" (conforme bem lembrado pela Flávia Faustini). Assim, seria uma forma de fomentar o turismo ecológico e a educação ambiental.
Às vezes eu detesto a mim mesma pela maneira como vejo o mundo... Não consigo deixar de ver o que está por detrás das coisas. Não consigo me entusiasmar com as aparências...
Não consigo me empolgar com o belo Zoo de San Diego sem pensar que as onças estão altamente estressadas (quase loucas) andando de um lado para o outro neuroticamente porque precisam de 50 km de espaço e não de uma jaula de 20 metros...
Não consigo ir ao Wild Animal e ver uma apresentação de animais treinados sem deixar de pensar que aquilo ali instiga e estimula o tráfico de animais (sim, muitas pessoas que vêem um papagaio ou um macaco treinado sentem vontade de tê-los em casa - e isso alimenta o tráfico). Não consigo deixar de pensar que, para serem treinados, os animais selvagens precisam de castigo e dor (sim, basta ler a respeito pr saber disso...). Não consigo deixar de pensar que os bichos não são feitos para nos alegrar... e que colocar roupinhas num macaco é ridicularizá-lo para o nosso deleite.
Não consigo me deslumbrar com os preços baratíssimos das lojas nos EUA sem pensar que tem alguém sendo explorado em Bangladesh, Índia, Indonésia, Vietnan... Sem pensar que alguém está pagando esse preço, que alguém está passando fome, que há trabalho infantil por detrás disso tudo... Não consigo deixar de pensar nos recursos naturais sendo predatoriamente explorados...
Não consigo fazer snorkelling numa barreira de corais sem me culpar pelo fato de que a minha presença ali (o turismo descontrolado, o protetor solar, as pessoas que pisam onde não deveriam pisar) está matando os corais...
Não consigo ficar num hotel à beira mar sem me dar conta de que aquilo ali está impactando o ecossistema costeiro e poluindo o mar... não consigo deixar de pensar no tratamento dos efluentes (= esgoto), enfim...
Não consigo ver os belos aviões de guerra sem pensar nas mortes que eles já causaram, nas ilhas (do Hawaii) que eles já bombardearam (e que hoje não podem ser, sequer, visitadas).
Não consigo pechinchar sem pensar que a outra pessoa possivelmente ganha menos que eu e que o desconto que vou receber pode estar privando-a de sustento ou da satisfação de necessidades básicas...
Não consigo comprar palmito no supermercado sem lembrar que a maioria do palmito que a gente vê por aí tem origem ilegal e representa a destruição das Florestas...
Não consigo me alegrar com um cosmético chique sem lembrar que ele foi possivelmente testado em animais... que os olhos de algum coelho sofreu com a espuma do meu xampu e que eu tenho poucas chances de rastrear tudo o que eu uso para evitar a crueldade...
Esses são apenas uns exemplos bobos e recentes de coisas que me fizeram pensar... vivo me questionando sobre essas coisas e não sei ao certo como fazer. Às vezes me abstenho de certas coisas, como forma de protesto (interno, uma tentativa de coerência). Ex.: Deixei de ir ao Sea World porque acho um absurdo uma baleia viver dentro de um tanque... Deixo de pechinchar. Deixo de comprar palmito. Outras vezes, sucumbo ao consumismo, penso em comprar um carrão... Outras vezes, ainda, sucumbo mas fico fazendo minhas pregações...(ex.: Zoo de San Diego). Enfim... É muito difícil. Às vezes, penso que mais fácil seria não saber certas coisas... ou não se sensibilizar com elas.
Esse daí é o porta-aviões USS Midway, cuja última missão foi a Tempestade no Deserto, em 1991. Agora ele é um museu e fica ancorado na Baía de San Diego. Perdi a conta do número de vezes que passei por ele e do número de fotografias que fiz...
Eu não estava a fim de visitá-lo, mas a Camila contou que gostou de ver os lugares onde eles viviam, comiam, etc... Então fiquei curiosa. Além disso, não é todo dia que você consegue entrar num porta-aviões, não é mesmo?
Lembrei muito do meu padrasto (que é aviador) quando vi aqueles trocentos aviões de guerra lá... cheios de histórias pra contar. Belíssimos aviões, belíssimas histórias, relatos dos pilotos... tudo no audioguia do museu.
Só mesmo os EUA (ainda que prestes a falir) podem se dar ao luxo de aposentar um porta-aviões, não é mesmo? Aquilo dá uma ideia muito boa do poderio bélico norte-americano... Aliás, San Diego permite ter uma clara visão da força militar americana... Tem um heliporto com dezenas (sem exagero, dezenas) de helicópteros militares... Fazendo um cruzeiro pela baía de San Diego, você vê montes de fragatas, destroyers, submarinos e até um navio-hospital (dentre outras tantas coisas cujos nomes eu realmente não consigo lembrar!).
Quando eu estava visitando o USS Midway, não podia deixar de me impressionar... Ao mesmo tempo, aquilo não me alegrava. Eu ficava o tempo todo pensando em quantas vidas aqueles aviões não ceifaram... quantas mães chorando, quantas crianças órfãs, quantos inocentes mortos por aqueles belíssimos aviões de guerra?
Afinal de contas, pra que existe tudo aquilo? Para matar. Simples assim. Para matar. E para matar por dinheiro. Nada além disso.
Estava fazendo um exercício com a minha mãe e ela perguntou o que eu gostava de fazer quando criança... Lembrei que gostava muito de recortar, colar, que tinha um cesto cheio dessas coisas (lápis, cola, papéis, sucatinhas pra fazer coisas que o Daniel Azulay ensinava...). E que gostava muito de desenhar. Também gostava de imaginar histórias com os meus bonequinhos e fazer teatrinhos. Tudo muito solitário e sempre envolvendo criatividade... Perguntei a ela do que ela lembrava. Ela disse que lembrava que eu gostava de escrever, que estava sempre às voltas com papéis.
Ela me explicou que as coisas que gostávamos de fazer na infância estão relacionadas com a nossa realização pessoal no presente...
(resposta pra Rê, que sempre me pergunta... Eu e a Rê passamos horas na Macy´s, até a Macy´s fechar, até nos expulsarem... chegamos a sentar no chão pra escolher roupinhas liiiiindas pra Luiza! Mandamos pelo correio, a Camila e o Marcel me ajudaram... Levou um mês! Mas chegou!)
Eu não sabia que aquela experiência da invisibilidade (o professor que se fez de gari e viu que os garis eram invisíveis à sociedade em geral) tinha virado livro: Homens Invisíveis – Relatos de uma Humilhação Social (Globo, 256 págs., R$ 32).
O Emanuel, procurador do Estado de SP, fez um levantamento sobre o uso de copos plásticos na procuradoria em que ele trabalha e concluiu que eram dez mil copos por ano... Conseguiu eliminar os copos plásticos, arrumou copo pra todo mundo, deixou copo plastico so pra visitas... Quando ele contou a história, fiquei de cara, impressionada e feliz. E ele me disse: - Você que me inspirou!
Ebaaaaa!!!!
(Agora eu preciso copiar o Emanuel...)
Eu trouxe pra Maria Clara uma roupinha da Rapunzel. Linda, linda, linda! O problema é que a Rapunzel é uma nova princesa da Disney e a Maria ainda não conhece... E a ideia é que a Maria use a roupa de Rapunzel no seu aniversário... O nosso projeto agora é "convencer" a Maria de qua Rapunzel é uma princesa muito interessante (tanto quanto as outras princesas que ela já conhece). Vamos começar a "enrolar" a Maria levando-a ao cinema para ver o filme Enrolados... que é o filme da Rapunzel!
Eu queria dar a roupa pra ela agora, mas não posso... Ela faz aniversário em abril e até lá a roupa estaria destruída, conforme me informou a mãe da Maria...
Hoje vi um filme muito legal com a minha mãe: Mãos Talentosas - a história de Ben Carson. Ben Carson é um super neurocirurgião americano que teve um vida bem difícil... e conseguiu vencer as dificuldades. Um exemplo bacana de autossuperação. Adorei!
O vôo de Miami pro Rio de Janeiro foi o melhor e mais divertido da minha vida! Cheguei no avião e já fiquei meio contrariada: minha poltrona era na fila do meio... no corredor, mas naquelas três fileiras do meio, sabe? Pois bem... Do meu lado, havia duas meninas: a Andrea e a Letícia. De cara, começamos a conversar. A Andréa queria mudar pra um lugar ao lado da irmã... eu disse que só trocava se fosse uma janelinha... E dali começamos a papear animadamente - só paramos horas (muitas horas) depois!
Havia um monte de adolescentes no vôo e nós já sentenciamos: - Ai, vai ser um vôo difícil... essa criançada vai fazer baderna, a gente nem vai conseguir dormir... No final do vôo, nós rimos disso. Quem fez baderna mesmo fomos nós... a criançada se comportou muito bem!
Eu não sei de onde nós três encontrávamos tanto assunto... um assunto emendava no outro, que emendava no outro... e lá estávamos nós contando histórias e fazendo confissões. Tava engraçado.
Dali a pouco, eu dei falta do meu travesseirinho de pescoço preto, que eu tinha comprado no Hawaii (e tava escrito Hawaii, por isso era fácil de identificar). Então elas, super solidárias, começaram a ajudar a procurar... Nos ajoelhamos no chão e rastejamos pelo avião, procurando o travesseirinho debaixo das poltronas...
O Rogério, do Rio, vendo a nossa bagunça, se solidarizou e me emprestou o iPhone 4 dele, que vem com lanterna. Lá fui eu rastejar um pouco mais, de posse, agora, de uma lanterna bem cool... Mas não tive muito sucesso na empreitada.
A aeromoça, uma americana negra e bonita, com olhos muito vivos (diferente do padrão loira-velha-e-chata das aeromoças americanas) ficou solidária com o caso do travesseiro desaparecido e nos recomendou que olhássemos se não tinha algum passageiro usando o travesseiro... Vai que alguém achou?
Cutuquei um senhor nordestino que estava prto de mim (dormindo!) e perguntei: - O senhor achou esse travesseiro? Ele: - Não, não... é meu! Até tenho a nota... hehehehe Mas em vez de ficar bravo, ele se levantou, acordou a filha, e começou também a ajudar a procurar... Ali já éramos vários envolvidos na busca pelo travesseiro: nós três, o Rogério, a aeromoça, o senhorzinho nordestino, a filha (que foi acordada pelo pai, coitada)... A coisa estava ficando engraçada.
Passamos o avião em revista... mas nada de nada! Daí fomos fazer uma reunião no extremo oposto do avião... Lá havia um aeromoço dormindo (que começou a nos xingar bravamente) e um aeromoço acordado. O aeromoço acordado falou que havia achado o travesseiro e havia guardado. A Andrea ficou muito, muito desconfiada da veracidade dessa informação, pois alguém que acha algo normalmente pergunta pelo dono... Se o sujeito for um aeromoço, tem o dever ainda maior de perguntar, não é mesmo? Pra Andrea, o aeromoço viu o travesseiro (que era de excelente qualidade e tinha escrito "Hawaii") e gostou dele... então resolveu "guardar".
Pois bem... mas os problemas do aeromoço não eram só esses! Ele aproveitou o ensejo para cantar despudoramente a Letícia. Doravante, passamos a chamá-lo "o tarado do avião". Depois passou ao lado da Letícia, ofereceu-nos bebidas, passou a mão na cabeça dela... Deu à volta e passou a mão o meio da minhas costas. O tarado do avião era pródigo, não se contentava com uma só... Passamos a fazer cara feia pra ele.
Pois bem, com todos esses acontecimentos, um vôo que deveria ser chato e longo passou em... quinze minutos! Foi um vôo inesquecível! E não foi, conforme profetizamos, por culpa dos adolescentes que voltavam da Disney...
Araçá, Pitanga, Uva, Butiá, Banana e Abacaxi! Tudo isso tem no quintal da minha mãe! E tá dando fruta neste exato momento! Hoje passeei com ela pelo jardim e comi araçá, pitanga e uva... Antes havia tomado suco de abacaxi do quintal... e depois tomei chá de abacaxi! Já na casa da minha avó, tomei suco de butiá... Hmmm Delícia! Tudo orgânico, saboroso, recém colhido e cheio de vitaminas... Um contraste com as frutinhas cortadas, caras, sem vitamina e sem gosto que eu comia lá nos EUA...
Faz sete anos que o Chico e a Clara moram comigo... E eu não canso de me surpreender com o carinho deles. Gatos são - de verdade - seres super carinhosos, afetuosos, presentes... Agora mesmo eu estou aqui no computador desviando do rabo peludo da Clara sobre o teclado. Ela faz meia volta, ronrona, esfrega a cabeça no meu ombro, olha pra mim, deita no meu braço...
Acho que os gatos sentem saudades. E amor também.
Quando vou pra cama, o Chico e a Mia vão pro meu lado. Deitam comigo. O Chico fica perto do meu rosto, me olhando. Às vezes, me cheira um pouquinho, continua olhando fixo... deita a cabeça no meu braço. Coisa mais querida! A Mia deita atrás da minha perna. Mas eu não estou conseguindo dormir muito bem por conta do jet-lag... Daí eu levanto, venho pra sala. O Chico e a Mia vêm junto. Eles me acompanham aonde quer que eu vá. Quando eu paro e me acomodo, eles também param. Estão sempre comigo.
Aproveito este post pra lembrar de algo que li, outro dia, no facebook: MILHARES de cães e gatos são mortos todos os anos nos abrigos porque as pessoas compram animais de raça. Portanto, se você quiser um animalzinho de estimação, adote. Há muitos animaizinhos abandonados. Os meus gatinhos, por exemplo, eram bichinhos abandonados... Adote um vira-lata. Vira-latas são seres muito fofos e sabidos!
Quando eu estava fora, meu tio levou meu carro na oficina, consertou a embreagem (ainda pechinchou e conseguiu bom preço!). Além disso, acionou o seguro e consertou a batida que eu tinha dado...
A Raphinha cuidou de todas as minhas contas, depositou aqui e ali, pagou, resolveu tudo...
E a Denise tratou de arrumar tudo impecavelmente. Aproveitou o tempo em que eu estava fora para organizar absolutamente tudo. Arrumou os armários, o escritório, os livros, tudo, tudinho...
E hoje, sexta-feira, fui ao salão de beleza e elas fizeram uma ginástica tremenda pra conseguir fazer meu pé, mão e depilação. Nem tinha horário, mas elas foram se apertando, ajeitando e deu... na maior simpatia!
Ou seja: eu tenho de agradecer muito a Deus - minha vida é repleta de pessoas maravilhosas!
Eu trouxe umas maquiagens da Victoria´s Secret para a Mariana (nossa estagiária gente finíssima) e ela trouxe umas pra mim... (e teve até um gloss que coincidiu!) É que estávamos as duas nos EUA! Ela na costa leste, eu na costa oeste... Só ontem à noite eu me dei conta disso!
Estou ainda completamente fora do fuso horario. Ontem não consegui dormir, hoje tive dificuldade para acordar... Acho que precisarei de alguns dias para retomar o prumo.
Como disseram as meninas no salão de beleza: "tô com o fuso confuso".
A Rapha me buscou no aeroporto, me deixou em casa. Um tempo depois, toca a campainha... Era ela. Foi ao supermercado, comprou pão de aveia e requeijão... pra eu ter café da manhã. Não é uma linda? A Rapha não é só uma irmã, é uma grande amiga. Uma alma boa e generosa, sempre preocupada com o próximo.
Comprei um telefone nos EUA para me comunicar com a Renata enquanto estivesse lá. Mas a gente não se largou o tempo todo e eu só liguei pra ela uma única vezinha...
- Tenho a impressão de que você gostou muito dessa viagem... que ela está entre as Top 5!
Acertou na mosca, Clécio! De fato. Foi uma viagem top. Mas me diga, como você descobriu?!?!?! Eu não falei quase nada sobre a viagem, sobre os lugares, sobre os passeios, sobre as pessoas ou sobre as situações inusitadas... Como você adivinhou, hein?
Bom... a pergunta que acabo de fazer é um pouco real e um pouco retórica... É retórica no sentido de que eu, de alguma forma, sei a resposta. O que sinto é que tenho, de fato, uma relação muito íntima e verdadeira com os meus leitores... no sentido de que o leitor realmente me conhece e sabe o que eu estou sentindo. E isso se deve, em parte, à necessidade que eu tenho de me mostrar de verdade para criar esses laços - e - é claro - à sensibilidade de quem lê. Comunicação é uma via de mão dupla. A gente só comunica de fato quando o canal está aberto.
Pra mim, leitor é como um velho amigo. Amigo pra quem você não precisa dar muita explicação. Amigo com quem você pode se permitir ficar em silêncio e que - ainda assim - as coisas são compreendidas. Amigo que você pode ficar um tempão sem ver, mas quando vê, volta tudo, toda a conexão, a empatia, a alegria de partilhar.
Foi assim com a Flávia Faustini, leitora de Los Angeles. A Flávia é uma das leitoras mais antigas do blog. Ela se deu conta facilmente de que eu estava na Califórnia - mesmo antes de eu escrever isso no blog - e me escreveu sugerindo San Diego (onde eu estava) ou Los Angeles (onde ela mora) pra nos encontrarmos. Conseguimos nos encontrar em Los Angeles. E foi ótimo. Simples, fácil, natural e animado. Foi a primeira vez que nos encontramos "ao vivo", mas nem pareceu (para mim, pelo menos!). O papo foi tão fluido, tão fácil, tão legal! Assunto não faltava, não acaba nunca!
A Flávia é uma pessoa interessantíssima. Muito alto astral, inteligente e descolada. Sabe tudo de tudo. Conversa super bacana. Ela foi super gentil, fois nos buscar na estação de trem de Los Angeles (linda estação!) e nos levou no hotel. A caminho do hotel, passamos pelo centro de LA à noite (coisa mais linda!).
No dia seguinte, fizemos um tour muito bacana: caminhamos por downtown (os prédios são obras de arte), vimos o Disney Concert Hall, que é uma obra espetacular de arquitetura (de tirar o fôlego!), projetada por Frank Ghery. Vimos também a Catedral de Los Angeles, outro espetáculo de arquitetura moderna - e pudemos assistir a um "concerto grátis" de órgão... Até rezamos na capela do Santíssimo (embora seja um tanto difícil rezar numa catedral dessas). Depois passamos por Hollywood, Beverly Hills e uns bairros muito legais que eu não conhecia - sempre brindadas pelas histórias ótimas de quem vive há dez anos em LA!
Terminamos o dia num lugar charmosíssimo chamado Alcove. Comemos um sanduíche de PORTAbELA (não, eu não escrevi errado... é mesmo portabela!), que é um cogumelo gigante... Depois, a Flávia nos apresentou uma mesinha de xadrez no fundo do restaurante com gavetinhas em que as pessoas deixam bilhetinhos dos mais variados... Nós deixamos os nossos. Deixei um em português, um em inglês e um cartão meu... Como a mensagem na garrafinha jogada ao mar, sabe?
Enfim... quem mais que um leitor (no caso, uma leitora!) saberia me dar um presente tão absolutamente perfeito como esse passeio?